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PARIS 2 – BOLERO DE RAVEL NA CHAMPS ELYSEES

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira. Olá meus amigos cervejeiros. Conforme havia dito, neste mês darei continuidade às minhas aventuras zitogastronômicas em Paris. (leiam o texto PARIS 1 – “JE VEUX T’ACHETER UNE 

PARIS 1 – “JE VEUX T’ACHETER UNE BIÈRE”

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira. Olá meus amigos fãs das boas cervejas “bierundweinrianas”. Tenho aproveitado este espaço para compartilhar com vocês minhas aventuras “zitogastronômicas” (como já expliquei, o prefixo “zito” refere-se a 

NA TEMPERATURA CERTA

NA TEMPERATURA CERTA

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

QUEM NUNCA?

O brasileiro está habituado a tomar cerveja “estupidamente gelada”. Mas será que isso está correto? Conheça umas dicas práticas para você apreciar a sua cerveja na temperatura indicada.

“Me traz uma cerveja estupidamente gelada!” Quem nunca pronunciou essa frase que atire a primeira pedra! Pois é… aqui no nosso Brasil tropical e caliente, cerveja TEM que estar gelada. 

Mas gelada o quanto? O estupidamente se encaixa bem em alguns casos, mas não em todos. Eu mesmo gosto de cervejas bem geladas, mas também descobri o prazer de beber cervejas de certos estilos não tão geladas.

Isto porque estas cervejas exalam um aroma e têm um sabor bem complexos, muitas vezes sutis. Você precisa estar com seu faro apurado e principalmente com suas papilas gustativas prontas para perceber as nuances e identificá-las. Isto gera ainda mais prazer ao degustar a maravilha que está no seu copo.

O frio intenso diminui a sensibilidade das suas papilas gustativas, o que dificulta esse poder de discernimento. Ou seja, se ela estiver muito gelada, você não sente bem o que a cerveja tem para lhe oferecer.

Não é papo furado de professor de curso, entendedor, sommelier e mestre cervejeiro. Faça você mesmo um teste. Experimente tomar uma cerveja bacana da sua coleção bem gelada. Depois, espere uns cinco minutos e sirva outro copo dela e compare as sensações. Se fizer esse teste com cervejas como uma Stout, por exemplo, você certamente irá sentir a diferença.

Então, meu amigo(a), use o freezer a seu favor. Vou tentar dar umas dicas mais práticas porque, como já entreguei, gosto delas mais geladas e eu mesmo me policio para não cair nessa tentação. Ultimamente aprendi a extrair o máximo prazer de uma cerveja e te convido a fazer o mesmo porque a recompensa vale a pena.

TEMPERATURA DA CERVEJA

Não existe “temperatura ideal” para uma cerveja. Isso é muito relativo porque ela varia de acordo com o tipo de cerveja, o clima, as preferências pessoais e a ocasião. Beber uma lager no churrasco no verão é diferente de bebê-la num jantar com os amigos, só para citar um exemplo bem comum. Então vamos melhorar o termo para “temperatura indicada”.  

Falando em pessoas comuns, provavelmente no seu congelador de geladeira não tem um termômetro indicando a temperatura. Então, como saber qual é?

Vamos começar com as dicas. A temperatura média interna de uma geladeira gira em torno de 4 ou 5 graus Celsius. Um congelador segura a temperatura entre -5 °C e 3°C, dependendo da regulagem.

Se você quer estupidamente, deixe o congelador no máximo e a latinha ou a garrafa deitada encostada no chão o mais fundo possível. De pé ela gela também, porém menos e mais devagar.

Cuidado com o congelador!

Detalhe: se você deixa a cerveja por mais de 10 minutos, ela certamente irá congelar. Então, esse recurso só serve para dar um choque de frio antes de você ter a sua “canela de pedreiro”, “véu de noiva”, “nuvem engarrafada” e outros termos atribuídos à loira “estupidamente gelada”.

No entanto, se você quer mesmo sentir o sabor da cerveja, recomendo não deixar que ela gele a menos do que 0°C. Depois de um tempo, você vai aprender a manha do timing do seu congelador.

E na geladeira as cervejas podem descansar majestosamente, sem problemas. Há modelos de refrigeradores (como o meu, graças a Deus!) que tem um compartimento intermediário entre a geladeira e o congelador. Ali, as cervejas descansam a 3°C, mais ou menos. Daí, se quiser uma cerveja mais gelada, você tira e coloca por 5 minutos no congelador. O oposto, tira e a deixa descansando os mesmos 5 minutos antes de abri-la. Simples assim.

CLIMA CERTO

“Chove lá fora e aqui, faz tanto frio… Me dá vontade de beber”… Opps, mudei a letra da música. Mas é isso aí.

A temperatura ambiente determina sim a temperatura da sua cerveja. No verão, é óbvio que é melhor caprichar no gelo. No inverno nem tanto. Por isso existem cervejas que combinam perfeitamente com épocas do ano. As leves e refrescantes no verão e as alcoólicas e encorpadas no inverno.

Mas, isso é só mais um dos mitos que entram também naquele patamar do “indicado”. Eu mesmo tomo Stouts no calor numa boa…

Leia sobre: CERVEJAS ESCURAS, DELICIOSAS PARA QUALQUER ÉPOCA DO ANO.

Paulistânia Largo do Café – Oatmeal Coffe Stout

Outro mito é aquela história de que na Alemanha a cerveja é bebida na temperatura ambiente. Mas lá faz frio praticamente o ano todo. E já reparou que os copos que eles usam são compridos, largos e tem até canecas de 1 litro de cerveja! Isto poque lá o frio ambiente mantém a temperatura da cerveja depois de aberta. Aqui, o nosso copinho americano é perfeito porque não dá tempo da cerveja esquentar…

Cuidado com a temperatura do copo!

Por falar em copo, nunca beba uma cerveja sem lavar bem o copo internamente com a parte amarela da bucha. Ela tira as impurezas e não risca o copo. Depois de lavá-lo bem, se puder colocar uma água com uma pedra de gelo vai bem. Daí, na hora de servir, descarte a água e sirva a cerveja imediatamente. Gelar o copo no congelador eu não recomendo. O vidro absorve muito o frio e pode congelar sua cerveja.

Então, voltando, para degustar uma bela Weizenbier alemã, pense em reproduzir a temperatura de lá no seu copo de tamanho médio que a mágica acontece!

E se estiver quente, não esquente: coloca para gelar mesmo e seja feliz! E se tiver um daqueles baldes de metal grandes com gelo (item essencial de um cervejeiro), deixe as garrafas lá descansando para apreciar sua cerveja sempre bem geladinha…

TIPOS DE CERVEJA

Agora vem a parte que você esperava. Não é papo furado. Cada estilo de cerveja merece uma temperatura indicada. Depois de anos de degustação, incontáveis literaturas, feiras, festivais, apresentações, beer tours e quilômetros de mesa de bar preparei para você um guia prático bem simples. Siga se der e se não der não tem problema Tente outra vez até você achar a “sua temperatura indicada”. Então vamos lá:

MUITO GELADA – 2° a 4°C

Cervejas refrescantes que combinam com baixíssimas temperaturas geralmente são as de baixo teor alcoólico, no máximo 5,5%, corpo baixo e sabor mais leve. As Pilsen, German Pilsener, Lager, Ale, Pale Ale, Red Ale, Helles, Session IPA e Witbier por exemplo, são ótimas opções.

Sugestão de rótulos:

Da Paulistânia: Marco Zero (Lager), Caminho das Índias (Session IPA), Viaduto do Chá (American Hop Lager) e Trem das Onze (American Pale Ale)

Importadas pela BierWein: Hofbrau (Münchner Helles Lager), Warsteiner Premium (German Pilsener), Stiftung Hell (Lager), 8.6 (Strong Lager), La Trappe Witte (Witbier), 1795 (Bohemian Pilsener), Praga (Bohemian Pilsener), Tempelier (Belgian Pale Ale), Corsendonk Blanche (Witbier), Trooper (Pilsner, Ale, IPA, Golden Ale)

GELADA – 4° a 6°C

São aquelas cervejas que você guarda no compartimento intermediário da geladeira, ou seja, geladas, não trincando. Boas opções são as cervejas de trigo alemãs (Weizenbier) e as complexas, mas refrescantes, como as Blond Ales, Brow Ales, Dubbel e Tripel belgas leves, e/ou as frutadas e com acidez elevada, como as Lambic e Sour.

Sugestão de rótulos:

Da Paulistânia: Pátio do Colégio (Belgian Tripel)

Importadas pela BierWein: Erdinger (Weissbier), Hofbrau (Weissbier), Konig Ludwig (Weissbier), La Trappe (Blond Ale), Boon Geuze, Framboise e Faro (Lambic), Corsendonk (Dubbel), Rodenbach (Brown Ale)

FRIA – 7° a 10°C

Para essas vale a dica de tirar da geladeira e deixar 5 minutos antes de servir. Assim, os sabores e aromas mais complexos podem ser melhor apreciados. A lista de opções é enorme:

IPA (e todas as variantes), Weizenbock, Porter, algumas Stouts e Bocks mais leves, Dubbel, Trippel, Quadruppel e qualquer outra que tenha um teor alcoólico um pouco mais elevado, acima dos 7%.

Sugestão de rótulos:

Da Paulistânia: Ipiranga (Strong Wood Red Lager), Largo do Café (Oatmeal Coffee Stout), Capricórnio (Cacau Bock)

Importadas pela BierWein: La Trappe (Dubbel, Trippel, Quadruppel, Bock e Isid’or), Corsendonk (Tripel), Trooper Fear of the Dark (Stout)

LEVEMENTE GELADA – 10° a 13°C

Essas aí são aquelas cervejas bem complexas, maturadas em barril (Barrel-Aged) ou que tem um teor alcoólico acima dos 10%. Cervejas como Belgian Dark Strong Ales, Imperial Stouts, Barley Wines, Doppelbock, umas invencionices com chips de madeira defumada e por aí vai.

Sugestão de rótulos:

Da Paulistânia: X Safra (Brut Barley Wine)

Importadas pela BW: La Trappe Quadruppel Oak Aged (Barrel-Aged), Eggenberg Samichlaus (American Malt Liquor, Barley Wine)

Importantíssimo: estas temperaturas são, como frisei antes, indicadas.

Se você prefere todas estupidamente geladas, vá em frente!

Essas infos são apenas para você ter como guia e fazer testes práticos (adoro essa parte) para saber se o seu paladar, a sua percepção dos ingredientes da cerveja que você está tomando melhora ou não.

Mais uma coisa. Aproveite também que está no site da Confraria Paulistânia para dar uma navegada pelos rótulos do portfólio da Bier & Wein porque sempre tem informações sobre cervejas importadas além de, claro, promoções irresistíveis.

Espero que tenha gostado e a minha dica final é: beba cerveja boa e divirta-se!

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RODENBACH – A CERVEJA FORA DA “CASINHA”

RODENBACH – A CERVEJA FORA DA “CASINHA”

Por André “Carioca” Souza, beersommelier, mestre em estilos e técnico cervejeiro, estatístico de profissão. Especialista em harmonização de cervejas e responsável pela divulgação de conteúdo do @embxdrs.da.cerva.

Olá nobres cervejeiros e cervejeiras, tudo bem com vocês?

Vocês já perceberam que, após os 18 anos, passamos a consumir sempre um mesmo tipo de cerveja por um longo tempo e acabamos por nos acostumar com aquele estilo “tradicional” que nossos pais, tios ou avós estão habituados a beber.

Talvez, por conta disso, achamos que as cervejas artesanais que provamos hoje em dia são muito “fortes” ou “amargas demais” ou “ácidas demais”. Tenho amigos, cujo nome não vou citar aqui (né, Alexandre), que não curtem uma cerveja artesanal, ainda mais se ela for totalmente fora do “tradicional”, como a que vamos falar hoje para vocês, a cerveja Rodenbach!

A cervejaria está localizada na cidade de Roeselare (Spanjestraat 135, 8800), província de Flandres Ocidental, a parte flamenca da Bélgica, onde se fala o tradicional flamengo (não confundam com o bicampeão brasileiro ⚽🏆🏅). A região possui governo e parlamento próprios e fica a poucos Km de distância das cidades de Bruxelas e Bruges (capital da região Flamenca).

Saiba um pouco mais sobre esta região e a BÉLGICA, ALÉM DAS CERVEJAS TRAPISTAS

UM POUCO SOBRE A RODENBACH

Video institucional Rodenbach
Clique aqui para assistir ao vídeo

Desde 1998 a cervejaria Palm era proprietária da marca e da cervejaria Rodenbach, porém em 2016 a Bavaria Brewery da Holanda comprou a Palm e detém os direitos de produção e comercialização da cerveja.

A marca é famosa por conta de suas cervejas clássicas que possuem um “blend” ou “cut” com proporções diferentes entre cervejas de safras novas com as que são envelhecidas em dornas de carvalho ou “oak foeders” (tanques de maturação parecidos com barricas de madeira porém disponibilizadas em pé e utilizados para fermentação do mosto cervejeiro).

UMA CERVEJA DE FAMÍLIA

Galeria de fotos fabrica Rodenbach

Em 1749, a família Rodenbach se estabeleceu na região, porém foi através de seu primogênito Alexander Rodenbach, empresário, político, escritor e burgomestre (algo tipo prefeito), que mesmo com as limitações de uma cegueira prematura, fundou (1821) e dirigiu a cervejaria junto com seus irmãos: Pedro, Grégoire e Constantijn.

A família possui prestígio na região, pois fizeram parte da revolução pela independência da Bélgica em 1830 e também por serem coautores do tradicional hino belga. Porém, foi o filho de Pedro com Regina Wauters, batizado como Edwards Rodenbach, que começou a expandir o negócio da família em 1864 e, por intermédio de seu filho Eugène, que em 1874 começaram a introduzir o processo de vinificação de cervejas em dornas de carvalho.

A CERVEJA ANIMALESCA!

O processo de vinificação das cervejas é pouco conhecido no Brasil quando falamos de processo cervejeiro, porém na Bélgica, o processo é repassado de geração a geração.

Basicamente estamos falando de um processo onde a fermentação pode levar tanto leveduras de alta fermentação, as famosas Ale, quanto bactérias lácticos e acéticas, o que traz o sabor acidificado ou “sour” à cerveja e também atua como conservante natural.

Leia sobre A COMPLEXA E INEBRIANTE CERVEJA ALE

Além disso, algumas das dornas onde a cerveja matura, tem cerca de 150 anos de vida, dando uma característica mais animalesca e rústica aos aromas e sabores.

Na Rodenbach, cada cerveja é única, desde o início da produção começando com a escolha de maltes exclusivamente belgas que dão sabor e cor vermelho-cobre às cervejas, quanto à adição de cerejas e framboesas silvestres colhidas na região que dão um toque de bouquet frutado a outros exemplares.

copo com cerveja Rodenbach

A fermentação e maturação, como dissemos anteriormente, é levada super a sério, e cada cerveja, dependendo do seu estilo, pode demorar quase 2 anos para ficar pronta, num processo conhecido como maturação contínua onde o mosto, depois de pronto, fica armazenado em dornas de carvalho gigantes por pelo menos 2 anos, tornando-as envelhecidas ou como diz no rótulo, “aged in oak foeders”.

A cervejaria Rodenbach tem cerca de 300 dornas de carvalho com capacidades de até 65 mil litros! Detalhe, nenhuma dorna possui prego ou parafuso na sua estrutura. Ao todo a produção pode chegar a 6,3 Milhões de litros de Rodenbach!

RODENBACH, GUARDE ESSA EXPERIÊNCIA

Mas o que dá essa característica rústica, ácida, adocicada e ao mesmo tempo saborosa e exclusiva é o blend entre cervejas novas e envelhecidas realizada pelo master blender, como é conhecido o mestre-cervejeiro que faz esta mistura na medida certa. É ele que diz exatamente o melhor momento e a melhor proporção entre cada uma das produções em cada tonel para que o mesmo sabor esteja equivalente em todas as cervejas Rodenbach.

Por este motivo, vale a pena aguardar uma produção de uma Rodenbach de 2 anos trás e, ainda por cima, você pode fazer uma degustação vertical com exemplares de anos anteriores pois elas são excelentes cervejas para serem consideradas de “guarda” conforme comentamos no post: VOCÊ CONHECE CERVEJAS DE GUARDA?

Rodenbach Classic e Rodenbach Gran Cru

Quanto mais tempo uma Rodenbach permanecer guardada (com condições ideais para isso), mais aromas de frutado, acético, dulçor de caramelo e acidez estarão presentes. Porém, a carbonatação e a presença de lúpulo, que já é imperceptível nos exemplares atuais, pois o lúpulo serve apenas como um conservante natural e para manter a espuma vívida, será ausente, mas recomendo a experiência.

No Brasil, você pode encontrar atualmente pela Importadora Bier Wein dois exemplares dignos dos melhores que existem: A Rodenbach Classic e a Rodenbach Grand Cru.

DISPONÍVEL NO BRASIL

A cerveja Rodenbach Classic é conhecida por ser uma cerveja tradicional ou uma clássica Red-Brown Ale da região de Flanders. Sua cor vermelho-cobre é proveniente dos maltes belgas da mesma cor. O lúpulo, imperceptível no aroma e sabor, vem da região de Poperinge, na Bélgica.

Parte da cerveja amadurece por 24 meses em uma das dornas e isso garante o sabor adocicado encorpado. Posteriormente, mistura-se o restante com ¾ de cervejas fermentadas jovens, dando no final um sabor refrescante e pouco comum. Possui 5,2% de ABV e como harmonização recomendo frutos do mar como camarão e ostras para degustar com esta cerveja.

TESTANDO A RODENBACH CLASSIC COM O MASTER BLEND RUDI

Já a Rodenbach Grand Cru, também conhecida como Flanders Red-Brown Ale ou apenas Belgium Sour Ale, é uma cerveja um pouco diferente pois em sua fermentação temos a presença de leveduras Ale e bactérias lácticos e acéticas.

Além disso, no processo de produção leva 2/3 de cervejas maduras já envelhecidas e 1/3 de cervejas fermentadas jovens. A fermentação com bactérias lácticos e acéticas fornece um complemento à validade da cerveja pois é considerado um conservante natural, excelente para ser armazenada como cerveja de “guarda”.

Possui exatos 6% de ABV e uma acidez única no aroma e paladar. Recomendo harmonizar, também, com frutos do mar, ou com carnes nobres de caça, pois seu sabor robusto e caramelizado complementa com o da carne.

Aproveite a oportunidade para presentear seus pais, tios e avós que sempre quiseram conhecer uma cerveja diferente mas não tiveram a oportunidade. Você pode comprar todas no mesmo lugar e com frete grátis acima de R$200,00 para região metropolitana de São Paulo. Acesse Confraria Paulistânia Store e divirta-se!

Um brinde à todos e me chamem quando forem degustar essas cervejas especiais!

BÉLGICA, ALÉM DAS CERVEJAS TRAPISTAS

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira. Olá meus amigos, amantes de cervejas complexas, chocolates e batatas fritas. Evidentemente a gastronomia belga vai muito além disso, mas se você gosta desses três itens, pode 

KÖNIG LUDWIG – UM CONTO DE FADAS CERVEJEIRO

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Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, técnica Cervejeira e apresentadora. Correspondente audiovisual do Guia da Cerveja. @candysommeliere Nada pode ser mais prazeroso do que trabalhar com amor e colocar o coração naquilo que se faz. Para mim, escrever sobre cervejas e conhecer novos 

CORSENDONK, UM PRAZER ABENÇOADO!

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UM PRIORADO, UMA ABADIA, UMA CERVEJA …

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido. 

Hey folks! Todos cuidando da sanidade mental e física em momento de pandemia? Por aqui, entre uma mamadeira e outra com meu baby, e na esperança de um 2021 de alegrias a todos, compartilho com vocês um pouco da minha história com as cervejas belgas, e claro, um dos ícones cervejeiros deste país: a Cervejaria Corsendonk e seus rótulos incríveis.

MOMENTO NOSTALGIA

Minha paixão com cerveja vem de antes de 2013. Apesar de eu não ter um “tostão furado” para comprar cervejas na época da faculdade (nem as cervejas de bar que estamos acostumados a ver e a tomar), foi na leitura que comecei a me aprofundar neste universo que tanto amo.

Foto: https://goudsecanon.nl/4/1400/Het-Ossenhooft/

Entre umas e outras e mergulhado nos textos, algo me chamou a atenção naqueles livros: A Escola Cervejeira Belga e suas possibilidades. Cervejarias seculares, muitas delas administradas e curadas pela Igreja Católica, cervejas que desprendiam do conceito de “Lei da Pureza Alemã” e suas restrições de ingredientes. Traziam novas possibilidades de aromas, sabores e adição de muitos complementos a cerveja. Um universo em forma de Pão Líquido.

Dentre estes complementos, observa-se o destaque para cereais de vários tipos (trigo, centeio e etc.) e uso de especiarias, ah, muitas especiarias. Afinal, em sua história, a igreja detinha não somente a ciência, como também o uso de tecnologia e sua relação com os alimentos. As expedições ao redor do mundo ajudaram, e muito, na busca destes “ingredientes” diferentes.

A PAIXÃO PELA ESCOLA BELGA

Mais adiante, já cursando minha formação em Sommelier de Cervejas, fui de fato apresentado a este universo de opções Belga. Desde então, a curiosidade e encantamento virou paixão por esse lugar.

O curso foca na experiência sensorial de aromas e sabores que são os grandes marcos das cervejas Belgas, em especial da Cervejaria Corsendonk. Foi debruçado nos livros, cadernos e anotações que experimentei a Corsendonk Pater Dubbel . Que dia meus amigos, que dia !!  

Aliás, antes de falarmos desta e outras delícias da Corsendonk, topam um “dedo de prosa” sobre a cervejaria e sua história? Só vem.

A MEDIEVAL CORSENDONK

Corsendonk é uma linha de cervejas de Abadia fabricadas na Bélgica, fundada em 1398. Em plena idade média e suas inquietações políticas, científicas e religiosas.

Seu nome é uma referência a um mosteiro em Oud-Turnhout, uma cidadezinha na província de Antuérpia, região de Flanders, na Bélgica. Em 1784, o imperador austríaco Jozef II ordenou que o mosteiro e a cervejaria fossem fechados…Que viagem desse tal imperador! Não conhecia o bom da vida, o líquido precioso – Nosso Pão Líquido…

Imagem do mosteiro onde a Corsendonk era fabricada
Foto: site Corsendonk

Em 1982, Jef Keersmaekers, descendente de Antonius Keersmaekers (fundador da cervejaria original), teve a chance de reviver a marca e uma nova série de cervejas foi lançada – a famosa Pater – com um novo conceito de marca que remete aos emblemas da Idade Média e a tradicional história da cervejaria. 

Não é para menos que essa riqueza cervejeira e muita cultura, me levaram a visitar a Bélgica em 2018. Foi incrível! Mas essa experiência deixo para uma próxima resenha. Hahah…

Chega de história e vamos ao que interessa? Nosso líquido fermentado, nossa cerveja de cada dia, a Corsendonk. Por sorte, e muita competência da galera do Confraria Paulistânia Store (detalhes abaixo), temos essas belezinhas aqui no Brasil. Se liguem em cada delícia:

Imagem da garrafa Corsendonk Blanche e seu copo

CORSENDONK BLANCHE

É uma clássica WitBier Belga. Uma cerveja de trigo, clara e não filtrada, com 4,8% de delicia etílica (ABV). De coloração amarela, apresenta espuma branca, limpa e de boa formação e persistência. A coisa mais linda no copo. No aroma destaca-se pelo grande frescor. Inclusive, tomei este exemplar num dia de bastante calor, resultado: Incrível, né.

Tem um sabor intenso e equilibrado, típico do estilo, com toque cítrico de limão e especiarias. Refrescante, ideal para os dias de calor e para acompanhar saladas frescas, peixes e frutos do mar. Seus 750 ml de carinho ao paladar, foram poucos para tamanha “bomba” de aromas e sabores.

CORSENDONK PATER DUBBEL

Imagem da garrafa Corsendonk Pater e seu copo

Curte um pouco mais de potência e aquele dulçor na boca? Se a resposta foi sim, certamente você amará a Pater Dubbel. Fabricada também com malte torrado, apresenta uma coloração avermelhada, lembrando um vinho tinto.

No copo pegando uma luz então, vira um show à parte. O aroma é bastante linear ao paladar, remetendo ao malte e seu dulçor a lembrança de frutas, compota e chocolate escuro. A torra do malte traz um ligeiro defumado no paladar.  

É uma cerveja de alta fermentação, adocicada, escura, refermentada e maturada na garrafa. Ideal para acompanhar carnes grelhadas, pratos defumados, queijos de maior potência e sobremesas a base de chocolate ao leite, trufas e tiramissú.

Seu teor alcoólico de 6.5% permite muitas opções e belas goladas. Já disse deliciosa? Haha..

CORSENDONK AGNUS TRIPEL

Imagem da garrafa Corsendonk Tripel e seu copo

Se você, assim como eu, gosta de uma potência alcoólica, também vai adorar essa Tripel de 7.5% de “abraço alcoólico”.

Diferente da Dubbel, onde as características do malte e dulçor eram bem aparentes, nesta cerveja vamos a elementos de fermentação e lúpulo e suas nuances em frutas amarelas. É sério!

De coloração dourada, traz tanto no aroma como no sabor, uma lembrança de frutas como damasco, pera e pêssego. De paladar seco, é um convite ao segundo, terceiro..goles haha.

Vai muito bem com pratos condimentados e picantes, salmão, crustáceos, carnes cozidas com frutas, tortas doces levando frutas amarelas em geral. Deu agua na boca, não é mesmo?

CORSENDONK TEMPELIER

Conforme citamos no início da apresentação da Corsendonk, tratam-se de cervejas de Abadia, ou seja, são cervejas que seguem métodos de fabricação de mosteiros e acompanham os estilos considerados, ganhando a denominação de Cervejas de Abadia.

Vídeo Prof. Felipe Aquino – Quem eram os Cavaleiros Templários? (Clique na imagem para assistir)

Novamente a proximidade com a igreja volta à tona neste exemplar. E já que o assunto é igreja, a Tempelier foi criada em 2009, justamente como uma homenagem à Ordem dos Cavaleiros Templários, marcada pela época das Cruzadas.

É uma cerveja também refermentada na garrafa, apresentando no paladar notas adocicadas provenientes do malte, notas frutadas da levedura e ligeiro amargor, garantindo um equilíbrio único.

Do estilo Belgian Pale Ale, é uma das grandes brincadeiras entre malte, lúpulo e levedura que a escola Belga permite. Por orientação do mestre cervejeiro, a levedura contida na garrafa deve ser servida junto com a cerveja, garantindo sua turbidez típica.

Harmonização? Claro, vai super bem com comida mexicana, condimentos, frutos do mar mais gordurosos e sobremesas.

Legal não é mesmo? Isso é cerveja especial Não somente apreciar aromas e sabores diferentes, mas sim navegar pela história de cada rótulo, de cada cervejaria, dentro de experiências sensoriais incríveis.

E para aqueles que, como eu, não vão perder estes rótulos de jeito nenhum, não deixem de passar no e-commerce da Confraria Paulistânia Store e garantir estas delicias, diretamente da Bélgica para a sua casa.

Topa esta experiência?

Excelente natal a todos, e um ano novo repleto de alegrias e claro, muita cerveja Belga por aí.  

Cheers !