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TOUR CERVEJEIRA BRASIL – PARTE 1

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Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira. Vejam esta maravilha de cenário… É assim que começa o samba enredo que Silas de Oliveira compôs para a Império Serrano e ficou apenas em 4° lugar 

Afinal, cerveja é um produto vegano?

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Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere Hoje vamos saber tudo a respeito dessa pergunta, que vem sendo cada vez mais recorrente. Porém antes vamos entender melhor o que é uma dieta vegana e o que é uma vegetariana. 

Oktoberfest à brasileira

Oktoberfest à brasileira

Por Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas. Foi 3º colocado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas e defendeu o Brasil na competição mundial em 2015. Também é professor, juiz de concursos nacionais e internacionais e consultor de cerveja. Fundou em 2006 o BarDoCelso.com, o blog mais antigo ainda em atividade sobre o assunto no Brasil, hoje também clube de cerveja artesanal por assinatura.

A Oktoberfest de Munique começou a se tornar popular fora da Alemanha a partir da década de 1980 e hoje é uma das maiores festas cervejeiras do mundo. Desde então, muitos turistas passaram a incluir em seus roteiros uma passagem pela cidade na época certa para aproveitar a ocasião. E essa fama também serviu como inspiração para diversas outras comemorações do gênero pelo mundo.

Aqui no Brasil, as festas de outubro ficaram por muito tempo só dentro de localidades com forte presença de imigrantes alemães e muitas vezes nem tinham esse nome. Apenas em 1984 foi realizada a primeira Oktoberfest de fato em Blumenau (SC). Ela já foi considerada a segunda maior do mundo e reúne milhares de turistas todos os anos. Hoje há também festas em vários estados e cidades, mostrando que nem só os alemães ou descendentes gostam de uma boa festa.

Bem, não exatamente hoje. A pandemia de Covid-19 afetou as comemorações em 2020 e 2021. Assim como a Oktoberfest de Munique, a de Blumenau cancelou ambas as edições. Das maiores e mais tradicionais festas do país, apenas Santa Cruz do Sul (RS) e São Paulo (SP) farão festas presenciais esse ano.

Então, para dar um gostinho de Oktoberfest no outubro cervejeiro, que tal conhecer um pouco das principais Oktoberfests do Brasil?

Oktober Blumenau e Santa Catarina

Diferente da original, que nasceu como a comemoração de um casamento — entre  o príncipe herdeiro Ludwig e Teresa de Saxe-Hildburghausen em 12 de outubro de 1810 —, a festa de Blumenau teve início por conta de um desastre natural.

LOGO OKTOBER BLUMENAL

Em 1984 uma enchente do rio Itajaí-Açu atingiu a cidade causando muitos danos. A festa veio, então, para ajudar na reconstrução econômica do município e levantar a moral dos habitantes. No entanto, mesmo antes dessa data, empresários da região já tinham vontade de fazer algo assim.

A primeira edição já foi um sucesso. Teve dez dias e contou com a participação de mais de 102 mil pessoas, número equivalente a metade da população da cidade na época. O consumo médio de cerveja foi de um litro por pessoa. No ano seguinte a festa aumentou de um para dois pavilhões da antiga Proeb, hoje Parque Vila Germânica. Já no terceiro ano foi necessária a construção de mais um pavilhão e a utilização do ginásio de esportes da cidade. E foi assim que Blumenau se tornou o principal destino turístico de Santa Catarina em outubro.

Mas quem acha que a festa é só cerveja está muito enganado. A cultura alemã é celebrada como um todo. Basta ver o tradicional desfile de abertura na Rua XV de novembro, no centro da cidade. Roupas típicas, músicas, dança e gastronomia fazem parte da comemoração, relembrando e preservando os costumes dos antepassados vindos da Alemanha, que formaram colônias principalmente na região Sul do país.

OKTOBERFEST DE BLUMENAL

O sucesso estimulou também muitas cidades catarinenses a promoverem suas festas próprias como a Kegelfest em Rio do Sul, Fenarreco em Brusque, a Schützenfest em Jaraguá do Sul, Bierfest em Joinville e Kerbfest em Cunha Porã.

OKTOBER Santa Cruz do Sul, Igrejinha e o Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, também um polo da colonização alemã, as Oktoberfests de Santa Cruz do Sul e Igrejinha são famosas.

A primeira é considerada uma das maiores do Brasil, recebendo cerca de 450 mil visitantes em média, e acontece há mais de 30 anos. Em 2021 a organização adaptou a festa para que recebesse menos pessoas, todas distribuídas em mesas, para respeitar o distanciamento. Máscaras serão obrigatórias para todos e o uso de álcool em gel é recomendado. O Parque da Oktoberfest receberá o público entre 7 e 17 de outubro, em dias e horários específicos (consulte no site oficial: ttps://www.oktoberfestsantacruz.com.br/).

Igrejinha realiza sua Oktoberfest desde 1988 como forma de homenagear os antepassados, valorizar e divulgar a cultura alemã. É considerada “Patrimônio Cultural do Estado” e a maior festa comunitária e filantrópica do país, envolvendo cerca de 10% da população da cidade. Assim como em 2020, este ano será realizada a Oktober em Casa. A abertura será feita por meio de uma carreata na cidade e, entre as atrações, estarão um Drive-Thru de comidas típicas e música ao vivo transmitida pela internet. Tudo isso acontece entre 22 e 24 de outubro (consulte a programação: https://www.oktoberfest.org.br/).

Outras festas famosas do estado são: Oktoberfest-Missões, em Cerro Largo; a Südoktoberfest, em São Lourenço do Sul; e as festividades de Alpestre, Condor, Frederico Westphalen, Maratá e Portão.

OKTOBER Marechal Cândido Rondon e o Paraná

Marechal Cândido Rondon tem uma das Oktoberfest mais tradicionais do Paraná e do país com 31 anos de história. A cidade, que fica no Oeste do Paraná, foi formada por imigrantes alemães que vieram das colônias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e hoje tem cerca de 60 mil habitantes. Aproximadamente 20 mil pessoas participavam da festa em cada um dos 3 dias de realização. Assim como em 2020, ela não será realizada em 2021.

As cidades de Pato Bragado, Rolândia e São Jorge D’Oeste também têm Oktoberfests bem conhecidas no estado. Curitiba, a capital paranaense, passou a ter uma festa oficial em 2018.

OKTOBER Olinda (PE) e Guaramiranga (CE)

E não é apenas o Sul do país que tem tradição nesse tipo de evento. Olinda, em Pernambuco, tem uma das festas mais antigas do país. Dizem que é realizada desde 1960! Independentemente de datas, com certeza é uma das mais animadas, juntando a cultura pernambucana com a alemã. Outra referência no Nordeste é a comemoração realizada em Guaramiranga, no Ceará, que surgiu em 2002.

OKTOBER Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP)

Desde 2018 a Cidade Maravilhosa também tem Oktoberfest. Em 2019 foi realizada a segunda edição com 6 dias de evento na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Muita música, dança, trajes típicos e cerveja marcaram a festa, assim como shows de Rock com as bandas Barão Vermelho e Ira!

oktober são paulo

Na capital paulista já ocorriam festas alemãs menores em bares e restaurantes. Mas foi só em 2017 que surgiu a festa oficial, que esse ano será realizada entre 25 de novembro e 12 de dezembro na Zona Sul da capital paulista. Confira mais informações aqui (https://saopaulooktoberfest.com.br/).

Independentemente de onde você esteja, sempre é possível provar o gostinho da festa de outubro. Cervejas sazonais dessa época do ano, como HB Oktoberfest e Erdinger Oktoberfest (uma edição especial da cerveja de trigo alemã), e muitos outros kit que estão disponíveis no e-commerce Confraria Paulistânia Store. Compra a sua e faça a festa em casa!

DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 3

DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 3

Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. O estilo Heavy Metal é um do gêneros que já logo vem a frase na cabeça, Ame ou Odeie! Assim vale para os estilos que trazem 

PRIMAVERA CERVEJEIRA

PRIMAVERA CERVEJEIRA

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere Leia Também: ME APAIXONEI PELA LARALIMA Nesta quarta-feira, 22/09, exatamente às 16h21 aconteceu a chegada da estação mais linda de todas. O horário pôde parecer bastante sugestivo, mas o fato é que 

PAULISTÂNIA – PREMIAÇÃO WBA 2021

PAULISTÂNIA – PREMIAÇÃO WBA 2021

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido

Fala meu povo e minha “pova” cervejeira, todos bem? Vacinados? Não vacilem, eventos cervejeiros e presenciais retomando por aí, aquele bar que você gosta doido para lhe receber, e quem sabe alguma Oktoberfest cola (Spoiler? Rs). Bora se cuidar e cuidar do amiguinho, beleza?

Quem aí gosta de tomar cerveja? Haha. E se for premiada, ou seja, uma das melhores do seu estilo no mundo?

Ah meus amigos..Todos nós curtimos uma boa cerveja artesanal, não é mesmo? Seja pelo estilo que melhor combina contigo, com aquele role, ou aquela data especial, todos nós gostamos de uma boa cerveja, um bom “Pão Líquido”, e claro, experimentar aqueles rótulos premiados, não é mesmo?

iniciação ao WBA

Ladainhas a parte, vamos é falar de cerveja. E depois da aula sobre eventos cervejeiros, sobre todo o cuidado e preparo dos juízes nestas competições e a infinidade de detalhes destas premiações comentado por nada menos que o “Sãr” Luiz Celso – ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA – meu professor de Sommelier e principal nome cervejeiro no Brasil, bora falar de nossas queridinhas da Paulistânia, recentemente premiadas no Word Beer Awards, um dos maiores concursos de cerveja do mundo!

Pausa – Oportunidade de buscar a sua gelada na geladeira, e claro, as Premiadas da Paulistânia (Marco Zero, Largo do Café, Viaduto do Chá, Trem das Onze e Paulistânia X). Pegou? Aeh, agora sim avançamos.

PAULISTÂNIA MARCO ZERO

E já que na arte da degustação, a indicação é começarmos pelas cervejas mais leves, tanto em aroma e sabor como em graduação alcoólica, lhes apresentamos a recém premiada Marco Zero

Pilsen de coloração amarela clássica, carregada de frescor e toques do malte. Seu rótulo faz uma incrível alusão ao Marco Zero da cidade de São Paulo, localizado na praça da Sé, logo em frente à Catedral de São Paulo.

Para terem ideia do quanto essa cerveja é boa, ela já foi medalhista de ouro no Word Beer Awards (WBA) em 2018 etapa Brasil, medalha de prata em 2019 e medalha de bronze em 2020, com destaque a este título, por ser um prêmio da América do Sul, e em 2021, é novamente campeã Brasileira no WBA na categoria clássica – Lager Classic Pilsen.

Paulistânia Marco Zero, e os prêmios no WBA

Ou seja, só a melhor Pilsen do Brasil. Show não é mesmo? Essa aqui, cai bem com tudo, principalmente com aquele típico dia de verão, sol e praia. Ideal para se refrescar e curtir alguns “goles”.

PAULISTÂNIA LARGO DO CAFÉ

Subindo um pouco o degrau de “potência” de aromas, sabores e claro, graduação alcoólica, vamos ali ao lado do Marco Zero de São Paulo, e chegamos ao Largo do Café. Local histórico no centro de São Paulo. Mais uma homenagem da Paulistânia a está terra que tanto amamos, com destaque aqui aos edifícios históricos dá época dos “Barões do Café”. O nosso ouro negro há época, nosso café.

A Largo do Café é uma Oatmeal Coffee Stout, esse nome bacana é dado pelo fato da cerveja conter em sua receita flocos de aveia, deixando o corpo desta belezura aveludado na boca, e com um toque cremoso incrível. De cor preta, ligeiramente adocicada, e claro, com um bom toque de café, tanto no aroma quanto no sabor. 

Legal não é? Imagina essa cerveja com um molho barbecue ou aquele tiramisu delicioso? Foi malll..Desculpa, eu também estou babando aqui hahaha.

Querem saber os prêmios desta belezinha? Segura essa: Recém premiada como medalha de ouro WBA na categoria – Flavored Stout Porter

Paulistânia Largo do Café, e os prêmios no WBA

Pois é meus amigos. Achou que apenas cerveja importada era cheia de títulos e medalhas? Nada disso, o que não falta é cerveja brasileira super bem ranqueada nos concursos mundo a fora. Estamos mandando muito bem. Mas calmaaaa. Estamos longe de acabar, nesta seleção – Premiadas Paulistânia.  Hahaha 

PAULISTÂNIA VIADUTO DO CHÁ

Nunca neguei a vocês o quanto amava minha São Paulo, e ainda permeando o centro histórico da minha terra, lhes trago mais uma premiada. A Viaduto do Chá, uma American Hop Lager.

Nome chic? Que nada. Não tem nada de estranho. Primeiro vamos a esse rótulo, uma homenagem às plantações de chá da índia que havia nesse local, lá nos tempos dos Barões do Café.

E para fazer jus ao nome e a especiaria, essa Lager, carregada de sabor, ainda leva erva mate em sua receita. Sério! Além do frescor que já conhecemos, e um amargor ligeiramente mais pronunciado, essa cerveja tem um toque de especiarias lindo, deixando na boca uma pegadinha de picancia. Juro. Não à toa está aqui é uma queridinha, e levou a medalha de bronze em 2021 também no WBA na categoria – Flavored Fruit & Vegetable.

Paulistânia Viaduto do Chá, e os prêmios no WBA

Costumo chamar essa cerveja de “delicinha”, aquela que tempera a boca, e deixa as comidas ainda mais deliciosas. Cai bem com uma massa de molho mais leve, um cheese salada e algumas saladas com molho. Quem aí topa essa experiência? Haha. 

PAULISTÂNIA TREM DAS ONZE

Ahhhh… Voltar a falar da trem das onze. Simplesmente incrível. Depois deem um click aqui UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 5 TREM DAS ONZE (texto de minha autoria tá..hahahaha) para conhecer ainda mais detalhes.

Uma American Pale Ale (APA), produzida com nada menos que 11 lúpulos (segredooooo). Uma linda homenagem a história das ferrovias paulista, e seus traços “londrino”, a partir da empresa The São Paulo Railway (Empresa que construiu a primeira ferrovia paulista – construída pelos ingleses lá em 1867). Uma viagem no tempo, e de aromas e sabores, nesta cerveja.

O prêmio: Medalha de prata no WBA na categoria Pale Beer American-Style Pale Ale. Por sinal, um estilo queridinho no Brasil.

Paulistânia Trem das Onze, e os prêmios no WBA

Levar esse troféu para casa, não é para qualquer um. Seus aromas cítricos, florais e sabores que enaltecem a frutas tropicais, garantem essa dose de “delícia cervejeira” a cada gole.

E sabe por que é uma das principais cervejas feitas no Brasil? Porque amamos lúpulo, amargor e gostamos de combinar esse “Pão Liquido” com hambúrguer, carnes vermelhas e pratos mais condimentados. Seu frescor e amargor, aliados a aquela vontade de tomar mais, garantem uma excelente harmonização. Topa experimentar? Vem nessa com a gente e depois nos conte. 😉

Ufa, haja premiação..E quem aí acha que já acabou? Haha, nada disso. A galera da Paulistânia veio carregada de prêmios deste último WBA. Não à toa, vem lançando vários rótulos seguidos, e nos deixando malucos de sabor a cada nova golada.

Gran Finale…

Quem aí conhece a Paulistânia X?

Haha, chamamos ela de uma “baitaaa cerveja”, isso sim. Mais uma homenagem a “Terra da Garoa”, desta vez um marco arquitetônico da cidade, a Ponte Estaiada. Comemora ainda o aniversário de 10 anos da Cervejaria Paulistânia produzindo “amor” em forma de cerveja. Haha. 

Este rótulo traz o estilo Barley Wine, como o nome já diz, um “vinho de malte”. Conta com 10% de delicia etílica (teor alcoólico), e aquela sensação gostosa de aquecimento a cada gole. Traz o dulçor e uma pegada de toffe e maltado que o estilo pede, e um ligeiro toque apimentado, proveniente da adição da pimenta rosa.

Ah, detalhe, cerveja com dupla fermentação pelo processo Charmat e realizado em vinícola, conferindo a está cerveja equilíbrio, dulçor e uma elegância deliciosa na boca. Irada!

Não pra menos, também premiada em 2021 pelo WBA na categoria Speciality Beer Brut Beers com a medalha de prata. Sinceramente, um presente que todos nós devíamos ter em casa para aquela ocasião especial. Ocasião especial? Isso, aquela contigo mesmo, com uma pessoa especial, ou no simples e abençoado jantar de cada dia. 🙂

Paulistânia X

Rapaziada, haja “marceneiro” para ajustar tanta prateleira na Cervejaria Paulistânia, e acomodar tantos prêmios, não é mesmo. E o mais legal, cervejas super premiadas e fáceis de encontrar nesse nosso brasilzão. Custo benefício incrível, produtos mundialmente premiados, e disponíveis na porta da sua casa.

Como? Acessem o site https://confrariapaulistaniastore.com.br/ e garanta já a suas cervejas premiadas e a reposição da geladeira. Tomar cerveja boa não precisa ser caro, o que precisa, e saber onde encontrar. Confere lá e bora reabastecer a geladeira. Haha.

Cheers.

Hofbräuhaus: a cervejaria mais influente do mundo

Hofbräuhaus: a cervejaria mais influente do mundo

Por Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado em harmonizações, técnico cervejeiro, criador de conteúdo para o youtube e o instagram @beersenses Recomendação de leitura: MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO Não é uma história somente sobre cerveja. É uma história sobre poder, 

Selo Trapista – atribuição e reconhecimento.

Selo Trapista – atribuição e reconhecimento.

Por Leonardo Millen, jornalista especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Aficionado por cervejas especiais, escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where (@saideira.beer) e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. 

ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

Por Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas. Foi 3º colocado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas e defendeu o Brasil na competição mundial em 2015. Também é professor, juiz de concursos nacionais e internacionais e consultor de cerveja. Fundou em 2006 o BarDoCelso.com, o blog mais antigo ainda em atividade sobre o assunto no Brasil, hoje também clube de cerveja artesanal por assinatura.

Na quinta-feira (08/09) foram divulgadas as cervejas premiadas esse ano no World Beer Awards, um dos mais importantes concursos de cerveja do mundo. Acontece que no fim de agosto também foram divulgados resultados dessa mesma competição. Mas, afinal, o que está acontecendo? Existem dois prêmios com o mesmo nome?

Na verdade, não. A lista do final de agosto era da etapa brasileira da competição. As cervejas com as melhores notas na avaliação dos juízes foram classificadas para a etapa internacional, disputada em Londres, na Inglaterra. E por isso há duas “premiações”. Uma local e uma mundial.

Assim como essa confusão, toda a vez que resultados de concursos cervejeiros são divulgados, dezenas de dúvidas aparecem sobre como eles funcionam. Desde como as cervejarias se inscrevem, passando pelo processo de julgamento e, até mesmo, como entender os resultados – acredite, não é tão fácil quanto parece!

Uma das primeiras coisas que precisamos entender sobre os concursos é que são vários e, muitas vezes, cada um tem as suas regras próprias e peculiaridades. Ou seja, há poucas coisas que podem ser de fato generalizadas.

Características em comum

O objetivo de todo o concurso é eleger as melhores cervejas. Normalmente, em suas respectivas categorias ou estilos, já que o universo cervejeiro é tão vasto nesse sentido. Como isso é feito? Por meio da avaliação sensorial rigorosa de juízes qualificados, detentores do conhecimento cervejeiro e da habilidade de avaliar esse produto.

O reconhecimento pelo esforço e habilidade de cervejeiros e cervejarias ao atingir o objetivo é o verdadeiro prêmio, que pode aparecer em formato de medalhas ou outras classificações.

Mas como, então, fazer que esse resultado tenha credibilidade perante a comunidade cervejeira, o mercado e os consumidores? Adotando uma série de critérios objetivos e verificáveis. E isso explica muito da metodologia desenvolvida pelos concursos.

Todo o concurso normalmente começa com a publicação do regulamento, no qual todos os detalhes devem ser descritos. Entre as regras, deve ser informado como fazer a inscrição, por exemplo. O mais usual é que as cervejarias preencham a ficha de cada amostra, na qual dão informações sobre ela, e enviam suas cervejas para o concurso num volume suficiente para as diversas etapas de avaliação. Uma taxa de inscrição também é cobrada.

Julgamento

Após o recebimento do material, o concurso organiza e armazena as cervejas para o julgamento. Há sempre uma importante equipe de bastidores trabalhando duro para que tudo ocorra como deve ser. Isso inclui diretores e coordenadores, mas também os responsáveis pelas “adegas” de cervejas, a equipe que fará o serviço e até quem vai tabular os dados, notas e fichas de avaliação que serão produzidas.

A avaliação em si é feita pelos juízes, normalmente separados em mesas, cada uma com a tarefa de julgar um grupo de cervejas, seja por estilo ou categoria criada pelo concurso. Em um julgamento, nunca se analisa uma cerveja sozinho. Cada mesa tem vários juízes.

Concurso de Cerveja WBA 2019
Etapa Brasil WBA 2019

O sigilo é algo muito importante também, já que as cervejas são julgadas às cegas pelos juízes – eles não sabem qual o rótulo ou de qual cervejaria é a cerveja de cada amostra servida, que é identificada apenas por um número.

Para cada amostra, normalmente há uma primeira etapa silenciosa. Nela que cada juiz avalia sua amostra e preenche uma ficha de degustação com nota. O silêncio é importante para que nenhum jurado influencie as primeiras impressões dos demais. Logo após, a mesa discute as análises e cada um pode rever suas análises e notas como quiser, se for o caso. Esse debate garante uma maior homogeneidade, além de compensar eventuais desvios e preferências pessoais. Afinal, o juiz é humano!

Mas como tornar impressões pessoais, que podem ser tão subjetivas, em algo mais palpável?

Em geral os concursos usam guias no quais constam as descrições de cada estilo. Quando a cervejaria inscreve o produto, ela declara o estilo e assim diz também o que se tentou fazer, seu objetivo. O papel do juiz é, então, de checar se a cervejaria conseguiu realizar o que se propôs. Ele analisa sensorialmente a cerveja, vê se ela tem defeitos ou falhas, e se ela tem as características para estar naquele estilo. Quanto mais correta a cerveja estiver, maior sua nota.

Concurso de Cerveja WBA 2019
Avaliação das cervejas

Ao cumprir esse básico, o juiz também avalia com a sua experiência pessoal e o guia embaixo do braço, se a cerveja se desta positivamente naquele estilo. Se traz as características mais complexas exigidas. Isso é um diferencial que aumenta as notas.

Por fim, as fichas e a notas são computadas, dando origem a uma classificação das cervejas. Outras etapas posteriores podem ser feitas, dependendo da metodologia de cada concurso. Normalmente são eleitas as melhores cervejas do concurso e, algumas vezes, as melhores cervejarias.

Maçãs e bananas

Um adendo sobre a avaliação. Quando os juízes avaliam um mesmo estilo, tudo transcorre bem como explicado acima. Mas e quando são cervejas de estilos diferentes? Esse tipo de julgamento é comum em etapas mais avançadas.

A solução é simples: basta não misturar. Cada um dos estilos da mesa deve ser avaliado de acordo com o melhor do seu estilo, normalmente descrito no guia. Assim, uma maça ser avaliada em relação à maçã ideal. E daí ela tira seu mérito. Enquanto uma banana deve ser avaliada da mesma forma. Ganha aquela que estiver mais próxima do seu ideal. Ou seja, não se comparam maçãs com bananas. E sim cada fruta em relação ao seu ideal.

Concursos de cerveja caseira e BJCP

Concursos de cerveja caseira normalmente são feitos dentro das diretrizes do Beer Judge Certification Program (BJCP). Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que visa formar juízes de cerveja, incentivar o conhecimento, a compreensão e a apreciação dos diversos estilos e desenvolver ferramentas, métodos e processos padronizados para a sua avaliação.

Beer Judge Certification Program

O guia de estilos do BJCP é um dos mais usados no mundo e a base para os concursos de cervejas caseiras. Isso porque é mais didático, já que tem a intenção formar tanto juízes como cervejeiros, instruindo como fazer as cervejas daqueles estilos. As fichas de avaliação também são mais detalhadas e visam dar um feedback aos produtores, apontando os erros, acertos e até mostrando formas de como a cerveja pode ser melhorada.

Aqui se dá preferência por juízes que fizeram as provas e foram certificados pelo BJCP. Eles ganham pontos por participação em concursos, o que ajuda a evoluir na classificação interna da organização. Mas é possível participar também como aprendiz, ou seja, um juiz não BJCP. Aqui entram convidados de notório saber no assunto.

Tudo transcorre como descrito na parte geral até a primeira etapa de avaliação. Uma segunda etapa é adicionada para reavaliar as cervejas com as melhores notas. Agora os juízes, sem a necessidade de preencher fichas, fazem uma comparação direta entre as cervejas, podendo confirmar ou não a classificação feita pelas notas.

Nos concursos maiores, feitos com vários estilos, pode ainda existir a necessidade de escolher a melhor cerveja de todas, ou Best Of Show (BOS). Os juízes mais experientes compõem uma mesa que vai julgar cerveja de diferentes estilos para achar a vencedora.

Além do prêmio BOS, a divulgação dos resultados é feita em formato de medalhas de ouro, prata e bronze, mas não é necessário que todos os estilos ou categorias tenham todas as posições preenchidas se os juízes julgarem dessa forma. Assim, é possível ter categorias só com ouro, outras só com bronze, e assim por diante.

Normalmente concursos assim são organizados por associações de cervejeiros caseiros, como as Acervas de cada estado e a nacional. Se você quer se tornar um juiz BJCP, deve fazer algumas provas para obter sua certificação. Todas as informações necessárias então no site oficial (https://bjcp.org/). Também é possível começar julgando como convidado ou fazendo assistência para julgamentos. Nesse caso, procure a associação mais próxima e se voluntarie.

Concurso Brasileiro da Cerveja

Logo Concurso de Cerveja Festival Brasileiro da Cerveja

O concurso do Festival Brasileiro da Cerveja, que acontece anualmente em março em Blumenau (SC), é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo em número de amostras. Em 2021, foram mais de 3,1 mil rótulos avaliados por inúmeros juízes de diversos países do mundo.

Ele funciona com base no guia de estilos da Brewers Association (BA), a associação das cervejarias artesanais dos EUA. A entidade revisa e publica anualmente seu material, que é voltado mais para cervejarias profissionais. Ele não tem a intenção de ensinar juízes e cervejeiros, como é no BJCP, mas de apenas definir os parâmetros do estilo. É mais conciso nas descrições e deixa mais espaços abertos para a criatividade das cervejarias ao produzir seus rótulos.

Essa diferença também é visível no processo de julgamento. As fichas são mais simples e os juízes apenas apontam falhas de estilo, defeitos ou méritos, sem a obrigação de dar feedback completo sobre as cervejas. Entende-se que o cervejeiro é profissional e deve ser capaz de resolver os problemas que foram mencionados.

Imagem Facebook
Imagem Facebook

As inscrições para participação e o regulamento costumam ser divulgados no final do ano anterior. O julgamento se dá na forma padrão. No entanto, diferente do BJCP, onde uma amostra é julgada por rodada, aqui cada turno tem várias amostras de uma vez. O Concurso Brasileiro da Cerveja também costuma fazer mesas finais para eleger as melhores cervejas entre todas as premiadas.

A divulgação dos resultados se dá por medalhas de ouro, prata e bronze. Aqui também não é necessário que cada estilo tenha todas as três medalhas sempre. As cervejarias com maior número de medalhas são eleitas as melhores do ano, tendo um peso diferente na pontuação para ouro, prata e bronze.

Os juízes para concursos BA normalmente são convidados por notório saber sobre cervejas. Não há uma prova ou certificação exigida.

Concursos latino-americanos

Ao lado do brasileiríssimo Concurso Brasileiro da Cerveja, o South Beer Cup e a Copa Cervezas de América compõem a tríade das mais importantes competições para cervejarias profissionais latino-americanas. Todos são anuais e seguem o guia da BA.

South Beer Cup e a Copa Cervezas de América

Conhecido como a “Copa Libertadores da cerveja”, o South Beer Cup é um concurso cervejeiro sul-americano. É sediado alternadamente no Brasil e na Argentina. Divulga o regulamento e abre as inscrições no segundo trimestre de cada ano.

Já a Copa Cervezas de América é realizada sempre no Chile.

O julgamento de ambos ocorre da forma padrão e os resultados são divulgados em forma de medalhas de ouro, prata e bronze, sem a necessidade de dar todas as medalhas. Ambos também realizam a premiação das melhores cervejas e cervejarias dos concursos.

World Beer Awards

logo Concurso de Cerveja WBA

O World Beer Awards é um dos maiores concursos de cerveja do mundo, realizado anualmente em diversos países, com etapas regionais classificatórias, e em Londres, na Inglaterra, como etapa mundial. As inscrições das cervejas devem ser feitas nas etapas regionais, onde as amostras serão julgadas por juízes locais e classificadas apenas por nota.

As notas mais altas ganham o prêmio de Country Winner e se classificam para disputar a etapa mundial. Também são premiadas cervejas com ouro, prata e bronze em cada estilo e uma das dez categorias (que são os grupamentos desses estilos por semelhança, como Dark Beer, por exemplo). Não há obrigação de dar todas as medalhas em cada estilo nem o prêmio maior.

Já na etapa mundial, são dados os prêmios de World’s Best de cada estilo e categoria – sem ouro, prata e bronze. Outra peculiaridade desse concurso é que ele tem um guia próprio de estilos, ou seja, não usa nem BA nem BJCP.

World Beer Cup

Maior concurso de cervejas do mundo, o World Beer Cup é realizado desde 1996 pela Brewers Association nos Estados Unidos de dois em dois anos, em paralelo ao Craft Brewers Conference, o encontro anual dos membros da associação. É como se fossem as Olimpíadas da cerveja.

Ele aceita inscrições de cervejarias de todo o mundo dando origem a milhares de amostras para serem julgadas. Ou seja, são centenas de juízes e membros de equipe mobilizados a cada edição.

O julgamento se dá da forma padrão, baseado sempre no guia da BA. Os prêmios são dados como Gold, Silver e Bronze Awards, também sem a necessidade de dar todos eles a cada estilo.

Esse é o concurso em que o Brasil tem menos premiações, totalizando apenas 11 desde a primeira edição. Por isso conseguir uma colocação aqui é tão relevante e importante no contexto nacional.

Quer provar alguma premiada? Acesse o site da Confraria Paulistânia Store e aproveite a promoção de cervejas Paulistânia premiadas no World Beer Awards 2021. Peça a sua e receba no conforto da sua casa!

ME APAIXONEI PELA LARALIMA

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Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere Hoje vamos falar sobre a mais nova aquisição da família Paulistânia, a recém-chegada Laralima. Uma maravilhosa Witbier com adição de extrato natural de laranja Bahia e limão siciliano. Como a Paulistânia faz 

Itália 2 – Comidas de Guerra e cervejas da Paz

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DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 2

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Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja.

Novas sensações, muito colorido, uma viagem para outro mundo, se caracteriza com o estilo Rock Psicodélico e qual estilo de cerveja combina? Que tal Fruit Beer e Lambic?

Pega a cerveja deste estilo e um discão psicodélico e vem começar a ler a história…

Nos anos 50/60 o Rock e o Pop Rock, além do Rockabilly era os grandes detentores de sucessos e surgimentos de inúmeras bandas, aliás, falamos sobre isso na parte 1 deste post aqui, porém, a partir da metade dos anos 60 a coisa ficou diferente…

ROCK DIFERENTÃO

Este estilo que traz características da música da Índia como pedais e raga (nome pelo qual as notas musicais são conhecidas na música clássica indiana), começou a chegar no Rock pelas bandas The Beatles, The Byrds, The Yardbirds, além dos ícones Janis Joplin, Jimi Hendrix e Pink Floyd.

Porém, ainda poucos tinham o conhecimento dessa nova onda, porém, a primeira parte foi em meados de 1967 com o Summer Of Love (Verão do Amor), uma passeata pela paz que foi realizada na primavera do mesmo ano em Nova York que reuniu cerca de 300 mil participantes e contou com participações de romancistas, astros do rock, hippies, professores e até mesmo pessoas simples da classe média para protestar contra a Guerra do Vietnã.

Deste encontro que surgiu a conhecida frase ‘Faça Amor, não Guera’. A oposição da guerra foi um grande impulso para buscar valores e vida alternativa.

O epicentro aconteceu de vez em 1969 com a primeira edição do Woodstock, realizado nos dias 15 a 18 de agosto na fazenda de gado leiteiro de 600 acres de Max Yasgur, próximo à região de White Lake, na cidade de Bethel, no estado de Nova York, nos Estados Unidos.

UMA EXPOSIÇÃO AQUARIANA: 3 DIAS DE PAZ & MÚSICA

Woodstock
Woodstock – o verão do amor de 1969

Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld foram os criadores do festival, Roberts e Rosenman, entraram com o financiamento do evento, além do anúncio nos jornais com o nome Challenge International, Ltd., para buscar investimentos e propostas de negócios para que o festival acontecesse de vez.

O retorno ao grande evento foi imediato e começaram então as vendas dos ingressos que na época custava 18 dólares ou 24 dólares no dia. Cerca de 180 mil ingressos foram vendidos antecipadamente e estimativa de público cerca de 200 mil, mas não foi bem assim. Mais de meio milhão de pessoas apareceram no festival derrubando cercas e tornando um festival gratuito.

Trinta e duas apresentações foram realizadas nos 3 dias de evento e teve bandas/artistas como Richie Havens, Ravi Shankar, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Joe Cocker e sua icônica versão do The Bealtes em ‘With A Little Help From My Friends”, The Band e Jimi Hendrix que encerrou o festival.

TÁ, MAS E O ROCK PSICODÉLICO NO BRASIL?

Em terras tupiniquim, essa onda delicinha chegou através das bandas Os Mutantes, Ronnie Von, Novos Baianos, O Terço, Raul Seixas, Alceu Valença e A Bolha.

Ronnie Von em si, é considerado o precursor deste estilo no Brasil, onde lançou uma trilogia psicodélica que é considerado até hoje, uma das grandes obras do Rock no Brasil, são eles:

  • Ronnie Von (1968)
  • A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969)
  • Máquina Voadora (1970)

Estes três discos foi lançado em edição especial pela Polydor mas antes desta relançamento, era achado no mercado alternativo pela bagatela de 1000 reais.

Ronnie Von contou em seu livro ‘Ronnie Von: O Príncipe que Podia Ser Rei’ (2014), que durante a ditatura, uma de suas músicas, ‘Anarquia’ era uma canção de protesto, porém foi aprovada sem a ditadura saber.

ROCK feat. CERVEJA

Bora então harmonizar as bandas com as cervejas que separamos?

The Beatles & Oude Shaarbeekse Kriek Boon

A grupo de teve sua fase psicodélica nos discos ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’, ‘Magical Mystery Tour’ e ‘Yellow Submarine’, conversa muito bem com a Kriek Boon Edição Limitada 2019 da Oude Shaarbeekse, uma cerveja do estilo Fruit Lambic com destaque da cereja, bem complexa e agradável, assim como é a banda.

Os garotos de Liverpool com a cerveja Oude Shaarbeekse Kriek Boon
Os garotos de Liverpool com a cerveja Oude Shaarbeekse Kriek Boon

Raul Seixas & Faron Boon

O ‘Maluco Beleza’ que completou em agosto, 32 anos de sua morte, trouxe uma Sociedade Alternativa, onde ‘Faz o que tu queres, ha de ser tudo da lei’ traz o ‘faro’ de liberdade, então, por falar em ‘faro’, temos a Faro Boon! A cerveja do estilo Lambic, de fermentação espontânea produzida a partir do blend de Bière de Mars e de old Lambics, tema aroma frutado, que remete a maçã verde, pera e canela e muito refrescante.

Eterno Maluco Beleza, Raul Seixas com a cerveja Faro Boon
Eterno Maluco Beleza, Raul Seixas com a cerveja Faro Boon

Pink Floyd & Framboise Boon

Quando pensamos em bandas psicodélicas, Pink Floyd sempre vem em nossa cabeça, ou seja, uma das tradicionais do estilo, e quando falamos de tradição, trouxemos a Framboise Boon, uma Fruit Lambic fabricada com o estilo tradicional de fermentação espontânea. Feita com 25% framboesa frescas e 5% cerejas selvagens.

Rock psicodélico desde 1965 com a cerveja Framboise boon
Rock psicodélico desde 1965 com a cerveja Framboise boon

Ronnie Von & Kriek Belgique

Ronnie Von trouxe a leveza, colorido e o seu toque brasileiro ao rock psicodélico e deixou sua marca no Rock nacional, ou seja, quando falamos de doce e leve, pensamos na Fruit Beer Kriek Belgique. De baixo teor alcoólico (3%), o sabor remete a cereja, frutas vermelhas e porque não, da infância.

Estas cervejas estão disponíveis na Confraria Paulistânia Store, além dos rótulos da marca, cervejas importadas da Bier Wein, souvenirs e outras cositas que vale conferir, bora acessar?

Cheers!