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Recomendação de leitura: MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO

Não é uma história somente sobre cerveja. É uma história sobre poder, fama, política, economia, gastronomia e cultura. Essa é a história de uma das mais importantes marcas de cerveja do mundo, que existe há mais de 400 anos no maior centro cervejeiro do planeta e esteve presente em importantes fatos históricos se tornando a cervejaria mais influente do mundo. Vamos conhecer essa história a seguir.

A cerveja ruim da Baviera

Em 1589, o Duque Guilherme V da Baviera estava farto de beber cervejas ruins que eram feitas em Munique naquela época. E ele, pessoalmente, queria muito que a Baviera tivesse boas cervejas pois essa era uma luta de sua família.

Duque Guilherme V
Duque Guilherme V

Guilherme V herdou o trono da Baviera de seu pai, Alberto V, que praticamente passou despercebido pela história da cerveja. Mas seu avô, Duque Guilherme IV, foi bem importante para a história da cerveja mundial sendo o responsável pela promulgação da Reinheitsgebot (conhecida depois como Lei de Pureza da Cerveja Alemã) que determinou que a cerveja na Baviera só poderia ser feita com 3 ingredientes: Água, Malte e Lúpulo – 300 anos depois a levedura foi descoberta e incluída como ingrediente base da lei.

A Reinheitsgebot tinha como principal objetivo garantir a qualidade das cervejas produzidas na Baviera – e também visava o aumento com arrecadação de impostos sobre malte e lúpulo, mas essa é a parte feia da história que nem sempre é contada.

Ora, se o neto do criador da Reinheitsgebot estava bebendo cerveja ruim era porque alguma coisa estava errada. O Duque Guilherme V ficava bem irritado em ter que importar cervejas da cidade de Einbeck , na baixa Saxônia.

Farto dessa situação, um dia o Duque Guilherme V juntou seus conselheiros da corte e ordenou que eles apresentassem um plano para solucionar o problema da cerveja ruim. Fico imaginando como deve ter sido interessante essa reunião. Bem, o fato é que os conselheiros passaram a pensar formas de garantir boa cerveja de Munique ao Duque. E então a saída foi meio óbvia: criar uma cervejaria própria dentro da corte real, onde eles conseguiriam garantir que a cerveja feita seria boa.

O Duque Guilherme V aceitou de imediato a ideia e no mesmo dia recrutou o mestre-cervejeiro Heimeran Pongraz que estava fazendo cerveja na Abadia de Geisenfeld, 70 quilômetros ao norte de Munique.

A nova cervejaria foi inicialmente batizada de Braun Hofbräuhaus, algo como Casa da Cerveja Marrom da Corte Real em português. Isso porque a cerveja feita lá naquela época era marrom.

O business e o monopólio

Até 1610 a Hofbräuhaus abastecia apenas a realeza bávara. Ninguém podia consumir a cerveja deles fora do palácio real. Mas o o Duque Maximiliano I, conhecido como “o grande”, que assumiu o trono no lugar do pai Guilherme V, era um empreendedor nato, com visão para negócios e marketing. Por isso, traçou uma estratégia comercial avassaladora: criou uma marca cobiçada e uma cerveja exclusiva que seria somente produzida por eles e vendida para as tavernas.

Duque Maximiliano I
Duque Maximiliano I

Então, Maximiliano I proibiu a produção da tradicional cerveja de trigo da Baviera. Somente ele poderia produzir a Weizenbier para vender para as tavernas. Além disso, a cerveja passou a se chamar Hofbräu, suprimindo o sufixo haus que quer dizer casa em português.

A cerveja foi um sucesso, as tavernas brigavam para comprar e servir aos seus clientes, o que fez com que a corte arrecadasse muito dinheiro. Toda essa estratégia comercial levou a produção da Hofbräuhaus a incríveis 140 mil litros/ano (38 mil galões) em pleno século 17.

A cerveja de trigo da Hofbräu foi a única do estilo na Baviera por mais de 200 anos – só em 1872 o rei Ludwig II venderia os direitos de produção da weizenbier para George I Schneider, liberando a produção fora da casa real.

A primeira Maibock

Mas mesmo com o sucesso comercial, o Duque Maximiliano I ainda não estava satisfeito. Além de homem de negócios ele era também um grande apreciador da gastronomia, e queria cervejas mais claras e mais fortes do que as cervejas de trigo.

Então, inspirado nas técnicas dos cervejeiros de Einbeck, o novo cervejeiro real, Elias Pichler criou a Maibock: uma cerveja mais clara e bem mais potente do que a weizenbier.

E essa nova cerveja criada pela Hofbräuhaus salvaria a cidade de Munique anos mais tarde.

A Maibock salvou Munique

Em 1618 a região central da Europa era uma verdadeira zona, com diversos reinos e ducados separados e com interesses diferentes, o que fez eclodir um conflito que ficou conhecido como a guerra dos 30 anos, onde diversas nações lutaram por 3 motivos básicos: religião, território e comércio. E claro, a Baviera estava metida nesse conflito.

Em 1632, a Baviera estava praticamente dominada pela Suécia e Munique foi invadida. Desesperado, o povo de Munique fez um acordo com os suecos: trocaram 1.000 baldes de cerveja Hofbräu, incluindo 361 baldes de Maibock, pela garantia de que a cidade não seria destruída.

O acordo deu certo, os suecos conheciam a fama daquela cerveja, e Munique não sofreu com aquela invasão. Dois anos depois, a Suécia fez um acordo e desocupou a Baviera.

A Oktoberfest

A Hofbräu seguiu por dois séculos sendo a cervejaria oficial da Baviera. Mas, um evento gigantesco mudaria de vez o patamar da cervejaria no coração do povo bávaro.

Em 12 de outubro de 1810, para comemorar o casamento do príncipe Ludwig com a princesa Therese, o Rei Maximiliano I Joseph resolveu dar uma baita festa nos portões da cidade de Munique. Ele convidou todo o povo da cidade para comer, beber e assistir a corridas de cavalos. Claro que a cerveja que regou essa festa foi da Hofbräuhaus.

príncipe Ludwig e princesa Therese
príncipe Ludwig e princesa Therese

No ano seguinte, o Rei quis repetir a festa. E no próximo ano também. E assim por diante, até que a festa virou uma tradição de Munique e ficou conhecida como Oktoberfest.

Imagens Hofbräuhaus - Oktoberfest
Imagens Hofbräuhaus – Oktoberfest

Personagens históricos

A Hofbräuhaus em Munique tem uma rica história de personalidades importantes que frequentaram suas instalações e beberam de suas cervejas.

Wolfgang Amadeus Mozart morou a poucos metros da cervejaria e era frequentador do local no século 18. Em uma carta, Mozart teria dito que escreveu a ópera Idomeneo inspirado pelas suas visitas à Hofbräuhaus.

príncipe Charles e a duquesa Camilla

Infelizmente, nem só de boas visitas é feita a história da Hofbräuhaus. Vladimir Lenin viveu em Munique antes da segunda guerra mundial e frequentava o local. Outra triste passagem aconteceu em 1920, quando Adolf Hitler usou a Hofbräuhaus para apresentar seu programa de 25 pontos do Partido Nazista. Essa triste história culminou com o bombardeio da cervejaria em abril de 1944. Ao final dos ataques a Munique, em maio de 1945, havia sobrado muito pouco da antiga cervejaria.

Mas, felizmente, a guerra acabou e a Hofbräuhaus foi reconstruída, e hoje é a maior atração turística de Munique depois da Oktoberfest.

Como realeza visita realeza, o príncipe Charles e a duquesa Camilla visitaram a cervejaria em 2019.

As cervejas da Hofbräuhaus

Aqui na Confraria Paulistânia você tem a chance de provar as cervejas da Hofbräuhaus e se aproximar de toda essa rica história.

cervejas Hofbräu

Aqui você encontra a HB Original, a HB Oktoberfest, a Weissbier e a Dunkel. Eu não tenho predileta, adoro todas! E além das cervejas, aqui você também encontra caneca, boné e cooler oficiais da Hofbräuhaus. 

Selo Trapista – atribuição e reconhecimento.

Selo Trapista – atribuição e reconhecimento.

Por Leonardo Millen, jornalista especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Aficionado por cervejas especiais, escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where (@saideira.beer) e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. 

ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

Por Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas. Foi 3º colocado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas e defendeu o Brasil na competição mundial em 2015. Também é professor, juiz de concursos nacionais e internacionais e consultor de cerveja. Fundou em 

ME APAIXONEI PELA LARALIMA

ME APAIXONEI PELA LARALIMA

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere

Hoje vamos falar sobre a mais nova aquisição da família Paulistânia, a recém-chegada Laralima. Uma maravilhosa Witbier com adição de extrato natural de laranja Bahia e limão siciliano.


Como a Paulistânia faz com esmero todas as receitas que se propõe a colocar em linha, aqui temos uma interpretação do estilo. A Laralima é feita com maltes de trigo e cevada, mas como acontece na maioria das Witbiers, aqui não temos a presença do trigo não maltado, mas sim flocos de aveia, conferindo uma cremosidade e garantindo um gole aveludado, nessa cerveja refrescante, aromática e condimentada, pela presença marcante da semente de coentro.

VOCÊ SABE COMO SURGIU O ESTILO WITBIER?

O início da Witbier, estilo cervejeiro da Laralima

A história deste estilo de cerveja começa em 1445, quando a Bélgica ainda era parte integrante da Holanda, formada por uma série de colônias.

Essa era a exata época em que europeus viajavam rumo às Índias em busca de novos temperos, o que fez com que especiarias chegassem às mãos de monges.

Registros históricos indicam que as cervejas de trigo eram extremamente azedas até que os monges belgas passaram a adicionar algumas novidades à receita, como cascas de laranja e coentro, trazido diretamente de Curaçau, na época, colônia Holandesa.

Vale ressaltar que não havia adição de lúpulo e que as cervejas da época eram saborizadas com frutas e especiarias.

Seu nome se origina da junção das palavras wit e bier, que em holandês querem dizer, respectivamente, “branco” e “cerveja”. Ou seja, a junção significa “cerveja clara”.

Para se ter uma ideia, na escala internacional SRM, que varia entre 1 (muito claro) e 40 (muito escuro) e é utilizada para identificar a cor da bebida, a Witbier, raramente, passa do número 4.

Apesar de sua popularidade atual, com um alto consumo deste tipo de cerveja durante o verão, a Witbier passou por um longo período de esquecimento, tornando-se praticamente extinta até a década de 50 do século passado.

O LEITEIRO QUE SALVOU A WITBIER

O salvador da Witbier, o estilo cervejeiro da Laralima
PIERRE CELIS (foto: divulgação)

O crescimento do mercado das Lagers, comercializadas em massa, forçou as cervejarias belgas a fecharem suas portas no século 20.

Lamentando o sumiço das Witbiers, o leiteiro belga Pierre Celis, nos anos 1960, resolveu reposicionar o estilo no mapa ao passar a produzir uma cerveja com uma receita da qual se lembrava de um breve trabalho na cervejaria Tomsin, última fábrica a fechar as portas.

Num país tropical como o Brasil, essa cerveja de teor alcoólico baixo e de sabor refrescante pode ser justamente o que você estava buscando para se refrescar nas tardes quentes de domingo.

Todas as cervejas de trigo são iguais? A resposta é: jamais!

WIT NÃO É WEISS, WEISS NÃO É WIT!

Uma dúvida que muitas pessoas têm sobre a prima alemã, Weissbier é se a Witbier é uma versão belga para as cervejas de trigo Bávaras.

Muito embora Weiss signifique “branco” em alemão, o que remeteria imediatamente a justa comparação, para ser uma típica Weissbier, são necessários ao menos 50% de malte de trigo, podendo ser completado com malte de cevada. Mas algumas cervejas têm quase o total de trigo em sua receita.

Tradicionalmente essa bebida costuma ser turva, por conta das proteínas e da levedura. O visual fica completo com um colarinho branco e denso, e a espuma cremosa. 

LEI DA PUREZA X TEMPERO

A Weiss se destaca pelas notas de banana e cravo no aroma e no sabor. Mas aqui, essas notas não são provenientes da adição nem da fruta, nem da especiaria, afinal não podemos esquecer que as cervejas alemãs têm uma regra clara de fabricação desde a promulgação do Reinheitsgebot em 23 de abril de 1516 pelo Duque Wilhelm IV (Guilherme IV) da Baviera, que regulamentava que a cerveja poderia conter somente três ingredientes: água, malte e lúpulo.

Mas então de onde vêm essas notas de banana e cravo? Elas são subprodutos da fermentação, são ésteres e fenóis que remetem a tais aromas e sabores.

Pronto, agora que já estão experts sobre as diferenças e semelhanças entre estas duas cervejas de trigo, vamos ao que interessa, conhecer as Witbiers que temos disponíveis no site da Confraria Paulistânia Store.

Laralima e suas similares

Antes quero só dizer uma coisa: EU ME APAIXONEI PELA LARALIMA!!!

Além de ser incrivelmente aromática e refrescante, ela homenageia um lugar que está no meu coração, o Mercadão (Mercado Municipal de São Paulo).

Assim, te convido a escolher algumas Witbiers e depois me contar como foram as degustações:

Paulistânia Laralima

La Trappe Witte

Corsendonk Blanche

O Mercadão, como é chamado carinhosamente, com a sua importância histórica e arquitetônica, serviu de inspiração para o rótulo da Laralima.

Indicações de leitura:

ESCOLAS CERVEJEIRAS https://confrariapaulistaniastore.com.br/blog/escolas-cervejeiras/

UM PARAÍSO CHAMADO BÉLGICA: INDEPENDENTE DESDE 1830 E CERVEJEIRA DESDE SEMPRE https://confrariapaulistaniastore.com.br/blog/um-paraiso-chamado-belgica-independente-desde-1830-e-cervejeira-desde-sempre/

Itália 2 – Comidas de Guerra e cervejas da Paz

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira. Olá meus amigos “amanti di la birra” SOUTH STREET AMICI MIEI Após alguns dias em Roma, alugamos um carro e partimos para a segunda etapa de nossa 

DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 2

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Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. Novas sensações, muito colorido, uma viagem para outro mundo, se caracteriza com o estilo Rock Psicodélico e qual estilo de cerveja combina? Que tal Fruit Beer 

SAÚDE COM CERVEJA!

SAÚDE COM CERVEJA!

Leonardo Millen é jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

“Saúde!”… Esse brinde tradicional quando a gente toma uma cerveja com os amigos pode significar mais do que você imagina. Não é um mito, mas a cerveja pode sim fazer bem à saúde.

Já se falou muito por aí sobre os benefícios da cerveja. Vou descrever alguns a seguir. É claro que estamos falando de um consumo moderado, sem exageros ou frequência alta e preocupante. Daí, a cerveja deixa de ser uma bebida para ser uma válvula de escape que deriva para uma condição de alcoolismo.

Vamos nos concentrar no consumo recreativo, bacana, que nos deixa feliz, sem excessos desnecessários.

É importante lembrar que a quantidade máxima recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de um a dois copos pequenos ao dia, para mulheres e três para homenS.

CERVEJA FAZ BEM

Acredite. Cerveja faz bem para a saúde. É fato. Se consumida com moderação, a cerveja previne cerca de 26.000 mortes por ano, segundo o relatório da USDA (United States Departmente of Agriculture).

Comecemos, então, pela composição básica da cerveja. Ela tem malte, água, lúpulo e levedura. Cara… nada disso faz mal. Muito pelo contrário.

A maioria da cerveja é composta por água, que é a fonte da vida. Ela hidrata. É claro que se você bebeu em demasia, será necessário beber mais água, porém para retirar o álcool do organismo.

Daí vem os negacionistas dizendo que, a água tá Ok, mas os maltes são carboidratos, que cerveja é rica em glúten, proveniente do amido, ambos considerados os vilões de 9 entre 10 regimes.

Mas não caia nesse discurso pronto. A cerveja é fonte de carboidrato complexo, que possui menos calorias e mais fibras, ou seja, dá mais energia ao corpo, limpa o organismo e favorece o equilíbrio gastrointestinal.

PÃO LÍQUIDO

Outra: a quantidade de calorias ingerida em uma garrafa de 600 ml de cerveja é semelhante à de um pão francês. Mais uma: os maltes são uma ótima fonte de vitamina B, como a B1, a B3 e, principalmente, a B9, que é responsável pela produção de energia no corpo.

Quem consome cerveja apresenta níveis 30% mais altos de vitamina B6. Além disso, ela também contém vitaminas B12 e ácido fólico.

Por falar em nutrientes, é provado que a cerveja contém altos níveis de silício, que está vinculado à saúde dos ossos. Um estudo realizado em 2009 pela Universidade norte-americana de Tufts demonstrou que os homens e mulheres de idade um pouco mais avançada que consumiam um ou dois copos de cerveja por dia apresentavam uma densidade óssea maior. Culpa do silício.

Na Universidade da Califórnia, pesquisadores descobriram que o silício é encontrado no grão da cevada e que ele é mais abundante em cervejas dos tipos Ale e Lagers, enquanto nas cervejas escuras, o processo de torrefação compromete a concentração.

EMBELEZADOR NATURAL

LÚPULO

O lúpulo é uma maravilha da natureza! Além de emprestar à cerveja aroma, amargor e sensações de frutas, ervas, flores… essa florzinha milagrosa é rica em antioxidantes que nos auxiliam no processo de crescimento e regeneração das células.

E a única forma de consumirmos o lúpulo é pela cerveja. Os dermatologistas, por exemplo, afirmam que o lúpulo é ótimo para a pele graças ao EGF (fator de crescimento epidérmico) contido na cevada, que é uma réplica natural do EGF humano. Não vamos ficar mais jovens, mas é uma boa ajuda, não?

Na revista científica Medical Molecular Morphology foi publicado um estudo japonês que dizia que o lúpulo também impede a multiplicação do vírus da gripe no sistema respiratório, além de contribuir para a prevenção da pneumonia.

Já em uma curiosa pesquisa feita na Holanda descobriu-se que os lúpulos podem ajudar na cura da insônia. Isto foi comprovado por outra pesquisa da Universidade de Extremadura, na Espanha, que revelou que o lúpulo presente na bebida aumenta a atividade do neurotransmissor que apresenta efeito sedativo e diminui a ação do sistema nervoso, facilitando o sono. Uma cervejinha antes de dormir proporciona uma boa noite de sono. Eu mesmo já comprovei isso várias vezes…

LEVEDURA

A levedura, por sua vez, é literalmente a que “come quieta”. Ela é um micro-organismo que na fermentação devora o açúcar extraído do malte e o transforma em álcool e gás carbônico.

Este processo transforma a cerveja em um líquido rico em vitaminas e em fibras que ajudam na digestão. A cerveja, aliás, contém muitas vitaminas, como as do complexo B já descritas, e a vitamina E, que é uma grande aliada na metabolização de minerais, como Selênio, Cromo, Fósforo, Ferro, Cálcio, Potássio, Magnésio, Zinco e Cobre, que também fazem parte da cerveja e da tabela periódica (lembra?).

Além disso, ela fornece 11 dos doze aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que o nosso corpo não produz e precisamos obtê-los por meio da alimentação. Não sou nutricionista, mas essa seleção aí é campeã!

Outro grande papel das leveduras é que elas funcionam como suplemento nutricional para combater o cansaço físico e mental, melhorar a produção de Insulina, prevenir contra o diabetes tipo 2 e favorecer a queima de gordura. Bingo!

As cervejas artesanais tem ainda uma vantagem a mais. Seu processo de produção dispensa aditivos químicos ou qualquer forma de conservante, tornando a cerveja mais natural e saudável possível.

ÁLCOOL

E o álcool? É o baratinho da cerveja e, convenhamos, é sensacional! Mas veja só. Se comparada a outras bebidas, como vinhos, licores e destilados, a cerveja tem um teor alcoólico muito mais baixo. A média da maioria varia de 3% a 8%, contra 13% de um vinho e incríveis 40% de um gin, vodka ou whisky por exemplo. O problema é sempre a quantidade de copos derramados…

MITOS E VERDADES

Saúde com cerveja faz bem para o coração

Os enófilos dizem que o vinho faz bem para o coração, etc. e tal. No entanto, mais de 100 estudos demonstraram que o consumo moderado de cerveja diminui a probabilidade de desenvolver pressão arterial alta, consequentemente, o risco de ataques cardíacos e morte por doença cardiovascular em 25% a 40%.

Também pode ajudar a elevar os níveis de HDL, o chamado “colesterol bom”, que evita o entupimento das artérias.

Por falar nisso, outros estudos dizem que uma garrafa de cerveja por dia pode diminuir o risco de desenvolver pedras nos rins em 40% dos homens. A quantidade elevada de água na cerveja contribui para o bom funcionamento dos rins, uma vez que a desidratação aumenta o risco de pedra nos rins.

Por outro lado (literalmente), a cerveja também promove a produção de urina como diurético. Assim, lava-se a bexiga e os rins e isso é fundamental para mantê-los saudáveis.

Saúde com cerveja faz bem para o cérebro

Estudos demonstraram também que a cerveja pode estimular a atividade cerebral. Pesquisadores da Universidade de Illinois descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens resolviam muito mais rápido um jogo de quebra-cabeças do que seus oponentes sóbrios. Essa eu preciso testar!

Outro estudo da Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, analisou 365 mil voluntários e concluiu que os que bebiam cerveja com moderação apresentaram risco 23% menor de desenvolver Alzheimer do que as pessoas que nunca consomem a bebida.

Além disso, uma maior atividade do cérebro propicia manter não só o Alzheimer como doenças relacionadas, como demência, controladas. E ainda que o consumo moderado de cerveja reduz o risco de se ter uma doença mental em 20%. Ou seja, você fica doido, mas passa…

CERVEJA NÃO DÁ BARRIGA!

Agora vem a polêmica: cerveja não dá barriga!

Uma lata de 350 ml contém, em média, 150 calorias. Mas para efeito de comparação, um copo de 300 ml de cerveja Pilsen tem 120 calorias. Uma dose de 50 ml de vodka, gin e whisky, por exemplo, tem, em média, as mesmas 120 calorias. Mas há cervejas de estilos mais encorpados que podem ter até 450 calorias.

E ninguém bebe apenas um copo de cerveja.

O problema nem é que a cerveja engorda, mas é que junto a gente costuma consumir churrascos, petiscos, batata-frita e outros alimentos fritos ou processados, repletos de gorduras. Apesar de deliciosos, eles são extremamente calóricos e aumentam a sede e, consequentemente, nos fazem beber mais cerveja.

Saúde com cerveja mas com moderação

O consumo da cerveja casada com esses alimentos gordurosos, além de aumentar a quantidade de calorias dificulta mais o trabalho do organismo em processar tudo e faz o metabolismo trabalhar mais lentamente.

Outro aspecto é que apesar da quantidade de álcool ser relativamente menor na cerveja, o corpo não armazena o álcool. Ele se transforma em açúcares que acabam engordando e provocando aquela sensação de inchaço. Ou seja, engorda e dá barriga se você enfiar o pé na jaca…

Por outro lado, dizem que a melhor maneira de consumir uma carne é mariná-la na cerveja. Ela não só mata 70% dos agentes cancerígenos como também reduz drasticamente os ACS (aminas heterocíclicas) na carne, que são a causa de alguns distúrbios neurológicos. Eu sempre soube que churrasco com cerveja é o match perfeito!

BEBA CERVEJA E SEJA FELIZ!

Não há discussão sobre os efeitos positivos da cerveja contra o estresse. Nada melhor do que uma boa cerveja depois de um dia de trabalho pesado, na happy hour, em festas, no final de semana, bem acompanhado, na resenha com os amigos, depois do futebol… enfim, nas inúmeras situações desestressantes e prazerosas.

O sabor da cerveja e as propriedades do álcool no cérebro, que deprimem os neurotransmissores, causam uma sensação de relaxamento e bem-estar. Fora isso, a cerveja é agregadora. Ela convida à união e à confraternização, aproximando as pessoas e melhorando o convívio social. Nesse sentido, é um santo remédio!

Porém, é fundamental ressaltar que a cerveja e nenhuma outra bebida alcoólica é algum tipo de poção milagrosa para afastar os males da vida. Quantos capitulam por aí por não conseguirem segurar a barra. Por isso, veja a cerveja sempre como sua melhor amiga. Ela vai te deixar feliz, sem estresse, interativo, engraçado… sei lá o que mais. Porém, evite o abuso.

Além de levar ao alcoolismo, a bebida alcoólica consumida em excesso e diariamente pode ser devastadora para a saúde, causando efeitos totalmente opostos ao que falamos até aqui, como problemas de fígado e cardiovasculares, distúrbios neurológicos e emocionais, danos ao estômago e ganho de peso.

Beba sua cervejinha com moderação e seja saudavelmente feliz!

Saúde com cerveja faz bem para o coração

BEBA COM QUALIDADE!

Outra dica bacana é: melhore suas escolhas. Em vez de beber litros de uma cerveja de alto consumo, opte por uma artesanal ou uma cerveja feita com ingredientes premium e sem conservantes. Assim, você beberá menos e melhor.

Aliás, aproveite que você está no site da Confraria Paulistânia para dar uma navegada pelos rótulos incríveis do portfólio da Bier & Wein. Há sempre ótimas informações e opções de cervejas nacionais e importadas além de, claro, promoções irresistíveis para você acertar nas suas escolhas.

Espero que tenha gostado e… boas cervejas!

Leia também: A CERVEJA MUDOU A HISTÓRIA DO MUNDO e QUALIDADE X QUANTIDADE

Sobre Pizzas, Paulistanos e Paulistânia

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INVERNO + FONDUE = CERVEJA

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WARSTEINER – UMA HISTÓRIA FAMILIAR!

WARSTEINER – UMA HISTÓRIA FAMILIAR!

A Warsteiner é o que se pode chamar de uma mega cervejaria familiar alemã, que encanta o mundo com sua cerveja de qualidade secular inquestionável.

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

Confirma meu último texto: ICH WILL EINEN ERDINGER!

Olá amigos! Estou de volta para contar uma história fascinante de uma lenda viva da cervejaria alemã: a Warsteiner. Para começar, é preciso dizer que ela foi fundada oficialmente em 1753, quando o Brasil nem existia como país. Então se arruma na poltrona que lá vem história…

imagens texto Warsteiner
cidade de Warstein

Tudo começou quando o fazendeiro Antonius Cramer, da pequena cidade de Warstein, localizada no meio da bela floresta de Arnsberg, no coração da região de Sauerland, no estado de Renânia do Norte-Vestfália (perto de Colônia e Düsseldorf) começou a fazer cerveja em casa.

A coisa foi crescendo, os vizinhos pedindo… Daí ele começou a cobrar, e como na Alemanha as coisas funcionam, ele foi solicitado a pagar imposto sobre a cerveja, já que o volume de sua produção caseira ultrapassava o permitido para consumo pessoal estipulado pelas autoridades da época.

ESSE IMPOSTO PODE!

Taí um imposto a ser comemorado! Esse foi o start para Antonius batizar sua cerveja de Warsteiner (é comum na Alemanha as cervejarias adotarem o nome da cidade em que são produzidas) e estruturar sua produção “artesanal”. Seu filho, Johannes Vitus Cramer, viu que o negócio era próspero e decidiu continuar o sucesso de seu pai. Ousadamente, ele empreendeu: construiu a pequena cervejaria Domschänke (o que hoje conhecemos como um brewpub), no centro de Warstein, e foi à luta! Os negócios iam bem, o filho de Johannes, Casper Cremer, nasceu em 1774, mas, à medida que o moleque crescia, aumentava também a popularidade da cerveja Warsteiner.

logo Warsteiner

Entretanto, a pequena Domschänke ainda produzia muito artesanalmente, em pequenos lotes. Não dava conta da alta demanda. Inconformado com essa limitação, Casper resolveu apostar tudo e construiu, em 1803, uma nova cervejaria, moderna, de última geração e movida a vapor. Assim ele pôde fazer cerveja nos mais altos padrões e de forma eficiente o suficiente para colocar uma Warsteiner na mão (ou no copo) de cada pessoa que solicitasse.

Casper teve um filho, Albert, e lhe ensinou tudo o que sabia. O que não sabia ele proporcionou. Albert foi enviado para a famosa academia de cerveja, a Brauerschule, em Worms. Lá ele refinou o seu gosto pela cerveja, pela arte, pela cultura e desenvolveu uma paixão pela natureza, o que edificou toda a filosofia da marca Warsteiner para os próximos anos (ou décadas, ou séculos).

Albert retornou a Warstein aos 22 anos com o prestigiado diploma de Braumeister (mestre em Ciência da Cerveja) embaixo do braço. E não pendurou na parede. Ele preferiu cair dentro do negócio e acabou contribuindo definitivamente para a história da cervejaria. Depois da primeira Guerra mundial, a Alemanha estava economicamente falida. Mas quis o destino que, em 1927, a paixão de Albert pela natureza o levou a descobrir, no coração da floresta de Arnsberg, a Kaiserquelle, uma fonte de água mineral excepcional, única, que jorra uma água límpida e leve. Resultado: a Warsteiner é produzida desde então com essa “água milagrosa” que contribui para a experiência do sabor único dessa cerveja.

A descoberta da fonte Kaiserquelle demandou uma mudança no processo de produção e comercialização. A Warsteiner vendeu que nem a água da fonte e Casper se tornou um líder profissional de sucesso da então indústria cervejeira alemã. Porém, veio a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi praticamente destruída e precisou renascer das cinzas. Mas, obviamente, com cerveja! A Warsteiner foi, então, naturalmente crescendo conforme a demanda aumentava.

O negócio ficou tamanho que a moderna fábrica não dava mais conta. Daí, em 1976, o grosso da produção mudou-se do centro da cidade para a Cervejaria Waldpark, na periferia de Warstein.

Nessa época, Albert Cramer assumiu os negócios e contradisse o ditado: “O avô funda, o filho expande e o neto afunda”.  Visionário e excelente homem de negócios, ele transformou a cervejaria em uma potência, a sétima da Alemanha e uma das maiores mundiais. Vem daí o começo da internacionalização da Warsteiner, com ênfase no fantástico mercado norte-americano.

UMA TAÇA, UMA OBRA DE ARTE!

Cramer e sua equipe conseguiram desenvolver uma nova tendência cervejeira em restaurantes mais finos, tornando a cerveja socialmente aceitável em ambientes mais sofisticados.

Para isso, junto ao renomado designer de vidros Hermann Hoffmann, Cramer criou a tulipa Warsteiner, um estiloso copo de cerveja que carrega a imagem da marca Warsteiner até os dias de hoje.

A penetração e exposição foi tamanha que Andy Warhol imortalizou as três tulipas da marca, em 1984, em um de seus famosos quadros com silkscreen de objetos elevados à pop art.

O artista não só desenvolveu uma imagem que conseguisse expressar o símbolo da tulipa Warsteiner, como o fez de forma marcante. A arte apresenta três de seus clássicos copos, em formato de flauta, espumando com a famosa cerveja. Hoje, isso pode não ser visto de forma tão revolucionária, mas, na época, a ideia foi considerada excêntrica dentro do que se entendia como consumo de cerveja.

imagens texto Warsteiner
Artista da pop art Andy Warhol e o icônico quadro das taças Warsteiner

E era exatamente essa a ideia de Warhol (e de Cramer): mostrar que a cerveja vai muito além de algo para ser bebido por trabalhadores sedentos, em canecas rústicas e de forma trivial. Trata-se de uma bebida elegante e requintada, a ser consumida com calma, harmonizando com pratos ou durante eventos sociais. A Warsteiner, certamente, foi uma das primeiras cervejarias a promover essa ideia.

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

Albert poderia bem ter saído na capa da Time ou da Forbes… Bom, quando ele morreu, em 2002, sua filha Catharina demorou um pouco, mas assumiu os negócios oficialmente em 2006.

Catharina Cramer
Catharina Cramer

A entrada de Catharina, fiel representante da nona geração da família Cramer na equipe executiva, marcou outra virada na história da empresa, pois ela se tornou a primeira mulher a ocupar um cargo sênior na tradicional masculina indústria cervejeira alemã.

Catharina seguiu e superou os passos de seus antecessores, pois inovou em modelos de gestão, aumentou a exportação e transformou com sucesso uma cervejaria alemã em uma das marcas líderes do setor globalmente.

Para se ter uma ideia, se na administração de seu pai a Warsteiner produzia 300 mil hectolitros, atualmente já superou a marca de 5 milhões de hectolitros (desculpe, mas não tenho os números atuais). Ou seja, o Albert fez as bases do império e a Catarina o expandiu.

A WARSTEINER HOJE

A cervejaria Warsteiner é incrível em vários sentidos. Ela continua no meio da floresta de Arnsberg, em uma área incomensurável e belíssima! Lembram do apreço do Albert pela natureza? Pois bem. Só para se ter um parâmetro, a área construída da cervejaria ocupa apenas 6% da floresta e mesmo assim ela é gigante, equivalente a 80 campos de futebol. O resto é tudo floresta preservada.

imagens texto Warsteiner
Fábrica da Warsteiner nos dias atuais

A produção continua a crescer e hoje a fábrica se tornou uma das maiores cervejarias em propriedade privada. Também é considerada uma das mais modernas instalações do ramo. Pode produzir, por exemplo, mais de 100 mil garrafas por hora, tanto que é referência para toda a indústria cervejeira alemã e até mesmo europeia.

Outro diferencial é que ela continua sendo uma empresa familiar, algo pouco comum no atual mundo das grandes corporações. Graças ao trabalho dos seus descendentes ao longo dos anos, do empreendedorismo e de uma estratégia internacional bem focada nos últimos 20 anos, a Warsteiner é atualmente consumida em 60 países e apreciada por sua alta qualidade.

No atual portfólio constam oito variedades de cervejas: Premium, Fresh, Dunkel, Radler, Herb (Double Hopped), Winter, Konig Ludwig Weissbier e Konig Ludwig Dunkel.

A fábrica pode ser visitada, mas eu nunca fui (quem sabe um dia). Dizem que ela é tão grande que o beertour é feito em um ônibus… Outra curiosidade que eu não deixaria de visitar é a Warsteiner Domschänke, aquela primeira fábrica-bar em Warstein que o Johannes construiu e que deu início a tudo. O brewpub funciona até hoje. Imagina tomar uma em um bar com mais de 200 anos!

Faça um tour virtual pela fábrica da Warsteiner https://www.warsteiner.com/ww-tour/WW-Tour2.html

A WARSTEINER NO BRASIL

A Warsteiner chegou ao Brasil por meio da Bier & Wein, que desde 1986, participa diretamente do desenvolvimento do mercado cervejeiro nacional, viabilizando a chegada de marcas de cervejas de todo o mundo, consolidando-se assim, como pioneira deste segmento no País.

No começo da década de 1990, a Warsteiner foi a primeira marca de cerveja importada pela Bier & Wein. A importação consistiu em: 108 caixas da cerveja, 400 barris e três equipamentos de chope. Atualmente, é uma das principais marcas do portfólio da empresa, estando entre as 4 mais vendidas.

Puxei na memória quando experimentei a minha primeira Warsteiner. Faz tempo… anos 1990 ou 2000. Só lembro que gostei e virei fã. Sempre que encontro com ela na prateleira ficamos no maior flerte… Por isso, meus caros amigos, há uma alternativa para você “paquerar” ela e levá-la para casa! E está bem aqui no Confraria Paulistânia Store da Bierwien, a importadora oficial da Warsteiner para o Brasil. Você, eu e todos que se interessam pelas cervejas alemãs de raiz podem ter facilmente a sua Warsteiner na mão (grande Casper). São quatro opções para seu deleite. Vamos lá:

imagem cerveja Warsteiner

Warsteiner Premium Beer

A cerveja Pilsen “top of mind” da Alemanha. Referência mundial e carro-chefe da cervejaria. É a cerveja mais comum, porém uma das melhores do estilo. Sua cor clara, dourada brilhante, de espuma persistente e elegante e aquele sabor amarguinho leve e refrescante encantam! Tem apenas 4,8% de teor alcoólico e combina com tudo, então pode se esbaldar, com moderação, claro. Está disponível aqui em garrafas de 330 ml ou 660 ml (ou em caixa com 24 e 12 unidades respectivamente) e também em barril de 5 L.

Warsteiner Dunkel

imagem cerveja Warsteiner

Um dos estilos que mais gosto. A Warsteiner Dunkel é naturalmente escura, por conta do malte meio tostado, que dá a ela um aroma e um sabor de caramelo e castanhas com um final levemente lupulado. Muita gente gosta de harmonizar com chocolate. Eu prefiro com uma bela linguiça ou aquelas salsichas brancas alemãs. Tem apenas 4,8% de teor alcoólico e está disponível aqui apenas em garrafas de 330 ml (em caixa com 24 unidades).

Warsteiner Double Hopped

Gosta do amargor? Pois essa aqui é a sua opção. Ela traz para os amantes da Warsteiner Premium Verum um toque a mais de lúpulo em uma típica lager alemã. Foram escolhidas as clássicas variedades de lúpulos ‘Hallertauer Perle’ e ‘Hallertauer Tradicional’, que são conhecidos por suas qualidades aromáticas e caráter frutado. O resultado é uma cerveja dourada, cristalina, com um equilíbrio perfeito entre o malte e a intensidade do amargor e excelente drinkhability. Tem apenas 4,8% de teor alcoólico e está disponível aqui apenas em latas de 500 ml (ou em caixa com 24 unidades). Essa também é coringa e gosto dela para qualquer hora e refeição. Escolha a sua preferida!

Warsteiner Fresh

imagem cerveja Warsteiner

Esta é a versão sem álcool da tradicionalíssima cerveja Warsteiner Premium Verum. Ela passa por um processo de “desalcoolização” – para ficar com 0,0% de teor alcoólico – sem interromper a fase de fermentação. Uma cerveja que tem seu valor para quem não deseja consumir bebida alcoólica e não abre mão da maioria das características da cerveja original.

Uma cerveja refrescante, lupulada, que pode ser consumida sem restrições, sendo perfeita para qualquer ocasião. Está disponível aqui apenas em garrafas de 330 ml (ou em caixa com 24 unidades).

Confira a matéria sobre cervejas 0 álcool: CERVEJA SEM ÁLCOOL, MAS COM MUITO SABOR!

Minha dica final é aproveitar que você está no site da Confraria para dar uma navegada pela loja e escolher quais Warsteiner encomendar. Ou todas! Vale também incluir outros rótulos da Bier & Wein no seu pedido porque sempre tem promoções irresistíveis de cervejas importadas e do portfólio da Paulistânia.

Espero que tenha gostado e… boas cervejas!