Posts Recentes

NOSSOS AMIGOS – OS GARÇONS

NOSSOS AMIGOS – OS GARÇONS

Por André “Carioca” Souza, sagitariano, louco por números e cerveja, mestre em estilos e especialista em harmonização e técnico cervejeiro, desde 2008 desvendando e ensinando a arte de degustar o líquido sagrado, a cerveja, claro! Responsável pela divulgação de conteúdo do @embxdrs.da.cerva. Confira: DIA MUNDIAL 

ERDINGER HÜTT’N

ERDINGER HÜTT’N

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala cambada de cervejeiros, como vocês estão? Por aqui, buscando correr deste frio monstro em diversas partes deste nosso Brasilzão e acompanhando, sempre que possível, 

INVERNO + FONDUE = CERVEJA

INVERNO + FONDUE = CERVEJA

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere

Existem cervejas de inverno?


Bem, vou responder essa maravilhosa pergunta com outra: existe amor de verão?
Pois é, claro que não há época para o amor, porém não há como negar que o cenário de verão fica perfeito para uma linda história de romance, não é verdade?

Desta mesma maneira, nada impede que tenhamos vontade de pedir uma cerveja mais alcoólica e encorpada no calor de 30 graus celsius, mas o friozinho, sem dúvida alguma coisa faz com que essa vontade aconteça com mais frequência. Uma cerveja que cria uma sensação deliciosa de aquecimento alcoólico é uma excelente pedida para aplacar as baixas temperaturas, causando um conforto imediato. Mas não é uma regra, afinal podemos harmonizar cervejas de baixo ABV, por exemplo, com pratos quentes que nos trarão a mesma sensação de conforto.

Hoje, vou mostrar para vocês como isso é possível fazendo harmonizações com uma receita típica de inverno, a espetacular fondue.

VOCÊ SABE COMO SURGIU A FONDUE?

A fondue (palavra feminina), originou-se na Suíça francesa; daí seu nome, pois fondue (particípio passado de fondre) em francês significa fundido, derretido – ou seja, queijo fundido, no qual se mergulha o pão. 

A história da descoberta da fondue vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em consequência de uma inesperada superprodução de queijos. Curiosamente, como inúmeras outras glórias da gastronomia, uma iguaria que nasceu da necessidade.

Antiga Confederação Helvética
Mapa Antiga Confederação Helvética

Os helvéticos, então, já eram exímios produtores de laticínios excelentes – que inclusive exportavam às nações vizinhas.  Porém uma nevasca terrível isolou completamente um determinado ponto da Suíça, ao redor de Neuchatel.  Surpreendidos com um estoque superlativo que não podiam vender, os produtores do local tiveram uma ideia: Derreteriam o excesso, à espera de uma nova temporada e, para melhor conservarem a massa, no seu recozimento acrescentariam alguma espécie de álcool, vinho ou aguardente, no caso kirsch, o delicioso destilado de cerejas daquelas regiões. Depois de ré endurecida pelo frio, a massa não mais correria o risco de estragar.

Para reutilizá-la, bastaria submetê-la, novamente, ao processo de fusão. No teste inaugural do conceito, os produtores utilizaram um gigantesco caldeirão. Obviamente, experimentaram diversas vezes a textura e o sabor da massa enriquecida pelo kirsch. Um cidadão mais engenhoso, então, espetou um naco de pão na ponta de uma haste qualquer, que mergulhou no caldeirão. Voilà! Aleluia!

A iguaria ganhou fama mundial a partir da década de 1950, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova York, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.  Apesar de ter surgido de forma rústica, a fondue se tornou uma comida refinada. Isso porque os ingredientes utilizados possuem um preço um pouco elevado, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyère.

Restaurante Chalet Suísse em Nova York
Restaurante Chalet Suísse em Nova York – 45 West 52nd St

Então prepara sua panelinha de fondue e vem mergulhar comigo nessas delícias de inverno!

E QUE SE INICIEM OS TRABALHOS!

Como vocês já sabem, sou fã de enaltecer o comercio local, na inteligência de manter a economia de bairro e, aqui onde moro, Vila Romana – São Paulo, tenho um mercado do coração, o Superville. Localizado na rua Coriolano, nº 1071, esse é um supermercado que você TEM que conhecer. Além de ter itens incríveis e preços excelentes, você irá se deparar com uma equipe super bem-humorada, que te dará um tratamento atencioso e prestativo.
Então fui ao Ville e comprei todos os itens para preparar fondues de queijo e chocolate.

imagem texto

Para a fondue de queijo, escolhi a marca Campo Lindo que tem um sabor suave e marcante. Na padaria sensacional do Superville, peguei 02 baguetes de fermentação natural, multigrãos e alecrim. Peguei, também, tirinhas de filé mignon.

A fondue de chocolate meio amargo, foi muito bem representada pela Cruzília e para mergulhar escolhi as seguintes frutas: tangerina, morango, kiwi, carambola e uva.

A harmonização precisava ter cervejas que fizessem esses pratos ainda mais especiais e, eu não vacilei, entrei na Confraria Paulistânia Store e comecei a explorar as possibilidades. Fiquei um tempo indecisa, afinal só tem cerveja incrível nesse portal, mas depois de algumas babadas, consegui selecionar 03 cervejas que fizeram tudo brilhar.

Fondue de queijo com baguete e Konig Ludwig Weissbier Hell

Konig Ludwig

Sua Alteza Real o Príncipe Luitpold da Baviera reconhece oficialmente a alta qualidade desta cerveja e os insumos selecionados do sul da Alemanha.
De coloração dourada, é uma cerveja naturalmente turva, que mantém a tradicional refermentação na garrafa. Saborosa e condimentada, traz notas de cravo, banana, fermento e um toque de maçã. É encorpada e de final seco. Tem 5,5% de ABV e 15 IBU.

König Ludwig Weissbier Hell foi eleita a melhor cerveja de trigo do mundo (medalha de ouro) no WBA – World Beer Award 2008. König Ludwig é uma linha de cervejas produzidas a partir de receitas da realeza Bávara. A família real Wittelsbach, que governou a Baviera de 1180 à I Guerra Mundial, tem sua história profundamente ligada às cervejas. Em 1260 o Duque Lothar fundou a primeira cervejaria de Wittelsbach. Em 1516 o Duque Wilhelm IV (Guilherme IV), também membro da família, instituiu a afamada Lei de Pureza (Reinheitsgebot). Em 1976 o príncipe Luitpold da Baviera assumiu a cervejaria em Kaltenberg e é ele quem cuida pessoalmente, até hoje, do controle de qualidade e excelência das cervejas König Ludwig. Os rótulos são estampados com o brasão de Wittelsbach. (saiba mais: KÖNIG LUDWIG – UM CONTO DE FADAS CERVEJEIRO)

Modo de preparo:

Com uma tesoura, corte o plástico que contém a massa de queijo e coloque a massa em uma panela. Atenção, não coloque direto na panela de fondue.
Rale 01 dente de alho grande adicione à massa de queijos.

Ligue em fogo baixo e mexa com uma colher de pau ou silicone. Adicione vinho branco aos poucos, até a massa ficar cremosa e brilhante. Transfira para a panela de fondue, com o rechaud aceso. Dica, sempre que ficar espesso, coloque um pouco mais de vinho branco e mexa.
Corte o pão em cubinhos e sirva.

Fondue de queijo com filé mignon e Erdinger Pikantus

Erdinger Pikantus

É uma especialidade bávara para amantes de cervejas fortes. Com 7,3% de teor alcoólico e apenas 10 IBU, esta cerveja escura estilo weizenbock adquire sabor complexo na utilização de selecionados maltes tostados de trigo e cevada e no longo período de maturação. De fermentação híbrida: 1ª. fermentação com levedura tipo Ale (alta fermentação) e a 2ª. fermentação que ocorre dentro da garrafa é com levedura Lager (baixa fermentação), essa cerveja vai aquecer seu coração!

Leia também: MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO / CERVEJAS HÍBRIDAS: UMA CERVEJA TÃO TRADICIONAL, QUANTO DELICIOSA

O preparo é o mesmo do anterior.

Modo de preparo das tirinhas de filé mignon:

Tempere as tirinhas de filé com um pouco de sal e pimenta do reino. Não carregue no sal, pois isso irá atrapalhar a percepção do queijo da fondue.
Em uma frigideira, coloque um fio de azeite e aqueça. Adicione as tirinhas e grelhe ao ponto.
Sirva as tirinhas ainda quente para mergulharem na fondue.

imagem texto

Fondue de chocolate meio amargo com frutas e La Trappe Bock

La Trappe Bock

A única Bock Ale Trapista do planeta! Produzida apenas uma vez ao ano no Monastério Trapista de Koningshoeven (Tilburg – Holanda), é uma cerveja de alta fermentação, refermentada na garrafa e feita a partir de maltes tostados. De cor marrom-escura com nuances avermelhadas, possui boa presença de lúpulo, com toques de malte, final doce-amargo e envolvente aroma de chocolate meio amargo. Com 7,0% de ABV e 38 IBU, não há como descrever a delícia que se encontra engarrafada nessa La Trappe sazonal. (saiba mais: A CERVEJA DOS MONGES)

Modo de preparo da fondue de chocolate meio amargo:

Neste caso, segui à risca o que a embalagem indicava. Coloquei o conteúdo diretamente na panela de fondue e acendi o rechaud. Mexi com uma colher de pau por 03 minutos até ver o chocolate ficar brilhante e quente.
Corte as frutinhas com carinho, buscando cortes que ressaltem as cores de cada fruta. No caso de frutas com cascas, descasque delicadamente para manter a integridade da poupa.

La Trappe Bock

Eu sei, você pirou né? Tá querendo fazer já essas maravilhas, correto?


Não perca tempo, entre agora no site Confraria Paulistânia Store e escolha quais cervejas você irá escolher para harmonizar com sua fondue preferida. Ah, uma dica, se ainda não tem a panelinha de fondue, bote no grupo: “- Alguém pode me emprestar uma panelinha de fondue?” – costuma dar super certo!

CERVEJA EM TERRAS BRASILEIRAS

CERVEJA EM TERRAS BRASILEIRAS

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala cambada de cervejeiros, como estão? Por aqui, feliz da vida de ter tomado a 1ª dose da vacina contra o Covid-19, e já ansioso 

CONFRARIA ONLINE

CONFRARIA ONLINE

UM GUIA PARA SUA CONFRARIA ONLINE Em tempos de pandemia uma boa fonte de diversão segura é reunir amigos cervejeiros em uma Confraria online. Saiba aqui como você pode fazer a sua de uma maneira muito simples. Por Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado 

ICH WILL EINEN ERDINGER!

ICH WILL EINEN ERDINGER!

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

Olá para todos! Eu não falo alemão, mas esse título, que pesquisei no Google translator, significa “Eu quero uma Erdinger!”. Explico o porquê. Hoje vou falar para vocês de um ícone do mercado mundial de cervejas: a Erdinger.

Confesso logo de cara que esta cerveja faz parte da minha história. Eu era um jovem no final dos anos 1990 que bebia cervejas de alto consumo quando comecei a namorar uma moça que tinha uns amigos, digamos, sofisticados.

Certa vez, fomos a um restaurante chique e o garçom me sugeriu uma cerveja alemã… Eu aceitei e ele veio à mesa com uma taça de cristal comprida, que eu nunca tinha visto. Ele me mostrou o rótulo, tal como se faz com um vinho, e serviu a cerveja. Fiquei perplexo porque ele balançou a garrafa para misturar os sedimentos e servir a parte final da bebida.

BRIOCHE LÍQUIDO!

Nem precisa dizer que, depois desse ritual, eu pirei ainda mais com o sabor da cerveja. Uma coisa que se aproximava para um leigo de um “brioche líquido”, incrivelmente leve, saborosa, refrescante e com gosto de quero mais.

Naquela época, produtos importados não eram baratos e difíceis de se encontrar em qualquer mercado. A Erdinger, em particular, era cara para um jovem de classe média como eu. Comparável a uma garrafa de um vinho.

Passaram-se semanas e aquela cerveja não saía da minha cabeça. O que era aquilo! Nas gôndolas de um supermercado, a encontrei novamente e pude voltar a sorrir. Resultado: nunca mais me esqueci dela e do efeito que ela causou em mim.

A partir daquele momento, virei um apaixonado por cervejas especiais. Jamais enxerguei cerveja da mesma forma. Entrei em uma jornada sem retorno. Se hoje sou um modesto apreciador desse líquido bem feito, devo à Erdinger ter sido a protagonista do meu rito de passagem.

A HISTÓRIA DA ERDINGER

A Erdinger foi fundada em 1886 por Johann Kienle que fez o favor de fazer a primeira Weissbier na pequena cidade de Erding, sul da Alemanha, perto de Munique.

Pouco depois, em 1890, a cervejaria foi vendida para a família Stadlmaier que, após a primeira guerra mundial, a revendeu em 1930 para o então diretor da empresa, Franz Brombach.

É aquela história do cara que compra a cervejaria do patrão, vem a segunda guerra mundial, a Alemanha fica em frangalhos, mas ele acredita no negócio.

Em 1949, quase vinte anos depois, ele deu à cervejaria o nome de Erdinger Weissbräu e foi à luta.

A Erdinger Weissbier se consolidou então como seu carro-chefe.

Trata-se de uma cerveja de trigo premium leve, de alta fermentação, não pasteurizada, produzida de acordo com a Lei de Pureza Alemã, de 1516, a Reinheitsgebot.

Ou seja, ela é feita com mais de 50% de malte de trigo e o restante com malte de cevada, lúpulo selecionado e água dos poços da própria Erdinger.

Conheça mais sobre a Maturação Nobre Bávara – “Bayerische Edelreifung”- técnica de produção que traz para vocês cervejas únicas e experiânicais inesquecíveis! MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO

Não contém aditivos químicos, corantes, conservantes ou cereais não maltados, como o milho e o arroz.

Utiliza leveduras próprias em duas fermentações distintas, sendo a primeira alta (nos tanques) e a segunda, baixa, refermentada na garrafa.

BAYERISCHE EDELREIFUNG

Além disso, são necessárias de três a quatro semanas para maturação, algo que poucas cervejarias de alta produção se dão ao luxo.

Este processo confere à cerveja uma cor dourada, meio turva, e sua espuma parece um creme de tão branca, densa e persistente.

Seu aroma revela o óbvio trigo, mas também aveia, levedura e um leve toque de banana. O sabor é bem equilibrado, combinando a sensação de “brioche líquido” (lembra?) com um toque especial de malte levemente adocicado.

Outra diferença fundamental está na filtragem. O fermento permanece na garrafa, o que justifica aquele ritual de se dar uma leve rodadinha para servir o final da garrafa (lembra?). Resumindo: uma cerveja única, gostosa, extremamente equilibrada e de excelente “drinkability”.

A Erdinger Weissbier harmoniza perfeitamente com a tradicional culinária alemã, o que faz dela uma presença constante nas mesas do país e nas das simpáticas a esta linha gastronômica no exterior. Particularmente, adoro uma linguicinha ou uma tábua de frios com ela. Simples e sem frescura. É perfeito!

UM ESPLENDOR DE CERVEJA!

Mas, voltando à história, o Franz foi um visionário e entusiasta do próprio produto. Tanto que fez coisas como uma campanha publicitária para marca, em 1971, focada nos seus “elevados padrões de qualidade” para produzir uma joia com a “especialidade tradicional da Baviera”.

Werner Brombach, atual CEO Erdinger.

O jingle da campanha da marca nessa época, “Des Erdinger Weissbier, des is hoid a Pracht.” (Erdinger Weissbier é um próprio esplendor) tornou-se um clássico da publicidade alemã.

Em 1975, com a morte de Franz, seu filho, Werner Brombach, assume o controle da cervejaria.

A nossa sorte foi que, além de ser mestre-cervejeiro, Werner era formado em marketing, o que deu à marca uma nova perspectiva.

Ele foi o responsável pela ascensão da empresa como negócio e introduziu modernos conceitos marketeiros. Foi dele, por exemplo, a ideia de associar a marca à Bavária e, ao mesmo tempo, tornar as cervejas de trigo populares nos outros estados alemães.

Dois anos depois, ganhou mercado e fortaleceu sua imagem a ponto de a produção atingir cerca de 225.000 hl. A Erdinger virou líder de mercado e começou a exportar para outros países europeus, como Áustria e Itália, e para novos mercados, como Rússia e China.

Em 1983, Werner construiu uma nova cervejaria, com modernos equipamentos e laboratórios, para atender à crescente demanda com capacidade de produção de 82 mil garrafas por hora.

Pensa: isso foi em 1983! Pode parecer pouco impactante hoje, mas, no início da década de 90, a Erdinger atingiu a marca histórica de 1 milhão de hectolitros produzidos, fazendo com que a cervejaria se tornasse a maior no segmento de cervejas de trigo mundial. E passou também a ser exportada para diversos países, em todos os continentes, uma ousadia para uma marca de cerveja.

A CERVEJA DE TRIGO MAIS 💛DO MUNDO!

Outra ideia de sucesso de Werner foi criar o “Fã clube Erdinger”, em 1995. Não eram tempos de clubes de assinatura e mídias sociais. Só que, em dez anos, a marca conseguiu reunir cerca de 60 mil apaixonados em mais de 45 países.

A ERDINGER HOJE

A Erdinger também fez um grande bem para sua comunidade local.

A Baviera se tornou uma grande produtora de cervejas de trigo, concentrando quase 90% do mercado mundial deste estilo e produzindo em torno de 1.000 tipos diferentes de cervejas. O consumo também é elevado: chega a 30% do mercado local.

A marca se tornou sinônimo de cervejas do estilo Weissbiers não apenas na Alemanha, mas também em todo o mundo. Não é raro usarem a Erdinger como referência para a fabricação de cervejas fiéis ao estilo.

Atualmente, ela é a cerveja de trigo mais consumida do mundo, comercializada em mais de 80 países. Aproximadamente 15% da produção anual de 1.71 milhões de hectolitros é exportada. No Brasil, a Erdinger chegou oficialmente em 2000, mais ou menos na época que nos encontramos naquele restaurante chique…

UM VERDADEIRO BÁVARO NÃO SE VENDE.

Outra coisa interessante é que a marca nunca abriu fábricas em outros países nem concedeu licenças de produção. Toda garrafa de Erdinger consumida no mundo, não importa se na China ou no Brasil, é produzida na Alemanha, mais precisamente na Baviera.

A engarrafadora chega a envasar até 165 mil garrafas por hora! A empresa se orgulha disso e faz questão de destacar suas raízes no slogan “In Bayern daheim, in der Welt zu Hause” (Em casa na Baviera, em casa no mundo).

Gosta de se apresentar como a cerveja “genuinamente bávara”. Muitos veem nisso também uma alfinetada nas concorrentes Paulaner (comprada pela Heineken) e Franziskaner (comprada pela Inbev). “Um verdadeiro bávaro não se vende“, diz um comercial recente da marca, feito exatamente para desmentir supostas negociações com grandes conglomerados mundiais e, claro, alfinetar novamente as concorrentes nas entrelinhas.

O presidente e dono da Erdinger ainda é Werner Brombach, que nega sistematicamente que a empresa esteja sendo vendida. Isto porque restam poucas cervejarias alemãs que não tenham sido encampadas pelas grandes marcas.

Linha de produção Erdinger – CLIQUE AQUI

GOLAÇOS!!!⚽🏆🍺

A ligação da Erdinger com a Baviera é tão forte que a marca fechou uma parceria, em 1997, com outro símbolo da região: o Bayern de Munique.

E como lá na Alemanha cerveja é culturalmente aceita, não foi raro ver os jogadores desse time de futebol aparecerem em anúncios e em eventos segurando copos de Erdinger… cheios! E os caras bebiam! Golaço!

O marketing deu tão certo que a concorrente Paulaner, cobriu a oferta em 2003 e se tornou a patrocinadora oficial do clube, com contrato renovado até 2026!

Mas isso não foi considerado uma derrota nos campos do marketing. Teve revanche. Em 2019, na festa de 80 anos de Werner Brombach, foi anunciado que o treinador Jürgen Klopp é o novo embaixador da cervejaria.

Klopp treinou o Borussia Dortmund entre 2008 e 2015, quando levou o clube alemão a uma final de Liga dos Campeões. Atualmente, ele comanda o Liverpool na Premier League da Inglaterra.

Mas é ele quem aparece em uma recente propaganda de 2020 da marca falando: “Never skim an Erdinger” (Nunca corte o colarinho de uma Erdinger) e também assina uma edição especial Erdinger Champions Edition Jürgen Klopp Weissbier, em lata vermelha (a cor do Liverpool) de 500ml, comemorativa à Champions League.

Essa estratégia de marketing foi avassaladora. O comercial viralizou nas redes sociais e a Erdinger experimentou uma explosão de vendas no Reino Unido nunca vista antes na história. “Never skim an Erdinger” já praticamente virou um bordão.

‘Never skim an Erdinger’ | Jürgen Klopp | Erdinger Weißbräu Commercial 2020 – CLIQUE AQUI

Copos, bonés e demais itens promocionais com a assinatura do treinador viraram febre na Europa inteira. A demanda foi tamanha que a marca resolveu aproveitar e criar para a Alemanha uma promoção de um boné Jürgen Klopp grátis para cada caixa de Erdinger vendida com direito a participar do sorteio de uma viagem para um jogo do Liverpool.

Foi uma loucura que mobilizou um enorme número de fãs do futebol, independente de clube, com sold out em todos os pontos de venda. Este golaço foi no ângulo!

Para se ter uma ideia do impacto comercial dessas ações nas vendas, a Erdinger figura nos rankings de desempenho de mercado em oitavo lugar entre as marcas mais consumidas do disputadíssimo mercado alemão.

Porém, no mundo, onde a disputa é maior ainda, a Erdinger é a marca de cerveja de trigo mais vendida. Goleada!

ERDINGER NO BRASIL

Como pontuei antes, desde a virada dos anos 2000, a Erdinger é importada para o Brasil com exclusividade pela Bier & Wein. Nem precisa dizer o quanto isso nos alegra.

A empresa traz não só as garrafas e latas, mas também barris para oferecer essas maravilhas bávaras até em chope para os sedentos tupiniquins.

A linha de cervejas da marca é composta por 10 rótulos, alguns deles sazonais. Confira aqui os principais trazidos pela Bier & Wein:

Weiss

Weissbier

É a clássica, o principal produto do portfólio.

Ela é uma cerveja de trigo leve, muito aromática e refrescante. Desce fácil!

Harmoniza com peixes e frutos do mar, saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados.

Dunkel

Teor alcoólico: 5,3%.

Dunkel

Uma cerveja escura, graças ao malte levemente tostado, de corpo médio e sabor ligeiramente amargo e picante.

Muito saborosa, ela harmoniza com embutidos, hambúrguer e pratos apimentados.

Teor alcoólico: 5,3%.

Pikantus

Pikantus

Cerveja escura tipo Bock (eu adoro!), que adquire seu sabor forte e corpo médio/alto por conta dos maltes tostados de trigo e cevada e pelo longo período de maturação.

Mesmo com um elevado índice de álcool, ela mantém seu sabor único, com excelente drinkability.

É perfeita para acompanhar entradas e refeições neste inverno.

Teor alcoólico: 7,3%

Urweisse

Urweisse

É uma cerveja que utiliza a receita original da fundação da Erdinger (1886), ou seja, é uma Weissbier alemã de raiz, porém sem a refermentação na garrafa.

Ela mantém aquele aroma e paladar característicos, com notas frutadas e um toque de cravo e banana e vai muito bem com saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados, mas também pode acompanhar sushis, peixes e frutos do mar.

Teor alcoólico: 4,9%

Kristall

Kristall

Uma cerveja de trigo, porém mais dourada e cristalina como uma Pilsen (devido a uma fina filtragem).

Tem um sabor intenso de pão/biscoito, com sutis notas de banana, cítricas e de especiarias.

Uma cerveja boa para o dia-a-dia e que pode acompanhar muito bem pratos mais suaves, como sushis, saladas, grelhados e frutos do mar.

Teor alcoólico: 5,3%

Alkoholfrei

Alkoholfrei

É a primeira cerveja não alcoólica isotônica para atletas e para os que buscam uma vida saudável.

Totalmente natural e livre de aditivos químicos, gordura ou colesterol, mantém o sabor original da cerveja de trigo e tem apenas 25 calorias por 100ml.

Contém todas as vitaminas do Complexo B, além de minerais como potássio, fósforo, etc.

Oktoberfest

Oktoberfest

Cerveja especialmente produzida para as comemorações da tradicional Oktoberfest, em Munique.

Tem sabor frutado e intenso, com aroma de especiarias e coloração dourada escura e turva.

É uma cerveja de alta fermentação, produzida com malte de trigo e cevada e refermentada na própria garrafa.

Teor alcoólico: 5.7%

Schneeweisse

Schneeweisse

É uma cerveja de trigo sazonal, desenvolvida especialmente para as comemorações de final de ano, mas que acabou conquistando um bom espaço no portfólio.

Uma cerveja alaranjada, de longa maturação, com aroma cítrico e paladar condimentado.

Harmoniza bem com frutos do mar, hambúrguer, petiscos e saladas.

Teor alcoólico: 5,6%.

DICA FINAL

Para garantir que a sua Erdinger seja servida da maneira correta (lembra daquele garçom?), aqui vão as dicas para você acertar no copo:

1 – Coloque sua garrafa em pé no freezer da geladeira até que ela atinja uns 8°C. Se não tem um termômetro, vai na base dos 7 minutos mais ou menos. A posição vertical é fundamental para que o trigo assente no fundo e o gás não escape na hora da abertura.

2 – Tente usar o copo weiss apropriado, aquela “tulipona” de 500 ml. Isto porque a cerveja precisa ser colocada inteira no copo.

3 – Limpe bem o copo com água fresca, pouco detergente e use o lado amarelo macio da bucha para não riscar. Enxágue bem mesmo para não deixar nenhum resíduo.

4 – Eu gosto de usar um truque que é colocar água e três pedrinhas de gelo e deixar o copo absorver o frio por pelo menos 30 segundos.

5 – Descarte a água gelada e, com o copo inclinado, sirva lentamente a cerveja, deixando dois dedos do líquido ainda na garrafa.

6 – Agite a garrafa com movimentos circulares para misturar a levedura depositada no fundo.

7 – Sirva o restante, formando uma coroa de espuma. A levedura ficará uniformemente dissolvida na cerveja, dando sua típica aparência turva e completando o ritual para você apreciar a sua Erdinger com se deve.

Aproveite também que está no site da Confraria Paulistânia Store para dar uma navegada pela loja e escolher quais Erdinger encomendar. Vale também incluir outros rótulos da Bier & Wein porque sempre tem promoções irresistíveis de cervejas importadas e do portfólio da Paulistânia.

Espero que tenha gostado e… boas cervejas!

Nota da editora: eu amo esta cerveja!

CERVEJA ALEMÃ: UMA TRADIÇÃO!

CERVEJA ALEMÃ: UMA TRADIÇÃO!

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala cambada de cervejeiros, tudo bem por aí? Turma, por aqui ainda nos cuidando bastante e na expectativa da chegada da vacina para o quanto 

UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 7 LARGO DO CAFÉ

UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 7 LARGO DO CAFÉ

Leonardo Millen é jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o 

MISTA, JÁ OUVIU FALAR DESTAS CERVEJAS?

MISTA, JÁ OUVIU FALAR DESTAS CERVEJAS?

Por Aline Araujo, Sommelière de Cervejas, professora e empresária com formação em administração de empresas e especialização em marketing. Mais de 10 anos de experiência no mercado de bebidas.

Vocês já leram, aqui mesmo nesse blog, sobre os três tipos principais de fermentação, certo? Estamos falando da fermentação em alta (Ale), em baixa (Lager) e fermentação espontânea (Lambic), hoje vamos desmistificar um pouco outros dois tipos de fermentação, a Híbrida e a Mista.

Saiba mais em FAMÍLIAS CERVEJEIRAS

O próprio guia de estilos da Brewers Association tem toda uma categoria de cervejas destinada as cervejas Híbridas, em que mostos produzidos com levedura Lager, podem fermentar em temperaturas tipicamente associadas a cervejas Ale.

FALANDO UM POUCO DAS HÍBRIDAS

A fermentação Híbrida pode ocorrer também quando duas ou mais cepas de leveduras e/ou processos de fermentação Ale e Lager são utilizados na mesma cerveja, trata-se de uma fermentação alcoólica, com variação de cepas de levedura Ale e Lager no mesmo mosto.

Como exemplo de cerveja feita a partir da fermentação Híbrida, temos o estilo típico da região da Califórnia, resgatado e eternizado pelo rótulo Anchor Steam nos anos 70 que é o Califórnia Common.

O estilo deriva das American West Coast, que se tornaram populares durante a Febre do Ouro ou Corrida do Ouro dos Estados Unidos, um período marcado por uma substancial migração de trabalhadores para as áreas mais rústicas dos Estados Unidos, que estavam se tornando famosas devido sua riqueza mineral. Costuma-se referir em especial ao que ocorreu na Califórnia a partir do dia 24 de janeiro de 1849.

Na época, eram utilizados grandes fermentadores abertos, similar a uma piscina rasa, para compensar a ausência de sistemas de refrigeração e para aproveitar a temperatura ambiente mais fria da Baía de São Francisco. Fermentada com uma levedura Lager, selecionada para fermentar uma cerveja relativamente limpa em temperaturas mais altas, de Ale.

Outro exemplo de cerveja Híbrida são as cervejas de trigo da cervejaria Erdinger, que são feitas como uma Ale tradicional, mas recebem uma dose de levedura Lager na maturação. Você pode reler o assunto CERVEJAS HÍBRIDAS: UMA CERVEJA TÃO TRADICIONAL, QUANTO DELICIOSA.

O ASSUNTO HOJE SÃO AS MISTAS

Hoje, vamos nos dedicar a detalhar mais sobre as cervejas de fermentação Mista.                        

Quadro na Rodenbach que explica os processo de fermentação, inclusive o de fermentação mista
Foto da parede da fábrica da Rodenbach que explica os tipos de fermentação. Acervo pessoal Aline Araújo

Fermentação Mista consiste em cervejas que, além de ter um hibrido de leveduras, também vai ter a sua fermentação acontecendo por uma centena de microrganismos diferentes, como bactérias e leveduras de cepa selvagem tais como Brettanomyces, Lactobacillus, Pediococcus entre outros. Microrganismos que por sua vez, poderão produzir tanto a fermentação alcoólica, quanto láctica e acética, por exemplo.

Esse processo geralmente está relacionado à uso de barricas de madeira, uma vez que a porosidade desse recipiente, permite a micro oxigenação do líquido do barril e essa troca gasosa desencadeará uma série de reações complexas, resultando em cervejas de perfil distinto, complexo e único.

Essa cultura de microrganismos heterogêneo, tem potencial contaminante na maioria das cervejarias padronizadas e estéreis, frutos da Revolução Industrial. Mas a produção de cervejas de fermentação Mista não, toda essa microbiota é condição sine qua non para a produção de cervejas Sour de todo o tipo, tais como a Gose, Berliner Weisse, Flanders Ale e até mesmo a contemporânea Catharina Sour.

A CONTAMINAÇÃO DO BEM

Rodenbach, especialista em cervejas de fermentação mista

No caso da afamada marca belga Rodenbach, a fermentação Mista se dá basicamente por termos uma cerveja sendo produzida como uma Ale padrão, de cor castanha, que segue para ser armazenada em barricas de carvalho, onde ela poderá ser “contaminada” por várias cepas de bactérias, que irão acidificar a cerveja.

Depois de um período, essa cerveja ácida antiga poderá ser blendada ou seja, misturada com uma versão mais jovem, tendo como resultado cervejas com diferentes complexidades. A versão que tiver a maior proporção de cerveja “velha” ganhará notas mais sofisticadas e complexas, como tâmaras, vinho do porto, Jerez e vinagre balsâmico, ao passo que a versão com um maior percentual de cerveja jovem, terá lindas notas carameladas, de toffee e passas oriunda dos maltes escuros.

UM BARRIL PARA CHAMAR DE MEU

Uma curiosidade acerca da cervejaria Rodenbach é que, a qualidade da barrica e dos tonéis de madeira que a sua cerveja irá estagiar é de tamanha importância, que ela é uma das poucas no mundo que essa que vos escreve teve a oportunidade de visitar, que tem uma tanoaria/tonelaria própria, ou seja uma fábrica de tonéis de madeira.

Barril para o processo de fermentação mista da cerveja
Foto: um barril sendo construído na tonelaria própria da Rodenbach. Acervo pessoal Aline

Podemos dizer que essas cervejas remontam a um período ancestral e também que elas são sobreviventes do tempo, atravessando os séculos.

Um fato é que, muito antes dos estudos científicos de Louis Pasteur, do advento da refrigeração com controle da temperatura e até mesmo das descobertas microbiológicas modernas, possivelmente todas as cervejas tinham o paladar ácido em algum grau.

Todas as cervejas de uma era “pré-pasteurização” passavam por uma fermentação Mista, já que culturas puras de levedura, tais quais as disponíveis hoje a partir de isolamentos em modernos laboratórios, não estavam disponíveis. As cervejas possivelmente eram fermentadas a partir de uma série de microrganismos variados, disponíveis na microbiota daquela determinada região.

Uma marca que respira esse processo até os dias de hoje é a cervejaria Rodenbach, localizada na região de Flandres na Bélgica. Você pode ler mais sobre ela aqui RODENBACH – A CERVEJA FORA DA “CASINHA”

ATÉ A RECEITA É MISTA

Falando em fermentação Mista, eu também adoro fazer harmonizações mistas e você? Brincando com o tema e com o termo, eu amo fazer combinações agridoces, que misturam sabores doces e salgados com acidez.

Aqui vai uma receita passo a passo, onde você pode tanto harmonizar com a Rodenbach Classic, quanto utilizá-la como parte da receita:

Foto: salada de figo com aceto balsâmico. Revista Menu

Salada Mista Balsâmica

Ingredientes para a salada:

. 80 g de mix de folhas (eu gosto das verde escuras nessa receita como rúcula e agrião) . 1 figo cortado em 4 pedaços . 20 g de nozes ou castanhas . Queijo feta ou algum queijo macio de cabra ou ainda ricota defumada

Ingredientes para o molho balsâmico:

. 300 ml de mel . 150 ml de molho de mostarda . 100 ml de aceto balsâmico . 100 ml de cerveja Rodenbach Classic . 150 ml de azeite

Como preparar:

Coloque o mix de folhas e em seguida coloque o figo ao redor das folhas. Pique grosseiramente as nozes e coloque-as sobre as folhas. Dê uma amassada com o garfo no queijo para que fiquem em pedaços que caibam em uma garfada e salpique por cima de tudo.

Em seguida regue com o molho balsâmico e bom apetite! Harmonize com o que sobrou na garrafa da sua Rodenbach Classic! 😉

Rendimento: 1 porção

Para comprar a cerveja acima, já sabe, acesse agora o site da Confraria Paulistânia Store e aproveita que o rótulo está com uma promoção imperdível. Com ótimo potencial de guarda devido sua acidez e coloração escura, essa é uma cerveja que, mesmo vencida, pode se tornar cada dia mais surpreendente! Abasteça já sua adega e depois me conte quais harmonizações fez com essa iguaria belga.

CHOPE E CERVEJA: UMA QUESTÃO CULTURAL E NÃO TÉCNICA

CHOPE E CERVEJA: UMA QUESTÃO CULTURAL E NÃO TÉCNICA

Por Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado em harmonizações, técnico cervejeiro, criador de conteúdo para o YouTube e o Instagram @beersenses Há uns 5 anos eu fui almoçar em uma churrascaria, num sábado ensolarado, perto do Parque do Ibirapuera em São Paulo. O dia 

MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO

MATURAÇÃO NOBRE BÁVARA – O SELO DA DIFERENCIAÇÃO

Por Rodrigo Sena, jornalista, sommelier de cervejas especializado em harmonizações, técnico cervejeiro, criador de conteúdo para o YouTube e o instagram @beersenses Vamos exercitar nossa fluência no idioma alemão. Leia em voz alta: Bayerische Edelreifung. Repita: Bayerische Edelreifung. Conseguiu ou está difícil? Tudo bem, é 

A BAVARIA QUE AMAMOS!

A BAVARIA QUE AMAMOS!

Por Luiz Caropreso, professor, sommelier, escritor, consultor e colunista para a área de cervejas. Diretor da BeerBiz Cultura Cervejeira.

Olá meus amigos, apreciadores das cervejas da Escola Alemã.

Para quem não sabe, vale citar que existem 4 Escolas Cervejeiras.

  1. Alemã que compreende Alemanha, Áustria e República Tcheca;
  2. Inglesa, com cervejas da Inglaterra, Irlanda e Escócia;
  3. Belga, compreendendo Bélgica, Holanda e França; e
  4. Norte Americana, com Estados Unidos e Canadá.

Desta vez quero dividir com vocês algumas experiências “zitogastronômicas” (o nome é estranho mas o prefixo “zito” refere-se a cervejas) que experimentei numa de minhas viagens para a região da Baviera, especificamente a Munique e Erding.

Na Baviera, as rainhas são as lagers, cervejas de baixa fermentação, em que os grandes protagonistas das receitas são os maltes. Quase sempre límpidas, cristalinas, com colarinho tão perfeito que parece até que a taça foi coroada por uma mousse.

Leia também o O FABULOSO MUNDO DAS LAGERS

Se as lagers (Pilsners, Helles, Bocks) são as rainhas, posso dizer que as princesas são ales, muito bem representadas pelas Weiss ou Waizen Biers e toda a sua linhagem como Weizenbock, Dunkelweizen, Hefeweiss, Kristalweiss e por aí vai.

Saiba mais sobre as Ales em A COMPLEXA E INEBRIANTE CERVEJA ALE

A ALMA BAVARA NA CANECA DA HB

Viajar para Munique e não visitar o bar da HB, a Hofbräuhaus, é como ir a Roma e não ver o papa.

Vídeo sobre a historia da bavaria e HB
Clique na imagem e assista a este incrível vídeo! Quando as histórias se misturam…

A casa é enorme e fica localizada a 5 minutos a pé da Marienplatz, uma das principais praças da cidade onde se encontram vários bares, restaurantes e lojas que vendem de biscoitos a eletrônicos.

Dizem que Hitler fez várias reuniões nas dependências dessa casa. Se ali eram tomadas decisões estratégicas, entende-se o porquê de terem perdido a guerra. Duvido que conseguissem ficar sóbrios por muito tempo…

Ao entrar na Hofbräuhaus o que primeiro chama a atenção é a música muito alta produzida por uma banda, que fica num palco no meio do salão principal e que passa horas e horas tocando marchinhas regionais.

Aliás, todos os músicos, bem como os garçons e garçonetes estão vestidos com trajes típicos: homens de “lederhosen”, trajes feitos em couro, que se parecem com macacões ou jardineiras, só que no lugar das calças, temos bermudas com suspensórios e mulheres de “dirndl”, vestidos rodados com estampas nada sóbrias, rendas na barra e nas mangas e um corpete que “empurra” os seios pra cima.

UM BRINDE A BAVARIA!

Espalhadas pela casa, inúmeras mesas de biergarten sempre lotadas por clientes ávidos por cerveja boa e em largas quantidades.

Ali todo mundo é igual!

Quem vai chegando não escolhe lugar. Todos sentam-se lado a lado e o chope é servido em canecas enormes e pesadas, que passeiam pelo salão em bandejas ou nos braços de atendentes que conseguem circular com até uma dúzia delas, não me perguntem como.

De quando em quando a banda toca a canção “Ein Prosit der Gemütlichkeit”, uma espécie de hino aos momentos felizes.

Nessa hora todos os comensais se levantam com suas canecas em punho, entoam a música aos berros e no final fazem um brinde coletivo, batendo as canecas com muito entusiasmo, chegando a espalhar cerveja pra todo lado.

Portifolio cervejas da Bavaria da cidade de Munique
Portifolio HB no Brasil

Ali se comem principalmente Schweineknie ou Eisbein (Joelho de porco) e Kassler (costeleta de porco defumada) acompanhados de Sauerkraut, conhecido por aqui como chucrute.

O Eisbein e o Kassler podem vir apenas cozidos ou grelhados.

Salsichas como o Shüblig (salsichão) ou Weisse Wurst, aquelas salsichas brancas de Vitela, também são largamente consumidas.

Para acompanhar esses quitutes, vá de HB Original (Helles), Dunkel, Weiss ou, entre setembro e novembro, peça a sazonal Oktoberfest, uma lager um pouco mais potente em complexidade, aromas, sabores e teor alcoólico. Uma noite na Hofbräuhaus é algo inesquecível.

Conheça mais sobre a HB em CONHEÇA A HISTÓRIA DA HB: A CERVEJARIA DA CORTE REAL BÁVARA e sua famosa festa em Munique OKTOBERFEST: COMO SURGIU O MAIOR FESTIVAL DE CERVEJA DO MUNDO

A ALEGRIA DA BAVIERA NO COPO DA ERDINGER

Nessa ocasião, eu estava viajando com um grupo de Sommeliers de Cervejas. Iriamos participar do Campeonato Mundial de Sommeliers de Cervejas e fomos convidados pela Erdinger para conhecer sua fábrica.

Vídeo sobre a historia da bavaria e Erdinger
Clique na imagem e entenda porque amamos tanto a Bavaria

MEMÓRIA AFETIVA DO AUTOR!

Após a visita nos ofereceram um almoço na casa onde havia sido a primeira fábrica da Erdinger e que hoje abriga um restaurante, na cidade de Erding. O lugar parece uma casinha de presépio. Fomos recebidos com extrema gentileza e tivemos o prazer de degustar um almoço típico da Baviera.

Cardápio degustação da região da Bavaria

Além dos fartos pratos com Eisben, Kassler e salsichas, pudemos provar a autêntica Knödelsuppe – um tipo de sopa de bolinhos feitos à base de batatas, como nhoques do tamanho de bolas de golfe; Gemusepfanne – vários legumes somente grelhados; Brezel – um tipo de pão no formato de um nó; Currywurst mit Pommes – salsicha com catchup polvilhada de curry, com batatas fritas; Schnitzel mit Kartoffelsalat – bife suíno ou de vitela à milanesa guarnecido de salada de batatas. Um verdadeiro banquete, acompanhado, evidentemente, das cervejas de trigo do portfolio da Erdinger, como:

Hefeweiss, a mais famosa.

Kristall Weiss, uma Weiss filtrada.

Dunkelweizen, cerveja de trigo escura.

Pikantus – estilo Weizenbock, cerveja mais forte e encorpada.

E até a Erdinger alkoholfrei, uma das melhores cervejas sem álcool que já experimentei.

Um verdadeiro banquete, concordam?

Portifolio cervejas da Bavaria da cidade de Erding
Portifolio Erdinger no Brasil

Saiba mais sobre a Erdinger em HISTÓRIA DA ERDINGER: A CERVEJA DE TRIGO MAIS CONHECIDA E CONSUMIDA DO MUNDO! E sua chegada no Brasil A CHEGADA DA CERVEJA ERDINGER AO BRASIL E SUA INFLUÊNCIA NO MERCADO NACIONAL

A BAVARIA VEM ATÉ VOCÊ!

Ficaram com água na boca e não tem uma viagem programada para Munique?

Não tem problema. Todas as cervejas que citei, são importadas para o Brasil pela Bier&Wein, que as distribui para vários bares, restaurantes, lojas e supermercados. E se você preferir recebê-las em casa, basta acessar o site Confraria Paulistânia Store e pedir as suas.

Mas, se quiser provar alguns dos pratos deste texto, dê um pulo no Erdinger Hütt’n, uma casa em estilo alemão, parceria da Erdinger com a Bier&Wein que tem um cardápio tipicamente alemão além de chopes e cervejas Erdinger que está localizado no São Paulo Expo, altura do km 1,5 da Rodovia dos Imigrantes, no bairro Vila Água Funda, na cidade de São Paulo. Vale super a pena uma visita!!!

Erdinger Hutt'n - Cabana da Bavaria
Erdinger Hütt’n – @erdingerhuttnsp

“Ein prosit” e até a próxima.