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Oktoberfest à brasileira

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Por Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas. Foi 3º colocado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas e defendeu o Brasil na competição mundial em 2015. Também é professor, juiz de concursos nacionais e internacionais e consultor de cerveja. Fundou em 2006 

ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

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Itália 2 – Comidas de Guerra e cervejas da Paz

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira.

Olá meus amigos “amanti di la birra”

SOUTH STREET AMICI MIEI

Após alguns dias em Roma, alugamos um carro e partimos para a segunda etapa de nossa viagem rumo ao sul.

Confira o início dessa história: ITÁLIA 1 – “PIZZE, PASTA, DOLCI E BIRRE”

Resolvemos dar uma “esticada”,  para mais ao sul de Caserta, terra da família de Ernesto e nosso destino final, a fim de visitar nosso amigo e Chef Domenico Paolo, Paulinho para nós,  que atualmente vive em Castellabate.

Mapa Castellabate
Mapa Castellabate

A família de Paulinho tem uma propriedade – no Brasil chamaríamos de sítio – onde criam animais de pequeno e médio porte e cultivam vários produtos como azeitonas (fazem o melhor azeite que já provei na vida) vários tipos de legumes, verduras e frutos, dentre os quais tomates. E nossa visita coincidia justamente com a colheita dos pomodori, e o preparo secular para conservá-los, na forma de passata, um molho puríssimo que só é temperado quando de sua utilização em pizzas e massas, principalmente. Vale salientar que a viagem foi maravilhosa.

Ernesto assumiu o volante e eu aproveitei para tomar algumas Trooper IPA que comprei em Roma e deixei numa caixa térmica justamente para consumir durante a viagem.

Chegando em Castellabate, Paulinho estava aguardando na entrada da cidade em sua Vespa e nos conduziu até a propriedade de sua família.

A colheita dos tomates e a produção dos vidros e vidros de passata é uma verdadeira festa. Tudo é feito manualmente pela família e vizinhos e, enquanto trabalham, entoam canções típicas que se perpetuam há várias gerações.

A giornata levou o dia inteiro e, para coroar o dia, fomos convidados para jantar Pappa col Pomodoro, um tipo de sopa, bem densa, que se popularizou nos períodos de guerra pois é feita com pão velho o molho de tomates. Evidentemente seria usado o molho feito naquele dia, super fresquinho. Um dos vizinhos levou uma peça de queijo parmesão, que foi ralado imediatamente e é o terceiro ingrediente da receita. E eu ofereci algumas cervejas Paulistânia Marco Zero que havia levado do Brasil para esse fim.

Marco Zero e passata caseira, com essa combinação sua ceia nunca mais será a mesma!
Marco Zero e passata caseira, com essa combinação sua ceia nunca mais será a mesma!

Uma ceia simples mas muito saborosa. E a Marco Zero combinou divinamente com o frescor do prato.  Dá pra imaginar que estávamos comendo ingredientes que há poucas horas estavam plantados?

Caserta, estamos chegando!

Passamos a noite na casa do Paulinho e no dia seguinte, após um saborosíssimo café da manhã, que incluiu mini pizzas com molho e queijo produzidos ali, pegamos a estrada em direção a Caserta.

Antes de irmos para a casa dos tios de Ernesto, ele fez um desvio para me mostrar o Caseificio D’Anna, local onde se produz a “melhor mozzarela do mundo”, pelos critérios dele. E não é que Ernesto tinha razão!

Paulistânia Largo do Café
Paulistânia Largo do Café

Experimentei de cara as mussarelas de búfala. Assim que dei a primeira mordida minha boca se preencheu com um sabor de leite fresco! Corri para o carro e peguei uma Paulistânia Largo do Café, em temperatura ambiente mesmo. Que bela combinação!

O sabor do “café com leite” me transportou à infância. Só faltou um pão quentinho com manteiga derretendo. Mas não faltava não. Renata, a amável garota que nos atendeu providenciou fatias de pão italiano coroadas com a manteiga feita no Caseificio. Experimentei também a burrata que eles produzem…..algo dos deuses.

Ernesto comprou algumas mozzarellas e burratas e enfim nos dirigimos à casa de seus tios.

Benvenuto in famiglia

Nossa recepção foi digna de ser filmada. Aquela “italianada” havia preparado um “lanchinho” para nos receber. Frios, pães salgados e doces, com ou sem recheio, antepastos, geleias, queijos… e Ernesto ainda contribui com as mussarelas e burratas.

Para não me fazer de rogado, minha contribuição foi com cervejas brasileiras. Ofereci quase toda a linha da Paulistânia mas ainda guardei algumas para um próximo evento. Depois de quase 4 horas de muita conversa aos berros, música e comilança, fomos acomodados em dois quartos muito confortáveis.

No dia seguinte, tomamos um farto café da manhã e Ernesto, acompanhado por seu primo Giuseppe, que fez as vezes de nosso guia, me levou para um “city tour”.

Caserta é uma cidadezinha super simpática. Ali ha um Palácio lindo da época em que a cidade foi sede do Reino das duas Sicilias controlado pelos  Bourbons.

Durante o passeio, Giuseppe nos convidou para jantar em seu restaurante, onde nos serviria Pettola e Fagioli con Braccioline di Codena, um prato que leva massa parecida com a massa de lasanha, feita só com farinha e água e cortada a grosso modo (maltagliati), feijões brancos graúdos e essas braciolini que são pequenas brajolas feitas com a parte da pancetta que tem o couro do porco.

Paulistânia X

Esse também é um prato da época da guerra. Faltava a carne do porco mas usavam o couro da pancetta que após um longo cozimento ficava bem macio e saboroso.

Retornamos à casa de meus novos amigos para uma chuveirada e nos dirigimos ao restaurante. Eu havia guardado para uma ocasião especial algumas garrafas de Paulistânia X, uma Barleywine fantástica que passa por refermentação no método Charmat.

Após algumas bruschettas, queijos e azeitonas, Giuseppe mandou servir o prato principal. Difícil descrever essa mistura de sabores. Tudo se harmonizava à perfeição e a Paulistânia X foi elogiadíssima por todos. “Má questa birra non é un vino? ” – era o comentário de todos

Que jantar, meus amigos. Nunca esquecerei.

COMER, BEBER E APROVEITAR!

O dia seguinte nos aguardava com um lindo céu azul, sol de primavera e uma última aventura gastronômica. Eu queria conhecer a L’ANTICA PIZZERIA DA MICHELE (Via Cesare Sersale, 180139 – Napoli – +39 081.55.39.204) aquela em que Julia Roberts se refestela com uma pizza de dar água na boca no filme Comer, Rezar e Amar.

No caminho para Nápoles, Ernesto passou pelo Caseificio D’Anna, onde havíamos comprado as mussarelas no nosso primeiro dia em Caserta.

Conversou durante um tempo com a amável atendente Renata e saiu de lá com uma enorme bolsa térmica. Perguntei:

  • O que você está aprontando, Erné?
  • Prometi pro meu filho Vicenzo que levaria mussarelas e burratas daqui pra ele experimentar.
  • Mas a gente não pode entrar com isso no Brasil. A alfândega vai barrar.
  • Deixa comigo, Luiz.

Pois bem, pegamos a estrada rumo a Nápoles. Ernesto tem parentes lá também.

Passamos pela casa dos tios onde deixamos as mussarelas bem acondicionadas na geladeira e nos dirigimos para um pequeno passeio pela cidade que terminou na L’Antica

Pizzeria Da Michelle.

O lugar é muito pequeno. Tem pouquíssimas mesas e só serve dois sabores – margherita (massa coberta com molho de tomates  mussarela e manjericão) e marinara (massa coberta com um molho de tomates divinamente bem temperado, que fica marinando previamente com alho e condimentos deliciosos).

Chegamos por volta das 19 horas e a casa já estava lotada, com uma enorme fila de espera. Mas vi que dava para fazer um pedido no balcão e comer sentado na calçada. Foi o que fizemos.

Ah, algumas curiosidades. Ali se come a pizza com as mãos. As pizzas são individuais, mas dá pra “rachar” para duas pessoas, só que isso não é bem visto e a casa não vende bebidas alcoólicas. Compramos uma pizza de cada sabor. Enquanto Ernesto esperava nosso pedido sair, fui em busca de algum lugar que vendesse cervejas.

Encontrei uma lojinha que tinha cervejas Baladin (Grazie Teo Musso  novamente). Comprei duas Wayan – essa espetacular Saison do Birrificio. Quando voltei com as cervejas geladas e já abertas, Ernesto estava saindo com nossas pizzas quentinhas.

Nossa refeição foi ali na calçada em frente à Da Michelle. A massa das pizzas é grossa, crocante por fora e macia por dentro, mas sobretudo muito leve e saborosa. Foi a cereja do bolo de nossa viagem.

Antes de voltar a Caserta fomos buscar as mussarelas, obviamente.

BRASIL, ESTOU VOLTANDO!

No dia seguinte, arrumamos nossa bagagem e rumamos para o aeroporto de Roma. Devolvemos o carro alugado ali mesmo e não tivemos problemas no check in.

Antes de embarcar, compramos umas “bags” congeladas e reabastecemos a bolsa térmica que acondicionava os queijos, que viajou como bagagem de mão do Ernesto.  Nenhum problema no embarque e meu amigo entrou no avião com cara de vitorioso.

Após quase 12 horas chegamos ao Brasil.

Pegamos nossa bagagem e nos dirigimos à Alfândega. Nessa hora Ernesto sorridente pegou seu celular e ligou para o filho Vicenzo, que nos aguardava na saída do desembarque.

  • Vicenzo, eu trouxe as mozzarellas.  Me aguarde.

Eu segui com minha bagagem à frente de Ernesto, apertei o botão e acendeu a luz verde. Enquanto eu caminhava, ouvi a característica campainha da luz vermelha. Me subiu um frio na espinha: a bagagem de meu amigo seria inspecionada. Os fiscais da alfândega solicitaram gentilmente que Ernesto abrisse todas as malas e quando chegaram na bolsa termica já disseram:

  • O senhor não sabe que é proibido trazer alimentos frescos?
  • Sim, mas essas mussarelas são um presente de meus parentes…
  • Não tem jeito senhor. Teremos que apreender essa mercadoria

A Essa altura  meu amigo já estava com o rosto vermelho, gesticulando e gritando,  como um bom italiano:

  • Vocês não vão ficar com minhas mussarelas. Meu filho vai ficar doente se não comer.
  • Não tem jeito senhor  temos que cumprir a lei. Essa carga não vai sair daqui.
  • Dane-se a lei. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Vou buscar meu filho ali no desembarque e ele vai comer aqui. Luiz, não deixe ninguém encostar nas mussarelas.

E saiu feito um doido, deixando todos boquiabertos e sem reação. Dali a pouco Ernesto volta com seu filho. Não sei como ele conseguiu mas Vicenzo estava ali  na minha frente:

  • Pronto filho, come o quanto quiser

O rapaz pegou uma bolota daquelas e devorou em 3 ou 4 mordidas.

  • Agora come a burrata

Novamente Vicenzo devorou o queijo  se lambuzando todo com o recheio cremoso.

  • Coma mais, coma mais.

E lá se foram mais algumas bolotas pro estômago de Vicenzo.

  • Chega pai, não aguento mais

Isso tudo acontecendo nas fuças dos fiscais boquiabertos e sem nenhuma reação. Quando Vicenzo se satisfez, Ernesto praticamente pulou para detrás do balcão onde estavam os fiscais, pegou um frasco de um líquido viscoso, cor violeta, que provavelmente era um tipo de tinta para carimbos e derramou sobre todos os queijos que haviam sobrado dizendo:

  • Se minha família não vai comer, ninguém vai comer.

Acreditem, essa cena aconteceu e ninguém foi sequer detido! Saí de lá ainda incrédulo mas rindo muito.

Como sempre, todas as cervejas que citei e mais um portfólio delicioso você encontra em bares e restaurantes no Brasil e na Loja Online da Confraria Paulistânia.

Até a próxima!

DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 2

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Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. Novas sensações, muito colorido, uma viagem para outro mundo, se caracteriza com o estilo Rock Psicodélico e qual estilo de cerveja combina? Que tal Fruit Beer 

ERDINGER HÜTT’N

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Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala cambada de cervejeiros, como vocês estão? Por aqui, buscando correr deste frio monstro em diversas partes deste nosso Brasilzão e acompanhando, sempre que possível, 

DESMISTIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 1

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Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja.

Quando a gente pensa nos termos ‘Popular’, ‘Fácil Aceitação’ e ‘Leve’ o que vem em sua cabeça quando se trata de Rock? Pop Rock correto?

Quando isso vira para a Cerveja, o que faz lembrar? American Lager e Pilsen claro!

Antes de começar, que tal se aprofundar sobre este estilo que é aceito por muitos, mas a ‘nata roqueira’ ainda vira os olhos por conta do ‘pop’, bora começar?

A HISTÓRIA

O estilo ao certo não tem uma data exata quando surgiu, porém, pesquisando pela ‘internê’, pode se dizer que foi quase em conjunto com o próprio Rock. O acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo, traz a identidade ao subgênero.

O surgimento deste estilo foi classificado pelos mais fiéis como um produto comercial e sem autenticidade ao Rock (errado não tá…. mas há controvérsias).

Pela fácil aceitação, caiu no gosto popular americano, onde sua primeira aparição foi numa rádio em Ohio em 1951. Um dos grandes responsáveis por trazer aos holofotes este estilo foi Roy Orbison (23/04/1936 – 06/12/1988) que ficou conhecido por aqui pelo grande hit ‘Oh, Pretty Woman’, trilha do filme Uma Linda Mulher (1990).

Roy Orbison
Roy Orbison

Assim como todo estilo musical, a difusão é natural, por isso, ao decorrer das décadas, o pop rock acabou se misturando em outros subgêneros, dois deles bastante conhecidos por nós, o Power Pop e o Soft Rock. Power Pop trouxe bandas como Badfinger e o Soft Rock, bandas como Chicago e Christopher Cross.

Indo para os anos 80/90, o pop rock no Reino Unido se juntou ao rock alternativo e nasceu o Britpop, onde ficou conhecido como “Invasão Britânica” pela exposição das bandas Oasis e Blur.

MTV Brasil  - Liam Gallagher (Oasis) e Damon Albarn (Blur)
MTV Brasil – Liam Gallagher (Oasis) e Damon Albarn (Blur)

Já nesse tempo, a MTV teve peso gigante neste estilo e outros, aliás, a sua banda predileta, você conheceu pela MTB não é? A minha sim e se chama Linkin Park, mas isso é outro assunto em outra pauta…

O estilo segue firme forte nos tempos atuais pelas bandas U2, Capital Inicial, Skank, Jota Quest, Coldplay, Los Hermanos entre outros.

No post sobre ‘Dia Mundial do Rock’, André “Carioca” Souza faz uma viagem nas décadas e você entende também como o Rock foi se adaptando com o tempo (DIA MUNDIAL DO ROCK).

LAGER e PILSEN (Brothers mas pero no mucho…)

Quando pensamos em cervejas populares, leves, refrescantes e de grande aceitação, logo viramos para os estilos American Lager (pelas cervejas mainstream) e Pilsen.

Quando falamos em Lager, é bastante vago. Lager são cervejas de baixa fermentação, e pode ser mais leves e menos alcoólicas, também é bem abrangente seus estilos e a Pilsen entra na roda, porém, vamos separar o joio do trigo.

Lager é uma família de estilos de cerveja e Pilsen é um estilo de Cerveja. Neste post da Aline Araújo, te ajuda e enxergar esta dúvida (LAGER: CONHECENDO ESTA FRIORENTA LEVEDURA).

Com a popularização das cervejas American Lager principalmente no Brasil, muita gente pensou que estava tomando Pilsen, já que muitas das marcas colocava em seus rótulos este nome, porém, não é bem assim.

As American Lager se diferencia das Pilsen justamente por um item, o cereal não maltado que pode ser adicionado na produção, como arroz ou o temido mimimilho, já a Pilsen, segue a tradicional receita que surgiu lá por volta de 1840 em Plzeň (por isso o nome), na Boêmia (atual República Checa) e utilizar somente, agua, malte, lúpulo e levedura.

Tá, falei sobre os Pop Rock, Cervejas American Lager e Pilsen mas kidê a Harmonização? Então toma….

BANDA/ARTISTA feat. Cerveja

texto musica e cerveja banda Roy Orbison

Roy Orbison & Paulistânia Marco Zero

O responsável por colocar o Pop Rock aos holofotes pode ser considerado o Marco Zero ao estilo, então, a cerveja da Paulistânia é a escolhida.

Do estilo American Lager, o rótulo é em homenagem ao monumento da Praça da Sé, além de ser eleita a melhor Pilsen do BR pelo World Beer Awards e da América do Sul pelo South Beer Cup.

Leve, refrescante e com alto drinkability, cai muito bem com a trilha sonora de Uma Linda Mulher e seu ‘Oh Pretty Woman’!

U2 & HB Original

Quando pensamos em tradição, U2 estão aí conquistando gerações e trazendo boa música para os fãs, por isso, de tradição para tradição, temos a Hofbräu Original, uma Helles com aroma maltado, levemente amarga e que conversa muito bem com o disco ‘Pop’ (1997).

texto musica e cerveja banda U2

R.E.M & Warsteiner Premium

Brilhante como ‘Shiny Happy People’, elegante como ‘Losing My Religion’ e persistente como ‘Imitation Of Life’.

A cerveja para este feat é a Warsteiner Premium, do estilo German Pilsener, ela tem estas características citadas no começo deste texto, além do alto drinkability como uma boa German Pilsener deve ser!

texto musica e cerveja banda REM

The 1975 & 1795

O grupo da geração Z, tem um público bastante exigente com suas músicas, ou seja, cada álbum lançado, deve ser um ‘Hinário (conjunto de sucessos que chamam de Hino)’.

Então se falamos de exigência, temos a tradicionalíssima 1795 e sua Bohemian Pilsener. Amargor balanceado, frescor, aroma floral e refrescante, atente os requisitos de quem toma e curte a banda!

texto musica e cerveja banda The 1975

Coldplay & Praga Premium

Podemos dizer que o grupo já é um clássico, pois tem mais de 20 anos de carreira e emplacando hits atrás do outro, porém, o nome pode associar para o outro lado se você não gosta deles, mas também pode associar ao clássico e atemporal.

Do estilo Bohemian Pilsen, aroma fresco maltado e lupulado, moderado amargor, além de ser leve e alto drinkability.

texto musica e cerveja banda Coldpaly

As músicas você encontra nas plataformas digitais mas as cervejas estão na Confraria Paulistânia, que tem todos estes rótulos citados além de outras ‘cositas’ que valem conferir!

Link:
https://confrariapaulistaniastore.com.br/

Cheers!

INVERNO + FONDUE = CERVEJA

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Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere Existem cervejas de inverno? Bem, vou responder essa maravilhosa pergunta com outra: existe amor de verão?Pois é, claro que não há época para o amor, porém não há como negar que o 

WARSTEINER – UMA HISTÓRIA FAMILIAR!

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A Warsteiner é o que se pode chamar de uma mega cervejaria familiar alemã, que encanta o mundo com sua cerveja de qualidade secular inquestionável. Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que 

CERVEJA EM TERRAS BRASILEIRAS

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Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido. 

Fala cambada de cervejeiros, como estão? Por aqui, feliz da vida de ter tomado a 1ª dose da vacina contra o Covid-19, e já ansioso para a 2ª dose mais adiante.

Não vejo a hora que todos estejam vacinados e curtindo um festão conosco lá no novo espaço da Vila Paulistânia (@vilapaulistania). Aliás, bora entrar no IG dos caras e acompanhar as novidades por lá, belê?

Mudando o ar da prosa – Mais alguém aí começou suas primeiras goladas na época da faculdade? Ainda que não tivéssemos um “tostão furado”, sempre dávamos jeito para um golinho, não é mesmo ?!

A nossa história com a cerveja, vem desde essa época, seja tomando uma para tentar se esquecer das notas baixas, seja curtindo uns modão “duidu” com nossa galera da sala. Entretanto, a história da cerveja no Brasil, já vem de looooonga data e remonta a antes dos anos 1900.

Topa uma volta pela trajetória da cerveja nesse Brasilzão conosco?

VEM COMIGO!

Pois é meus amigos, até quando a história é Brasileira, tem Europeu metido no meio. Mas não é pra menos, os caras influenciaram o mundo e por diversas décadas. Não seria diferente com nosso líquido sagrado, apesar de mais adiante os americanos darem o ar da graça.

Mas vamos por partes, como diria um cara aí na TV kkk

Na segunda metade do século XIX, o apelido para se referir à bebida era “cerveja-barbante”. Isso porque, como o controle de fermentação era rudimentar, as garrafas eram lacradas com uma rolha amarrada por um barbante, para impedir que a rolha saltasse. As tampas de metais que conhecemos hoje, só foram inventadas em 1891, por William Painter.
Fonte: opabier.com.br/blog – Referência: Larousse da Cerveja

RECIFE!

A história da cerveja no Brasil remonta ao ano de 1654, quando da chegada dos Holandeses e suas expedições encabeçadas por Mauricio Nassau, em Recife – PE.

A Companhia das Índias Orientais enviou para terras brasileiras — junto com os holandeses que por aqui chegavam — algumas amostras da bebida, assim como sua receita e todo o equipamento necessário para prepará-la.

Já adorava Recife e seus encantos, mas saber que através dela nasceu a nossa “loura”, é de cair de amores!

Além das poucas informações a este respeito naquela época, os portugueses que aqui estavam e dominavam a sua colônia também não estavam super animados com o tal liquido.

A cachaça já estava em terras brazucas e o vinho, além de bebida oficial da nobreza, era item de importação e exportação exclusivo com Portugal. A cerveja voltou ao Brasil oficialmente somente em 1808, aí sim, pela realeza portuguesa. Oh povo indeciso! Kkk

A chegada da família real no Brasil, e com ela a abertura dos portos e do comercio, brinda o início do movimento cervejeiro no país. Grande parte das cervejas eram importadas da Inglaterra ou da Alemanha e logo conquistaram os consumidores da elite, influenciados pelos imigrantes de diversas partes da Europa que aqui estavam.

Chegada da família real portuguesa e a relação com a cerveja em terras brasileiras
A Chegada de Dom João VI à Bahia – Cândido Portinari, 1952

O Rio de Janeiro foi um dos principais locais desta crescente popularização da cerveja, novamente influenciada pelo grande momento de comércio na capital brasileira há época.

CERVEJA X CACHAÇA

A cerveja passou a concorrer seriamente com a cachaça pela preferência da elite dos consumidores de bebidas alcoólicas. Tornou-se um negócio lucrativo, com a montagem de fábricas e um consumo crescente.

Nasceu nessa época a Imperial Fábrica de Cerveja Nacional – Cerveja Bohemia em Petrópolis, Rio De Janeiro – pelas mãos do alemão Henrique Kremer.

Já no início dos anos 1900, o movimento da cerveja no Brasil seguia crescente e veio a se solidificar, para os padrões da época, com a criação das cervejarias Brahma e Antártica, uma no Rio de Janeiro e a outra em São Paulo.

Mal sabiam estes caras, que duelaram o mercado por mais de 80 anos, que anos mais tarde iriam compor um dos maiores conglomerados empresariais de bebidas do mundo (uma tal de Ambev).

Antarctica e Brahma: exemplos de cerveja em terras brasileiras

De lá pra cá, pós passagem das grandes guerras mundiais e fluxo comercial mundial ativo, grandes marcas de cerveja passaram a frequentar nosso Brasilzão.

CERVEJA É AGRO! CERVEJA É POP!

Além disso aumentava cada vez mais a chegada de insumos para fabricação nacional, aliados a grande evolução da indústria e agronegócio no Brasil. Algumas datas e cervejarias ao longo de nossa história:

  • 1966 – Cerpa – Cervejaria do Pará;
  • 1967 – Skol – Revolução há época na produção de cerveja em lata;
  • Década de 90 – Kaiser e Schincariol;
  • 1995 e 1996 – Nascem duas das principais micro cervejarias do Brasil, sendo o importante marco Craft no Brasil, a Dado Bier no Rio Grande do Sul, e a Cervejaria Colorado em Ribeirão Preto – SP.

Importante comentar destas duas últimas cervejarias: fortemente inspiradas no movimento de cervejas artesanais americano e aliando ingredientes bem brasileiros (mandioca, café, rapadura), deram o ponta pé inicial no universo cervejeiro artesanal no Brasil – na época desvinculadas dos grandes grupos cervejeiros que dominavam o comercio do “Pão Líquido” no país.

Legal, mas e a nossa cena cervejeira brasileira? E o movimento Craft do Brasil nos últimos anos? Ah meus amigos, é claro que não deixaríamos passar. Até um possível estilo passamos a ter (ou achar que temos), a Catharina Sour. Se liguem:

O Brasil, num recorde histórico, alcançou em 2020 o marco de 1.383 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Pela primeira vez, todos os estados do país registraram ao menos uma cervejaria, com a abertura da primeira fábrica no Acre.

Os dados constam no Anuário da Cerveja 2020 pelo MAPA, que traz estatísticas e dados do setor cervejeiro no Brasil.

Em 2020, foram registradas 204 novas cervejarias e outras 30 cancelaram seus registros, o que representa um aumento de 174 cervejarias em relação ao ano anterior, alta de 14,4%.

grafico explicativo sobre a situação de cerveja em terras brasileiras

Ainda temos muito chão pela frente… 🙌

Pois é meus amigos, num mercado que movimenta bilhões por ano, com mais de 1.300 registros de cervejarias, é claro que o brasileiro não deixaria de polemizar, e porque não, até “criar” seu estilo de cerveja, aí vem a Catharina Sour.

Mas como chegamos até aqui? Ah meus queridos cervejeiros, conforme bem citamos acima, o mercado brasileiro, como muitos outros, foi, e é fortemente influenciado pelo mercado americano.

Por lá, números apontam que mais de 12% do público consumidor de cerveja, já toma cervejas especiais. Por aqui, esse número ainda é um pouco duvidoso, mas não ultrapassa a 4% da galera que já toma cerveja. Ou seja, ainda que estejamos evoluindo, estamos pelo menos três vezes menores que o principal mercado mundial, o Americano.

Chegamos a esse patamar também influenciados por um aumento do poder de compra do brasileiro. Consumidores mais atentos, buscando novos aromas e sabores, e claro, por uma tendência mundial sem volta de buscar produtos de melhor qualidade.

Passaram a notar “aromas e sabores” que antes as grandes companhias escondiam em suas campanhas publicitárias de “Tome cerveja a -5 graus”. Na boa, que gosto tem uma cerveja nesta temperatura? Gosto de gelo né kk

Supermercados com suas cervejas importadas e as grandes cervejarias passando a produzir rótulos “especiais” também ajudaram nesse ciclo…E por aqui chegamos…

Leitura indicada: A CHEGADA DA CERVEJA ERDINGER AO BRASIL E SUA INFLUÊNCIA NO MERCADO NACIONAL e O VAREJO NA EXPANSÃO DE CERVEJAS ARTESANAIS E ESPECIAIS

CERVEJA COM SAMBA NO PÉ!

E já que estamos crescendo nesse negócio, já podemos falar de uma escola cervejeira Brasileira? A resposta certa é: não. Não temos tradição em cerveja, tampouco temos características pré definidas e próprias de produção.

Porém, apesar de um país continental, já fazemos esse liquido com um jeitão próprio e nossa pitada de “brasilidade”, carregado de frutas locais e ingredientes que só aparecem por aqui. Sim, de aroma e sabor já temos nosso samba no pé.

Ufa, mas que rolê, dos grandes, como diria meu filho.

Gostaram? Eu sei, deu sede. E se vocês chegaram até aqui comigo, não deixem de dar uma passada no site da Confraria Paulistânia Store.

Lá, além das importadas queridinhas, vocês terão muita cerveja artesanal Paulistânia para curtir. Hoje o nosso Brasil não deixa nada a desejar às cervejas que vem de fora. Portanto, entrem lá e confiram muita coisa boa!

Cheers e até a próxima viagem cervejeira.

FESTA JUNINA E CERVEJA

FESTA JUNINA E CERVEJA

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere Considerada pelos historiadores como a segunda maior manifestação de festividades populares, os festejos juninos ficam atrás apenas do badalado carnaval, aqui no nosso brasilzão de meu Deus. Embora seja parte do calendário litúrgico 

CONFRARIA ONLINE

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UM GUIA PARA SUA CONFRARIA ONLINE Em tempos de pandemia uma boa fonte de diversão segura é reunir amigos cervejeiros em uma Confraria online. Saiba aqui como você pode fazer a sua de uma maneira muito simples. Por Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado 

ICH WILL EINEN ERDINGER!

ICH WILL EINEN ERDINGER!

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

Olá para todos! Eu não falo alemão, mas esse título, que pesquisei no Google translator, significa “Eu quero uma Erdinger!”. Explico o porquê. Hoje vou falar para vocês de um ícone do mercado mundial de cervejas: a Erdinger.

Confesso logo de cara que esta cerveja faz parte da minha história. Eu era um jovem no final dos anos 1990 que bebia cervejas de alto consumo quando comecei a namorar uma moça que tinha uns amigos, digamos, sofisticados.

Certa vez, fomos a um restaurante chique e o garçom me sugeriu uma cerveja alemã… Eu aceitei e ele veio à mesa com uma taça de cristal comprida, que eu nunca tinha visto. Ele me mostrou o rótulo, tal como se faz com um vinho, e serviu a cerveja. Fiquei perplexo porque ele balançou a garrafa para misturar os sedimentos e servir a parte final da bebida.

BRIOCHE LÍQUIDO!

Nem precisa dizer que, depois desse ritual, eu pirei ainda mais com o sabor da cerveja. Uma coisa que se aproximava para um leigo de um “brioche líquido”, incrivelmente leve, saborosa, refrescante e com gosto de quero mais.

Naquela época, produtos importados não eram baratos e difíceis de se encontrar em qualquer mercado. A Erdinger, em particular, era cara para um jovem de classe média como eu. Comparável a uma garrafa de um vinho.

Passaram-se semanas e aquela cerveja não saía da minha cabeça. O que era aquilo! Nas gôndolas de um supermercado, a encontrei novamente e pude voltar a sorrir. Resultado: nunca mais me esqueci dela e do efeito que ela causou em mim.

A partir daquele momento, virei um apaixonado por cervejas especiais. Jamais enxerguei cerveja da mesma forma. Entrei em uma jornada sem retorno. Se hoje sou um modesto apreciador desse líquido bem feito, devo à Erdinger ter sido a protagonista do meu rito de passagem.

A HISTÓRIA DA ERDINGER

A Erdinger foi fundada em 1886 por Johann Kienle que fez o favor de fazer a primeira Weissbier na pequena cidade de Erding, sul da Alemanha, perto de Munique.

Pouco depois, em 1890, a cervejaria foi vendida para a família Stadlmaier que, após a primeira guerra mundial, a revendeu em 1930 para o então diretor da empresa, Franz Brombach.

É aquela história do cara que compra a cervejaria do patrão, vem a segunda guerra mundial, a Alemanha fica em frangalhos, mas ele acredita no negócio.

Em 1949, quase vinte anos depois, ele deu à cervejaria o nome de Erdinger Weissbräu e foi à luta.

A Erdinger Weissbier se consolidou então como seu carro-chefe.

Trata-se de uma cerveja de trigo premium leve, de alta fermentação, não pasteurizada, produzida de acordo com a Lei de Pureza Alemã, de 1516, a Reinheitsgebot.

Ou seja, ela é feita com mais de 50% de malte de trigo e o restante com malte de cevada, lúpulo selecionado e água dos poços da própria Erdinger.

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Não contém aditivos químicos, corantes, conservantes ou cereais não maltados, como o milho e o arroz.

Utiliza leveduras próprias em duas fermentações distintas, sendo a primeira alta (nos tanques) e a segunda, baixa, refermentada na garrafa.

BAYERISCHE EDELREIFUNG

Além disso, são necessárias de três a quatro semanas para maturação, algo que poucas cervejarias de alta produção se dão ao luxo.

Este processo confere à cerveja uma cor dourada, meio turva, e sua espuma parece um creme de tão branca, densa e persistente.

Seu aroma revela o óbvio trigo, mas também aveia, levedura e um leve toque de banana. O sabor é bem equilibrado, combinando a sensação de “brioche líquido” (lembra?) com um toque especial de malte levemente adocicado.

Outra diferença fundamental está na filtragem. O fermento permanece na garrafa, o que justifica aquele ritual de se dar uma leve rodadinha para servir o final da garrafa (lembra?). Resumindo: uma cerveja única, gostosa, extremamente equilibrada e de excelente “drinkability”.

A Erdinger Weissbier harmoniza perfeitamente com a tradicional culinária alemã, o que faz dela uma presença constante nas mesas do país e nas das simpáticas a esta linha gastronômica no exterior. Particularmente, adoro uma linguicinha ou uma tábua de frios com ela. Simples e sem frescura. É perfeito!

UM ESPLENDOR DE CERVEJA!

Mas, voltando à história, o Franz foi um visionário e entusiasta do próprio produto. Tanto que fez coisas como uma campanha publicitária para marca, em 1971, focada nos seus “elevados padrões de qualidade” para produzir uma joia com a “especialidade tradicional da Baviera”.

Werner Brombach, atual CEO Erdinger.

O jingle da campanha da marca nessa época, “Des Erdinger Weissbier, des is hoid a Pracht.” (Erdinger Weissbier é um próprio esplendor) tornou-se um clássico da publicidade alemã.

Em 1975, com a morte de Franz, seu filho, Werner Brombach, assume o controle da cervejaria.

A nossa sorte foi que, além de ser mestre-cervejeiro, Werner era formado em marketing, o que deu à marca uma nova perspectiva.

Ele foi o responsável pela ascensão da empresa como negócio e introduziu modernos conceitos marketeiros. Foi dele, por exemplo, a ideia de associar a marca à Bavária e, ao mesmo tempo, tornar as cervejas de trigo populares nos outros estados alemães.

Dois anos depois, ganhou mercado e fortaleceu sua imagem a ponto de a produção atingir cerca de 225.000 hl. A Erdinger virou líder de mercado e começou a exportar para outros países europeus, como Áustria e Itália, e para novos mercados, como Rússia e China.

Em 1983, Werner construiu uma nova cervejaria, com modernos equipamentos e laboratórios, para atender à crescente demanda com capacidade de produção de 82 mil garrafas por hora.

Pensa: isso foi em 1983! Pode parecer pouco impactante hoje, mas, no início da década de 90, a Erdinger atingiu a marca histórica de 1 milhão de hectolitros produzidos, fazendo com que a cervejaria se tornasse a maior no segmento de cervejas de trigo mundial. E passou também a ser exportada para diversos países, em todos os continentes, uma ousadia para uma marca de cerveja.

A CERVEJA DE TRIGO MAIS 💛DO MUNDO!

Outra ideia de sucesso de Werner foi criar o “Fã clube Erdinger”, em 1995. Não eram tempos de clubes de assinatura e mídias sociais. Só que, em dez anos, a marca conseguiu reunir cerca de 60 mil apaixonados em mais de 45 países.

A ERDINGER HOJE

A Erdinger também fez um grande bem para sua comunidade local.

A Baviera se tornou uma grande produtora de cervejas de trigo, concentrando quase 90% do mercado mundial deste estilo e produzindo em torno de 1.000 tipos diferentes de cervejas. O consumo também é elevado: chega a 30% do mercado local.

A marca se tornou sinônimo de cervejas do estilo Weissbiers não apenas na Alemanha, mas também em todo o mundo. Não é raro usarem a Erdinger como referência para a fabricação de cervejas fiéis ao estilo.

Atualmente, ela é a cerveja de trigo mais consumida do mundo, comercializada em mais de 80 países. Aproximadamente 15% da produção anual de 1.71 milhões de hectolitros é exportada. No Brasil, a Erdinger chegou oficialmente em 2000, mais ou menos na época que nos encontramos naquele restaurante chique…

UM VERDADEIRO BÁVARO NÃO SE VENDE.

Outra coisa interessante é que a marca nunca abriu fábricas em outros países nem concedeu licenças de produção. Toda garrafa de Erdinger consumida no mundo, não importa se na China ou no Brasil, é produzida na Alemanha, mais precisamente na Baviera.

A engarrafadora chega a envasar até 165 mil garrafas por hora! A empresa se orgulha disso e faz questão de destacar suas raízes no slogan “In Bayern daheim, in der Welt zu Hause” (Em casa na Baviera, em casa no mundo).

Gosta de se apresentar como a cerveja “genuinamente bávara”. Muitos veem nisso também uma alfinetada nas concorrentes Paulaner (comprada pela Heineken) e Franziskaner (comprada pela Inbev). “Um verdadeiro bávaro não se vende“, diz um comercial recente da marca, feito exatamente para desmentir supostas negociações com grandes conglomerados mundiais e, claro, alfinetar novamente as concorrentes nas entrelinhas.

O presidente e dono da Erdinger ainda é Werner Brombach, que nega sistematicamente que a empresa esteja sendo vendida. Isto porque restam poucas cervejarias alemãs que não tenham sido encampadas pelas grandes marcas.

Linha de produção Erdinger – CLIQUE AQUI

GOLAÇOS!!!⚽🏆🍺

A ligação da Erdinger com a Baviera é tão forte que a marca fechou uma parceria, em 1997, com outro símbolo da região: o Bayern de Munique.

E como lá na Alemanha cerveja é culturalmente aceita, não foi raro ver os jogadores desse time de futebol aparecerem em anúncios e em eventos segurando copos de Erdinger… cheios! E os caras bebiam! Golaço!

O marketing deu tão certo que a concorrente Paulaner, cobriu a oferta em 2003 e se tornou a patrocinadora oficial do clube, com contrato renovado até 2026!

Mas isso não foi considerado uma derrota nos campos do marketing. Teve revanche. Em 2019, na festa de 80 anos de Werner Brombach, foi anunciado que o treinador Jürgen Klopp é o novo embaixador da cervejaria.

Klopp treinou o Borussia Dortmund entre 2008 e 2015, quando levou o clube alemão a uma final de Liga dos Campeões. Atualmente, ele comanda o Liverpool na Premier League da Inglaterra.

Mas é ele quem aparece em uma recente propaganda de 2020 da marca falando: “Never skim an Erdinger” (Nunca corte o colarinho de uma Erdinger) e também assina uma edição especial Erdinger Champions Edition Jürgen Klopp Weissbier, em lata vermelha (a cor do Liverpool) de 500ml, comemorativa à Champions League.

Essa estratégia de marketing foi avassaladora. O comercial viralizou nas redes sociais e a Erdinger experimentou uma explosão de vendas no Reino Unido nunca vista antes na história. “Never skim an Erdinger” já praticamente virou um bordão.

‘Never skim an Erdinger’ | Jürgen Klopp | Erdinger Weißbräu Commercial 2020 – CLIQUE AQUI

Copos, bonés e demais itens promocionais com a assinatura do treinador viraram febre na Europa inteira. A demanda foi tamanha que a marca resolveu aproveitar e criar para a Alemanha uma promoção de um boné Jürgen Klopp grátis para cada caixa de Erdinger vendida com direito a participar do sorteio de uma viagem para um jogo do Liverpool.

Foi uma loucura que mobilizou um enorme número de fãs do futebol, independente de clube, com sold out em todos os pontos de venda. Este golaço foi no ângulo!

Para se ter uma ideia do impacto comercial dessas ações nas vendas, a Erdinger figura nos rankings de desempenho de mercado em oitavo lugar entre as marcas mais consumidas do disputadíssimo mercado alemão.

Porém, no mundo, onde a disputa é maior ainda, a Erdinger é a marca de cerveja de trigo mais vendida. Goleada!

ERDINGER NO BRASIL

Como pontuei antes, desde a virada dos anos 2000, a Erdinger é importada para o Brasil com exclusividade pela Bier & Wein. Nem precisa dizer o quanto isso nos alegra.

A empresa traz não só as garrafas e latas, mas também barris para oferecer essas maravilhas bávaras até em chope para os sedentos tupiniquins.

A linha de cervejas da marca é composta por 10 rótulos, alguns deles sazonais. Confira aqui os principais trazidos pela Bier & Wein:

Weiss

Weissbier

É a clássica, o principal produto do portfólio.

Ela é uma cerveja de trigo leve, muito aromática e refrescante. Desce fácil!

Harmoniza com peixes e frutos do mar, saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados.

Dunkel

Teor alcoólico: 5,3%.

Dunkel

Uma cerveja escura, graças ao malte levemente tostado, de corpo médio e sabor ligeiramente amargo e picante.

Muito saborosa, ela harmoniza com embutidos, hambúrguer e pratos apimentados.

Teor alcoólico: 5,3%.

Pikantus

Pikantus

Cerveja escura tipo Bock (eu adoro!), que adquire seu sabor forte e corpo médio/alto por conta dos maltes tostados de trigo e cevada e pelo longo período de maturação.

Mesmo com um elevado índice de álcool, ela mantém seu sabor único, com excelente drinkability.

É perfeita para acompanhar entradas e refeições neste inverno.

Teor alcoólico: 7,3%

Urweisse

Urweisse

É uma cerveja que utiliza a receita original da fundação da Erdinger (1886), ou seja, é uma Weissbier alemã de raiz, porém sem a refermentação na garrafa.

Ela mantém aquele aroma e paladar característicos, com notas frutadas e um toque de cravo e banana e vai muito bem com saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados, mas também pode acompanhar sushis, peixes e frutos do mar.

Teor alcoólico: 4,9%

Kristall

Kristall

Uma cerveja de trigo, porém mais dourada e cristalina como uma Pilsen (devido a uma fina filtragem).

Tem um sabor intenso de pão/biscoito, com sutis notas de banana, cítricas e de especiarias.

Uma cerveja boa para o dia-a-dia e que pode acompanhar muito bem pratos mais suaves, como sushis, saladas, grelhados e frutos do mar.

Teor alcoólico: 5,3%

Alkoholfrei

Alkoholfrei

É a primeira cerveja não alcoólica isotônica para atletas e para os que buscam uma vida saudável.

Totalmente natural e livre de aditivos químicos, gordura ou colesterol, mantém o sabor original da cerveja de trigo e tem apenas 25 calorias por 100ml.

Contém todas as vitaminas do Complexo B, além de minerais como potássio, fósforo, etc.

Oktoberfest

Oktoberfest

Cerveja especialmente produzida para as comemorações da tradicional Oktoberfest, em Munique.

Tem sabor frutado e intenso, com aroma de especiarias e coloração dourada escura e turva.

É uma cerveja de alta fermentação, produzida com malte de trigo e cevada e refermentada na própria garrafa.

Teor alcoólico: 5.7%

Schneeweisse

Schneeweisse

É uma cerveja de trigo sazonal, desenvolvida especialmente para as comemorações de final de ano, mas que acabou conquistando um bom espaço no portfólio.

Uma cerveja alaranjada, de longa maturação, com aroma cítrico e paladar condimentado.

Harmoniza bem com frutos do mar, hambúrguer, petiscos e saladas.

Teor alcoólico: 5,6%.

DICA FINAL

Para garantir que a sua Erdinger seja servida da maneira correta (lembra daquele garçom?), aqui vão as dicas para você acertar no copo:

1 – Coloque sua garrafa em pé no freezer da geladeira até que ela atinja uns 8°C. Se não tem um termômetro, vai na base dos 7 minutos mais ou menos. A posição vertical é fundamental para que o trigo assente no fundo e o gás não escape na hora da abertura.

2 – Tente usar o copo weiss apropriado, aquela “tulipona” de 500 ml. Isto porque a cerveja precisa ser colocada inteira no copo.

3 – Limpe bem o copo com água fresca, pouco detergente e use o lado amarelo macio da bucha para não riscar. Enxágue bem mesmo para não deixar nenhum resíduo.

4 – Eu gosto de usar um truque que é colocar água e três pedrinhas de gelo e deixar o copo absorver o frio por pelo menos 30 segundos.

5 – Descarte a água gelada e, com o copo inclinado, sirva lentamente a cerveja, deixando dois dedos do líquido ainda na garrafa.

6 – Agite a garrafa com movimentos circulares para misturar a levedura depositada no fundo.

7 – Sirva o restante, formando uma coroa de espuma. A levedura ficará uniformemente dissolvida na cerveja, dando sua típica aparência turva e completando o ritual para você apreciar a sua Erdinger com se deve.

Aproveite também que está no site da Confraria Paulistânia Store para dar uma navegada pela loja e escolher quais Erdinger encomendar. Vale também incluir outros rótulos da Bier & Wein porque sempre tem promoções irresistíveis de cervejas importadas e do portfólio da Paulistânia.

Espero que tenha gostado e… boas cervejas!

Nota da editora: eu amo esta cerveja!