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PAULISTÂNIA – PREMIAÇÃO WBA 2021

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Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido

Fala meu povo e minha “pova” cervejeira, todos bem? Vacinados? Não vacilem, eventos cervejeiros e presenciais retomando por aí, aquele bar que você gosta doido para lhe receber, e quem sabe alguma Oktoberfest cola (Spoiler? Rs). Bora se cuidar e cuidar do amiguinho, beleza?

Quem aí gosta de tomar cerveja? Haha. E se for premiada, ou seja, uma das melhores do seu estilo no mundo?

Ah meus amigos..Todos nós curtimos uma boa cerveja artesanal, não é mesmo? Seja pelo estilo que melhor combina contigo, com aquele role, ou aquela data especial, todos nós gostamos de uma boa cerveja, um bom “Pão Líquido”, e claro, experimentar aqueles rótulos premiados, não é mesmo?

iniciação ao WBA

Ladainhas a parte, vamos é falar de cerveja. E depois da aula sobre eventos cervejeiros, sobre todo o cuidado e preparo dos juízes nestas competições e a infinidade de detalhes destas premiações comentado por nada menos que o “Sãr” Luiz Celso – ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA – meu professor de Sommelier e principal nome cervejeiro no Brasil, bora falar de nossas queridinhas da Paulistânia, recentemente premiadas no Word Beer Awards, um dos maiores concursos de cerveja do mundo!

Pausa – Oportunidade de buscar a sua gelada na geladeira, e claro, as Premiadas da Paulistânia (Marco Zero, Largo do Café, Viaduto do Chá, Trem das Onze e Paulistânia X). Pegou? Aeh, agora sim avançamos.

PAULISTÂNIA MARCO ZERO

E já que na arte da degustação, a indicação é começarmos pelas cervejas mais leves, tanto em aroma e sabor como em graduação alcoólica, lhes apresentamos a recém premiada Marco Zero

Pilsen de coloração amarela clássica, carregada de frescor e toques do malte. Seu rótulo faz uma incrível alusão ao Marco Zero da cidade de São Paulo, localizado na praça da Sé, logo em frente à Catedral de São Paulo.

Para terem ideia do quanto essa cerveja é boa, ela já foi medalhista de ouro no Word Beer Awards (WBA) em 2018 etapa Brasil, medalha de prata em 2019 e medalha de bronze em 2020, com destaque a este título, por ser um prêmio da América do Sul, e em 2021, é novamente campeã Brasileira no WBA na categoria clássica – Lager Classic Pilsen.

Paulistânia Marco Zero, e os prêmios no WBA

Ou seja, só a melhor Pilsen do Brasil. Show não é mesmo? Essa aqui, cai bem com tudo, principalmente com aquele típico dia de verão, sol e praia. Ideal para se refrescar e curtir alguns “goles”.

PAULISTÂNIA LARGO DO CAFÉ

Subindo um pouco o degrau de “potência” de aromas, sabores e claro, graduação alcoólica, vamos ali ao lado do Marco Zero de São Paulo, e chegamos ao Largo do Café. Local histórico no centro de São Paulo. Mais uma homenagem da Paulistânia a está terra que tanto amamos, com destaque aqui aos edifícios históricos dá época dos “Barões do Café”. O nosso ouro negro há época, nosso café.

A Largo do Café é uma Oatmeal Coffee Stout, esse nome bacana é dado pelo fato da cerveja conter em sua receita flocos de aveia, deixando o corpo desta belezura aveludado na boca, e com um toque cremoso incrível. De cor preta, ligeiramente adocicada, e claro, com um bom toque de café, tanto no aroma quanto no sabor. 

Legal não é? Imagina essa cerveja com um molho barbecue ou aquele tiramisu delicioso? Foi malll..Desculpa, eu também estou babando aqui hahaha.

Querem saber os prêmios desta belezinha? Segura essa: Recém premiada como medalha de ouro WBA na categoria – Flavored Stout Porter

Paulistânia Largo do Café, e os prêmios no WBA

Pois é meus amigos. Achou que apenas cerveja importada era cheia de títulos e medalhas? Nada disso, o que não falta é cerveja brasileira super bem ranqueada nos concursos mundo a fora. Estamos mandando muito bem. Mas calmaaaa. Estamos longe de acabar, nesta seleção – Premiadas Paulistânia.  Hahaha 

PAULISTÂNIA VIADUTO DO CHÁ

Nunca neguei a vocês o quanto amava minha São Paulo, e ainda permeando o centro histórico da minha terra, lhes trago mais uma premiada. A Viaduto do Chá, uma American Hop Lager.

Nome chic? Que nada. Não tem nada de estranho. Primeiro vamos a esse rótulo, uma homenagem às plantações de chá da índia que havia nesse local, lá nos tempos dos Barões do Café.

E para fazer jus ao nome e a especiaria, essa Lager, carregada de sabor, ainda leva erva mate em sua receita. Sério! Além do frescor que já conhecemos, e um amargor ligeiramente mais pronunciado, essa cerveja tem um toque de especiarias lindo, deixando na boca uma pegadinha de picancia. Juro. Não à toa está aqui é uma queridinha, e levou a medalha de bronze em 2021 também no WBA na categoria – Flavored Fruit & Vegetable.

Paulistânia Viaduto do Chá, e os prêmios no WBA

Costumo chamar essa cerveja de “delicinha”, aquela que tempera a boca, e deixa as comidas ainda mais deliciosas. Cai bem com uma massa de molho mais leve, um cheese salada e algumas saladas com molho. Quem aí topa essa experiência? Haha. 

PAULISTÂNIA TREM DAS ONZE

Ahhhh… Voltar a falar da trem das onze. Simplesmente incrível. Depois deem um click aqui UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 5 TREM DAS ONZE (texto de minha autoria tá..hahahaha) para conhecer ainda mais detalhes.

Uma American Pale Ale (APA), produzida com nada menos que 11 lúpulos (segredooooo). Uma linda homenagem a história das ferrovias paulista, e seus traços “londrino”, a partir da empresa The São Paulo Railway (Empresa que construiu a primeira ferrovia paulista – construída pelos ingleses lá em 1867). Uma viagem no tempo, e de aromas e sabores, nesta cerveja.

O prêmio: Medalha de prata no WBA na categoria Pale Beer American-Style Pale Ale. Por sinal, um estilo queridinho no Brasil.

Paulistânia Trem das Onze, e os prêmios no WBA

Levar esse troféu para casa, não é para qualquer um. Seus aromas cítricos, florais e sabores que enaltecem a frutas tropicais, garantem essa dose de “delícia cervejeira” a cada gole.

E sabe por que é uma das principais cervejas feitas no Brasil? Porque amamos lúpulo, amargor e gostamos de combinar esse “Pão Liquido” com hambúrguer, carnes vermelhas e pratos mais condimentados. Seu frescor e amargor, aliados a aquela vontade de tomar mais, garantem uma excelente harmonização. Topa experimentar? Vem nessa com a gente e depois nos conte. 😉

Ufa, haja premiação..E quem aí acha que já acabou? Haha, nada disso. A galera da Paulistânia veio carregada de prêmios deste último WBA. Não à toa, vem lançando vários rótulos seguidos, e nos deixando malucos de sabor a cada nova golada.

Gran Finale…

Quem aí conhece a Paulistânia X?

Haha, chamamos ela de uma “baitaaa cerveja”, isso sim. Mais uma homenagem a “Terra da Garoa”, desta vez um marco arquitetônico da cidade, a Ponte Estaiada. Comemora ainda o aniversário de 10 anos da Cervejaria Paulistânia produzindo “amor” em forma de cerveja. Haha. 

Este rótulo traz o estilo Barley Wine, como o nome já diz, um “vinho de malte”. Conta com 10% de delicia etílica (teor alcoólico), e aquela sensação gostosa de aquecimento a cada gole. Traz o dulçor e uma pegada de toffe e maltado que o estilo pede, e um ligeiro toque apimentado, proveniente da adição da pimenta rosa.

Ah, detalhe, cerveja com dupla fermentação pelo processo Charmat e realizado em vinícola, conferindo a está cerveja equilíbrio, dulçor e uma elegância deliciosa na boca. Irada!

Não pra menos, também premiada em 2021 pelo WBA na categoria Speciality Beer Brut Beers com a medalha de prata. Sinceramente, um presente que todos nós devíamos ter em casa para aquela ocasião especial. Ocasião especial? Isso, aquela contigo mesmo, com uma pessoa especial, ou no simples e abençoado jantar de cada dia. 🙂

Paulistânia X

Rapaziada, haja “marceneiro” para ajustar tanta prateleira na Cervejaria Paulistânia, e acomodar tantos prêmios, não é mesmo. E o mais legal, cervejas super premiadas e fáceis de encontrar nesse nosso brasilzão. Custo benefício incrível, produtos mundialmente premiados, e disponíveis na porta da sua casa.

Como? Acessem o site https://confrariapaulistaniastore.com.br/ e garanta já a suas cervejas premiadas e a reposição da geladeira. Tomar cerveja boa não precisa ser caro, o que precisa, e saber onde encontrar. Confere lá e bora reabastecer a geladeira. Haha.

Cheers.

Hofbräuhaus: a cervejaria mais influente do mundo

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ENTENDA OS CONCURSOS DE CERVEJA

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Por Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas. Foi 3º colocado no 1º Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas e defendeu o Brasil na competição mundial em 2015. Também é professor, juiz de concursos nacionais e internacionais e consultor de cerveja. Fundou em 

ME APAIXONEI PELA LARALIMA

ME APAIXONEI PELA LARALIMA

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere

Hoje vamos falar sobre a mais nova aquisição da família Paulistânia, a recém-chegada Laralima. Uma maravilhosa Witbier com adição de extrato natural de laranja Bahia e limão siciliano.


Como a Paulistânia faz com esmero todas as receitas que se propõe a colocar em linha, aqui temos uma interpretação do estilo. A Laralima é feita com maltes de trigo e cevada, mas como acontece na maioria das Witbiers, aqui não temos a presença do trigo não maltado, mas sim flocos de aveia, conferindo uma cremosidade e garantindo um gole aveludado, nessa cerveja refrescante, aromática e condimentada, pela presença marcante da semente de coentro.

VOCÊ SABE COMO SURGIU O ESTILO WITBIER?

O início da Witbier, estilo cervejeiro da Laralima

A história deste estilo de cerveja começa em 1445, quando a Bélgica ainda era parte integrante da Holanda, formada por uma série de colônias.

Essa era a exata época em que europeus viajavam rumo às Índias em busca de novos temperos, o que fez com que especiarias chegassem às mãos de monges.

Registros históricos indicam que as cervejas de trigo eram extremamente azedas até que os monges belgas passaram a adicionar algumas novidades à receita, como cascas de laranja e coentro, trazido diretamente de Curaçau, na época, colônia Holandesa.

Vale ressaltar que não havia adição de lúpulo e que as cervejas da época eram saborizadas com frutas e especiarias.

Seu nome se origina da junção das palavras wit e bier, que em holandês querem dizer, respectivamente, “branco” e “cerveja”. Ou seja, a junção significa “cerveja clara”.

Para se ter uma ideia, na escala internacional SRM, que varia entre 1 (muito claro) e 40 (muito escuro) e é utilizada para identificar a cor da bebida, a Witbier, raramente, passa do número 4.

Apesar de sua popularidade atual, com um alto consumo deste tipo de cerveja durante o verão, a Witbier passou por um longo período de esquecimento, tornando-se praticamente extinta até a década de 50 do século passado.

O LEITEIRO QUE SALVOU A WITBIER

O salvador da Witbier, o estilo cervejeiro da Laralima
PIERRE CELIS (foto: divulgação)

O crescimento do mercado das Lagers, comercializadas em massa, forçou as cervejarias belgas a fecharem suas portas no século 20.

Lamentando o sumiço das Witbiers, o leiteiro belga Pierre Celis, nos anos 1960, resolveu reposicionar o estilo no mapa ao passar a produzir uma cerveja com uma receita da qual se lembrava de um breve trabalho na cervejaria Tomsin, última fábrica a fechar as portas.

Num país tropical como o Brasil, essa cerveja de teor alcoólico baixo e de sabor refrescante pode ser justamente o que você estava buscando para se refrescar nas tardes quentes de domingo.

Todas as cervejas de trigo são iguais? A resposta é: jamais!

WIT NÃO É WEISS, WEISS NÃO É WIT!

Uma dúvida que muitas pessoas têm sobre a prima alemã, Weissbier é se a Witbier é uma versão belga para as cervejas de trigo Bávaras.

Muito embora Weiss signifique “branco” em alemão, o que remeteria imediatamente a justa comparação, para ser uma típica Weissbier, são necessários ao menos 50% de malte de trigo, podendo ser completado com malte de cevada. Mas algumas cervejas têm quase o total de trigo em sua receita.

Tradicionalmente essa bebida costuma ser turva, por conta das proteínas e da levedura. O visual fica completo com um colarinho branco e denso, e a espuma cremosa. 

LEI DA PUREZA X TEMPERO

A Weiss se destaca pelas notas de banana e cravo no aroma e no sabor. Mas aqui, essas notas não são provenientes da adição nem da fruta, nem da especiaria, afinal não podemos esquecer que as cervejas alemãs têm uma regra clara de fabricação desde a promulgação do Reinheitsgebot em 23 de abril de 1516 pelo Duque Wilhelm IV (Guilherme IV) da Baviera, que regulamentava que a cerveja poderia conter somente três ingredientes: água, malte e lúpulo.

Mas então de onde vêm essas notas de banana e cravo? Elas são subprodutos da fermentação, são ésteres e fenóis que remetem a tais aromas e sabores.

Pronto, agora que já estão experts sobre as diferenças e semelhanças entre estas duas cervejas de trigo, vamos ao que interessa, conhecer as Witbiers que temos disponíveis no site da Confraria Paulistânia Store.

Laralima e suas similares

Antes quero só dizer uma coisa: EU ME APAIXONEI PELA LARALIMA!!!

Além de ser incrivelmente aromática e refrescante, ela homenageia um lugar que está no meu coração, o Mercadão (Mercado Municipal de São Paulo).

Assim, te convido a escolher algumas Witbiers e depois me contar como foram as degustações:

Paulistânia Laralima

La Trappe Witte

Corsendonk Blanche

O Mercadão, como é chamado carinhosamente, com a sua importância histórica e arquitetônica, serviu de inspiração para o rótulo da Laralima.

Indicações de leitura:

ESCOLAS CERVEJEIRAS https://confrariapaulistaniastore.com.br/blog/escolas-cervejeiras/

UM PARAÍSO CHAMADO BÉLGICA: INDEPENDENTE DESDE 1830 E CERVEJEIRA DESDE SEMPRE https://confrariapaulistaniastore.com.br/blog/um-paraiso-chamado-belgica-independente-desde-1830-e-cervejeira-desde-sempre/

DESMITIFICANDO ROCK E CERVEJA – PARTE 2

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Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. Novas sensações, muito colorido, uma viagem para outro mundo, se caracteriza com o estilo Rock Psicodélico e qual estilo de cerveja combina? Que tal Fruit Beer 

STO AGOSTINHO – O PADROEIRO DOS CERVEJEIROS

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Um paraíso chamado Bélgica: Independente desde 1830 e cervejeira desde sempre.

Um paraíso chamado Bélgica: Independente desde 1830 e cervejeira desde sempre.

Por Aline Araujo, Sommelière de Cervejas, professora e empresária com formação em administração de empresas e especialização em marketing. Mais de 10 anos de experiência no mercado de bebidas.

CERVEJEIRA POR NASCIMENTO

VOCÊ VAI AMAR: BOON: PASSADO, LEGADO E FUTURO.

Se você se considera um verdadeiro apaixonado por cervejas, com certeza já admira e compreende a importância da Bélgica para formação e consolidação histórica desse fermentado incrível.

Mapa da Bélgica
Mapa da Bélgica

A verdade é que a conexão que esse pequenino e surpreendente país (que tem um território menor que o estado do Rio de Janeiro e pouco mais de 11 milhões habitantes) tem com as cervejas é realmente fascinante, a começar pelo extraordinário número de mais de 200 cervejarias e 1500 marcas de cervejas diferentes que podemos encontrar por lá.

Números admiráveis, que ajudam a consolidar a Bélgica como um país que carrega a cerveja para muito além das fronteiras do consumo etílico, mas sim como parte de uma herança cultural, que ajuda a contar toda a história de um país.

Não à toa, em 2016, a cerveja belga entrou oficialmente para a seleta lista de patrimônio imaterial da Humanidade pela UNESCO.

CERVEJA, WAFFLES E MUITO MAIS

Além dessa miríade de cervejarias, incluindo alguns dos mais relevantes mosteiros trapistas do mundo, a Bélgica também é conhecida pela sua gastronomia, que transcende os triviais waffles e batatas fritas, passando por chocolates sofisticados, uma produção de queijos variada e requintada e ainda uma culinária fartamente influenciada pela vizinhança francesa.

 waffles

Estudar a história da Bélgica é beber na fonte da formação de uma das mais prestigiosas escolas cervejeiras reconhecidas mundialmente, a escola “Franco Belga”.

E é justamente por fazer divisa com nações tão abastadas em cultura e gastronomia e com uma culinária tão diversa e complexa quanto o número de rótulos cervejeiros, que a escola belga malandramente aprendeu a flertar com o mundo dos vinhos, com estilos de cervejas que por vezes nos fazem questionar se estamos mesmo diante de um fermentado de cereais ou de frutas e com um cuidado no serviço, temperatura e escolha dos copos que deixaria qualquer sommelier de vinhos deveras impressionado.

Para entender como essa história foi fundamentada, que tal viajar comigo na máquina do tempo, atingindo o período da Idade Média, passando pela data da Independência da Bélgica e chegando por fim, aos dias atuais? Aperte os cintos e vamos lá:

BÉLGICA, DO LATIM…

Interessante pensar que o nome “Bélgica” foi dado pelos romanos que chegaram na região através das afamadas tropas lideradas por Júlio César.

Em latim belgae, era a expressão para se referir à um grupo de ferozes tribos celtas. Segundo linguistas, o nome deita raízes nas palavras proto-celtas ‘belg’ e ‘bolg’, que significam inchar de raiva.

Essa tribo se estabelecera na parte ao Norte daquela região, anteriormente conhecida como Gália, por volta do século III a.C e que posteriormente seria nomeada de Gália Belgica por conta dos povos habitantes da região.

De todas as tribos da Gália, os belgas foram assim descritos por Júlio César por serem efetivamente os mais bravos e por ser o povo mais difícil de conquistar de toda a região. César enfrentou uma grande e poderosa resistência, levando quatro anos para conseguir finalmente conquistar as tribos de Belgae no ano de 53 aC.

Mapa do império romano
Mapa do império romano

No que diz respeito à origem, houve grandes debates entre estudiosos, historiadores e pesquisadores sobre se os belgas eram realmente de origem celta, germânica ou se surgiram a partir de tribos mistas. Curiosamente, algumas fontes sugerem que os próprios Belgaes também não sabiam ao certo a que grupo pertenciam.

CERVEJA NA IDADE MÉDIA BELGA

Durante o período da Idade Média, momento que os hábitos de produção e consumo de cerveja ganharam ainda mais notoriedade (graças especialmente aos estudos científicos e trabalho dos monges católicos, em especial os Beneditinos, que formariam mais para frente a afamada ordem trapista), que a Bélgica fora dividida em microrregiões chamadas de feudos, como o Condado de Flandres, o Ducado de Brabante e o Principado de Liège.

Já na região portuária, nas atuais cidades de Brugge e Gent, víamos crescer e se desenvolver uma classe comerciante burguesa. A prosperidade da burguesia fez com que rapidamente essa região conquistasse a independência dos senhores feudais, da monarquia francesa e do então império germânico, que os outros feudos ainda tinham que se submeter.

Durante os anos seguintes, a região que hoje pertence à Bélgica, ganharia a fama de “campo de batalha da Europa”, pois aquele território se tornaria palco de diversos confrontos, entre eles, diversas disputas que tornariam a Guerra dos Cem Anos um grande marco na história da Europa devido à momentos como a Guerra de Sluis, quando o então rei francês perdeu toda a sua tropa. Posteriormente, outras tantas batalhas como as de Oudenaarde, Malplaquet, Ramillies, Jemappes, Waterloo, Ypres e Bastogne ocorreriam também em território belga.

Já no final da Idade Média, os então países Bélgica, Holanda e Luxemburgo se unificariam nas chamadas “XVII Províncias”, que pertenciam então aos Duques aos Imperadores Habsburgo e finalmente aos reis da Espanha.

Com a chegada do Protestantismo no século XVI, houve uma separação das províncias do Norte, que se tornaram independentes, formando o Reino dos Países Baixos. Já as províncias do Sul permaneceram sob domínio espanhol católico até o ano de 1713, quando foram tomadas pelo Império Austríaco e nomeada Países Baixos Austríacos para em seguida ser denominada Bélgica.

DA BATALHA A INDEPENDENCIA

Assim como com outros países da Europa, a Bélgica também foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte na Revolução Francesa e tornara-se parte do Império Francês em 1792.  

Quadro representando a Batalha de Waterloo
Quadro representando a Batalha de Waterloo

Um marco importante na história da Bélgica Independente foi a batalha de Waterloo, travada em 1815 nos arredores de Bruxelas e que derrotou Napoleão.

Na ocasião, as potências vitoriosas da Grã-Bretanha, Áustria, Prússia e Rússia se reuniram em Viena para redistribuir a influência e negociar a jurisdição dos territórios nos próximos anos. Por decisão, a região então austríaca foi unificada a à Holanda formando o Reino Unido dos Países Baixos, tornando a Bélgica uma nação sob domínio holandês.

A decisão não foi assertiva, uma vez que a região estava sofrendo enorme pressão devido ao fato de que as pessoas no Norte eram principalmente protestantes, enquanto os indivíduos no Sul eram católicos. Além disso, havia também uma divisão linguística entre os valões, cuja língua é o francês, em oposição ao flamengo, cuja língua materna é o holandês, ocasionando grandes desavenças por conta desse conflito idiomático, acarretando em mais uma posterior rebelião dos belgas contra essa supremacia holandesa.

Após esses eventos, as grandes potências do Congresso de Viena se reuniram mais uma vez em Londres em 20 de dezembro de 1830 e não tiveram escolha a não ser reconhecer o sucesso da revolução belga e garantir sua independência que fora finalmente conquistada.

No dia 21 de julho de 1831, o então príncipe Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gotha tornou-se Rei dos Belgas, em um regime de monarquia parlamentar com segmentação dos poderes entre legislativo, executivo e judiciário. A data de sua posse passou a ser o dia nacional da Bélgica, selando uma nova era da Bélgica moderna.

Rei Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gotha
Rei Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gotha

Os anos seguintes seriam muito prósperos para a Bélgica devido ao seu desenvolvimento econômico e industrial. A Bélgica se classificaria na segunda metade do século XIX, entre as principais economias do mundo, com PIB próximo ao dos Estados Unidos na época.

A Bélgica seria novamente parcialmente ocupada durante a II Guerra Mundial pela Alemanha no ano de 1940. Com governo exilado e exército rendido, os anos seguintes o comportamento da população foi semelhante ao dos outros países ocupados como a Holanda, França, Noruega e Dinamarca e a maior parte da população lutava para sobreviver.

Nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, e em grande parte inspirado pelo desejo de ver um fim às guerras recorrentes entre seus vizinhos, que foram muitas vezes combatidos em seu solo, a Bélgica tornou-se um dos pioneiros na unificação europeia.

A BÉLGICA HOJE

Nos dias de hoje, a Bélgica é um país formidável, que movimenta turistas do mundo todo, atrás da cultura, arte, gastronomia, história, arquitetura, entretenimento que tornam esse país tão especial.

Como não poderia deixar de ser, eu como devota das cervejas belgas, não poderia deixar de mencionar e dar destaque absoluto à infinidade de tipos de fermentação, técnicas, estilos, rótulos, sabores e possibilidades que essa riquíssima escola cervejeira pode nos entregar.

LEIA TAMBÉM: BÉLGICA, ALÉM DAS CERVEJAS TRAPISTAS

Hoje, quero aproveitar e falar especificamente sobre um estilo apaixonante, versátil e democrático que é o estilo Witbier e dar a dica da promoção no site da Confraria Paulistania da Corsendonk Blanche, uma cerveja de trigo leve legitimamente belga, saborosa, condimentada e cítrica com espuma cremosa e deliciosamente frisante.

O estilo Witbier conta a história das cervejas condimentadas da Idade Média, época em que o lúpulo ainda não era tão difundido.

A escolha assertiva e cirúrgica dos ingredientes que iriam temperar a cerveja era tarefa dos monges. A sabedoria desses religiosos em dominar agricultura, botânica e os segredos funcionais por trás de cada insumo, criava receitas herbais secretas chamadas de gruit, que eram utilizadas para conservar a cerveja, com as propriedades bacteriostáticas, antioxidantes, fungicidas e aromatizantes dos insumos selecionados para formar o gruit.

O estilo Witbier é um delicioso sobrevivente desse período, com sua delicadeza e maciez oriunda do trigo não maltado da receita, gentilmente temperado com sementes de coentro, uma poderosa especiaria com propriedades antioxidantes e com a adição certeira de cascas de laranja, que com seus potentes óleos essenciais, trariam aromas complementares ao estilo, além de funcionar com um conservante natural. Uma cerveja clássica para qualquer ocasião.

Que tal aproveitar a promoção do nosso site e adquirir essa deliciosa cerveja de trigo para brindar a essa a envolvente história da Bélgica?

Conheça a Corsendonk Blanche e me conta o que achou,

Saúde ou, como se diz na Bélgica que fala francês: Santé!

SAÚDE COM CERVEJA!

SAÚDE COM CERVEJA!

Leonardo Millen é jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Também é um apaixonado por cervejas, tanto que escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o 

ERDINGER HÜTT’N

ERDINGER HÜTT’N

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala cambada de cervejeiros, como vocês estão? Por aqui, buscando correr deste frio monstro em diversas partes deste nosso Brasilzão e acompanhando, sempre que possível, 

CADA PAI TEM SEU ESTILO!

CADA PAI TEM SEU ESTILO!

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, Técnica Cervejeira e apresentadora –  @candysommeliere

São muitas as versões sobre o surgimento da comemoração do Dia dos Pais.

Há antropólogos que defendem que esta festividade se iniciou faz 4 mil anos, no Império Babilônico, quando o jovem Elmesu, filho de Nabucodonosor, um rei muito famoso na época, teria moldado em argila o primeiro cartão do Dia dos Pais.

1º cartão de dia dos pais

No objeto preparado para seu pai, Elmesu teria desejado sorte, saúde e vida longa. A partir daí, a data teria se tornado especial, passando a ser comemorada todos os anos.

Já imaginou isso? Uma placa de argila, escrita cuneiforme e cerveja com fermentação espontânea aromatizada com especiarias? Nabucodonosor sem dúvida ficou feliz com o presente do filhão Elmesu.

Outra versão, bem mais moderna, é que a ideia de comemorar o Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos, no ano de 1909, quando Sonora Louise Smart Dodd, filha de um ex-combatente da Guerra Civil Americana, resolveu homenagear seu pai. Assim como no caso do Dia das Mães, a data foi pensada com o intuito de fortalecer os laços familiares.

Homenagem de Louise Dodd para seu pai
Homenagem de Louise Dodd para seu pai

Em 1910, com a ajuda de uma entidade de jovens cristãos de sua cidade, Sonora enviou à Associação Ministerial de Spokane, em Washington, a sua petição para que a data se tornasse oficial. Assim, o primeiro Dia dos Pais foi comemorado oficialmente nos EUA, dia 19 de junho de 1910, aniversário do pai de Sonora.

DIA DOS PAIS NO BRASIL

Nossa versão brazuca, é bem mais marketeira.

Em 14 de agosto de 1953, o publicitário Sylvio Bherinh preparou um concurso para homenagear três tipos de pais: com maior número de filhos, o mais jovem e o mais velho. Na ocasião, foram premiados um pai com 31 filhos, outro com 16 anos e, por último, um pai com 98 anos. 

Várias entidades da imprensa reuniram-se para promover o evento, o que causou grande repercussão. Após a realização do concurso, o Dia dos Pais no Brasil passou a ser comemorado no segundo domingo do mês agosto, como permanece até hoje.

Não sou Sylvio Bherinh, mas Candy Nunes aqui também pensou numa versão marketeira para a comemoração do Dia dos Pais 2021.

ESTILOS DE PAPAIS

Um dia, tomando uma Paulistânia, comecei a pensar que os estilos de cervejas e suas características têm personalidade. Desta mesma maneira, comecei a fazer uma correlação com diferentes personalidades de papais. Claro, você deve estar pensando que viagem é essa? Mas o bom da vida é liberar a imaginação, não é mesmo?

Então olha só os 4 estilos de papais que eu imaginei, e como seriam os ambientes apreciados por eles para degustar sua cerveja preferida.

PAPAI STOUT – O CLÁSSICO
Cerveja: Largo do Café (Oatmeal Coffee Stout)

Essa é uma personalidade que aprecia os clássicos, assim como o estilo de cerveja que tem história na antiga Londres. Esse papai ainda guarda seus vinis e até tem um gravador de fita K7. Gosta de assistir filmes em preto e branco e, não perde a oportunidade de ler um bom livro. Como estamos falando de papais cervejeiros, ainda melhor se esses livros sejam sobre cerveja.

Para esse papai, uma stout que homenageia um clássico cartão postal de São Paulo. O Largo do Café é um local histórico no centro da cidade. É delimitado pelas ruas do Comércio, São Bento e Álvares Penteado, rodeado por diversos edifícios históricos.

Paulistânia Largo do Café
Pais clássicos nunca sem de moda, assim como a Paulistânia Largo do Café

Na época dos barões, o Largo do Café era onde ficava a Bolsa de Valores para compra e venda de grãos. O café na época era considerado o “ouro negro”, por ser o principal produto de exportação brasileiro. Foi a economia cafeeira que impulsionou o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. A Paulistânia Largo do Café é uma cerveja estilo Stout, elaborada com aveia e café comprado no próprio Largo do Café. É negra, encorpada, muito cremosa, levemente adocicada e tem médio amargor.

IPA PAI – O DESCOLADO
Cerveja: Trooper IPA (American IPA)

Aqui temos o papai que curte esportes radicais e muito rock’n’roll. Ele não perde tempo quando o assunto é sentir a brisa fresca de uma tarde de surf e aprecia o amargor frutado de uma boa American IPA. Não poderia haver uma cerveja tão perfeita para esse papai, que na estrada coloca Iron no volume máximo.

Nada melhor que uma Trooper para aproveitar o dia com o seu pai né!
Nada melhor que uma Trooper para aproveitar o dia com o seu pai né!

A TROOPER IPA foi inspirada por IPAs americanas degustadas por Bruce Dickinson na Craft Brewers Conference em Denver, EUA, em 2019, onde ele foi o palestrante principal. Esta cerveja, que faz referência à revolução americana IPA, em que combina sabores de lúpulo americanos familiares com uma espinha dorsal fundamentalmente britânica. Uma cerveja perfeita para ser degustada em qualquer época do ano.

PAPAI PILSEN – O TRADICIONAL
Cerveja: 1795 (Bohemian Pilsener)

Aqui temos uma representação da tradição.  A cerveja mais consumida no mundo tem sua característica principal marcada pelo sabor dos maltes claros e lúpulos na medida, garantindo baixo amargor. Esse é o papai que não abre mão das suas tradições, e mesmo ligadão no trabalho, encontra um tempo para degustar sua cerveja predileta.

Tradição com muito estilo e 1795
Tradição com muito estilo e 1795


Fabricada sob rigorosos e tradicionais processos, com malte próprio e lúpulo de Saaz, a 1795 é uma cerveja premium Lager dourada, com paladar redondo e balanceado amargor. Possui aroma fresco e floral. Vencedora, como Country Winner, no World Beer Awards na categoria Czech-style pale.

PAPAI STRONG LAGER – O SOFISTICADO
Cerveja: Eggenberg Samichlaus Classic (American Malt Liquor)

Um papai que aproveita os momentos especiais da vida, dando destaque para experiências refinadas e inesquecíveis. Eis aqui um papai caprichoso que faz escolhas saborosas e rebuscadas para suas harmonizações. Aqui, ele nos apresenta um risoto finalizado com gorgonzola e de camarões grelhados na brasa.

Sofisticação e sabor sem igual, a Eggenberg é única como o seu pai
Sofisticação e sabor sem igual, a Eggenberg é única como o seu pai

Produzida uma única vez ao ano (sempre no dia 06/dez – Dia de São Nicolau), é a Lager mais forte do mundo. Esta cerveja tem maturação de 10 meses nos tanques da cervejaria.

A Samichlaus Classic passa por 2 fermentações: a primeira até a cerveja atingir 9% de álcool e depois recebe uma nova levedura para atingir os 14% de álcool. Possui aroma complexo, rico em mel, ameixa, uva passa, fumo e malte. É licorosa e seu paladar potente inicia adocicado e termina seco.

Seguinte: entre agora no site da Confraria Paulistânia Store, que por sinal está com promoções incríveis, escolha a cerveja que define seu estilo de papai e conte pra gente qual é essa personalidade. Queremos conhecer mais estilos de papais e suas características. Feliz Dia dos Pais com Cerveja!!!