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UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 5 TREM DAS ONZE

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UMA VIAGEM PELO NÚMERO 11 Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido.  Fala turma cervejeira, como estão? Espero que tenham passado muito bem de festas, e que tenhamos um 2021 repleto de 

CERVEJAS HÍBRIDAS: UMA CERVEJA TÃO TRADICIONAL, QUANTO DELICIOSA

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CERVEJA FREESTYLE OU TRADICIONAL? VOCÊ ESCOLHE COMO DESCREVER AS CERVEJAS HÍBRIDAS. Por Aline Araujo, Sommelière de Cervejas, professora e empresária com formação em administração de empresas e especialização em marketing. Mais de 10 anos de experiência no mercado de bebidas. Cervejas híbridas são um tanto quanto 

MALTES & LÚPULOS: A ALQUIMIA DA CERVEJA

MALTES & LÚPULOS: A ALQUIMIA DA CERVEJA

POR TRÁS DA FELICIDADE LÍQUIDA

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Apaixonado por cervejas, escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre bebidas que acaba de chegar ao mercado. Inclusive cerveja!

Em outro bate-papo, já falamos do lúpulo de SAAZ. Que tal saber um pouco mais sobre os tipos de lúpulos e maltes que compõem uma cerveja?

Relembre aqui: SAAZ PARA CÁ!

imagem maltes e lúpulos, carta lei da pureza alemã

Em 23 de abril de 1516, o duque Guilherme IV da Baviera mudou para sempre as regras de como uma cerveja deveria ser fabricada instituindo a Lei Reinheitsgebot, conhecida como a lei da pureza da cerveja. Ela instituiu que cerveja deve conter apenas os seguintes ingredientes: água, malte e lúpulo. A levedura de cerveja não era conhecida à época, mas entrou nas exigências e a fórmula básica prevalece até hoje.

A cerveja é fruto de uma alquimia, uma mistura de ingredientes que, de acordo com a combinação, variedade e quantidade, geram cervejas absolutamente distintas e, porque não, fascinantes! Então, convido você a conhecer mais sobre a importância desses dois ingredientes básicos: o lúpulo e o malte.

O MALTE

Muita gente acha que cerveja boa é cerveja puro malte. Isso é uma meia-verdade. Uma cerveja que usa um ou uma combinação de maltes provavelmente é melhor do que outra que permite a adição de cereais não maltados (arroz, milho, sorgo). Mas isso não é uma regra. O que vale aqui é a qualidade e a quantidade deste ingrediente na receita da cerveja. Há cervejas puro malte não muito agradáveis e há cervejas com adição de milho, por exemplo, bem razoáveis.

Além de ser um ingrediente essencial, o malte contribui para o sabor, o corpo e a cor de uma cerveja, além de influenciar na densidade da espuma. Além disso, os açúcares do malte são transformados em álcool na fermentação. Ou seja: quanto mais e de melhor qualidade, melhor.

O malte é obtido a partir de cereais como trigo, cevada e centeio através de um processo de germinação controlada. Os grãos são umedecidos e postos em grandes tanques em temperaturas mais altas. Quando eles começam a brotar, o processo é interrompido e o malte é colocado para secagem e torra ou defumação, de acordo com o tipo de malte que se deseja obter.

Existem diversos tipos de malte e a escolha de um ou de um mix deles na receita é um dos fatores que determina o estilo que a cerveja vai ter. Vamos aos mais utilizados:

É MUITO MALTE

imagem é muito malte e muito lúpulo

1. MALTE PILSEN

É o tipo de malte mais comum, presente na maioria das receitas. É seco em baixa temperatura, tem cor clara e aroma de cereal. O malte Pilsen tem muitas enzimas e açúcares fermentáveis, o que propicia uma excelente fermentação. É o malte base para as cervejas da família Lager.

Venha saber mais: O FABULOSO MUNDO DAS LAGERS

2. MALTE PALE ALE

Este tem menos enzimas que o malte Pilsen e é aquecido a temperaturas mais altas ou durante mais tempo. Tem coloração um pouco mais escura e dele obtém-se aromas e sabores levemente adocicados, que lembram biscoito. O malte Pale Ale é usado como base para as cervejas da família Ale.

Saiba tudo da família ALE: A COMPLEXA E INEBRIANTE CERVEJA ALE

3. MALTE CARAMELO

O malte Caramelo é um malte mais tostado, proporcionando à cerveja cores que vão do âmbar-claro ao marrom-escuro e aromas caramelados e toffe, que lembra açúcar queimado. O malte Caramelo é usado nas cervejas Amber, Oktoberfest e Bock, entre outros estilos.

4. CHOCOLATE

O malte chocolate proporciona à cerveja coloração marrom-escura e aromas de caramelo queimado, chocolate amargo e café. É utilizado nas cervejas Porter, Brown Ale e em algumas Stout.

5. DEFUMADOS

Maltes defumados são aqueles que sofreram processo de defumação com madeira ou turfa para obterem o aroma e sabor característicos. Maltes defumados são utilizados nas cervejas Scottish Ale, Smoked e Stout.

6. ESCUROS

Os maltes escuros são expostos a altas temperaturas, sendo praticamente torrados. Nesse processo, carboniza-se a maior parte do amido, das enzimas e do açúcar, e eles adquirem cores e sabores característicos de cervejas como Brown Ale, Red Ale, Porter e Stout.

7. PRETOS E TORRADOS

Esses maltes são bastante amargos, com forte aroma de café tostado, pois seus grãos são literalmente queimados. Utilizados principalmente nas cervejas Stout, Old Ale, Porter, entre outras.

8. CENTEIO, TRIGO E AVEIA

Enquanto todos acima são feitos à base de cevada, esses outros maltes podem ser utilizados sozinhos, criando estilos, como a cerveja de trigo (Berliner Weisse, Weizen Witbier, Weissbier, American Wheat…) ou a de centeio (Rye, Roggenbier). Mas também podem ser combinados aos de outros maltes de cevada, agregando texturas, sabores, corpos e aromas distintos a determinados estilos.

O LÚPULO

O lúpulo (Humulus Lupulus) é uma flor que vem da planta trepadeira da família das Canabiáceas (prima da Cannabis), mas ele não dá barato nenhum. Seu principal papel é proporcionar aroma e amargor nas cervejas, além de garantir uma maior vida útil a elas por conta de seu poder antioxidante e antimicrobiano.

imagem plantação de lúpulo, texto maltes e lúpulos

Ele pode entrar na receita em um ou mais momentos. O principal é adicioná-lo no início da fervura do mosto (a pasta de água e malte triturados). Pode ser inserido também nos 15 minutos finais da fervura do mosto (adição tardia) ou quando o mosto já está frio. Este último processo é chamado de late hopping ou dry hopping. Ou seja, quanto mais lúpulo é adicionado à cerveja nos diferentes estágios da produção, mais amargor e aromas característicos de cada tipo de lúpulo ele irá proporcionar à receita.

TIPOS DE LÚPULO

Tal como acontece com o vinho, o clima e o terroir de cada região produtora confere às plantas características próprias.

Os Estados Unidos são o maior produtor de lúpulo do mundo com números um pouco maiores que a Alemanha, em segundo, e a República Tcheca, em terceiro.

LÚPULOS AMERICANOS

Os lúpulos americanos conferem um intenso sabor e aroma à cerveja, sempre com uma característica cítrica, floral, bem frutada, e um aroma inebriante de pinho. Destaque para o Amarillo, Citra, Cascade, Centennial, Columbus, Equinox, Zeus, Loral, Nugget, Cashmere, Ahtanum e Mount Hood.

LÚPULOS ALEMÃES E TCHECOS

De uma maneira geral, os lúpulos dos estilos alemães têm características picantes e florais. Destaque para as variedades Saphir, Hallertau, Herkules, Ariana e Tettnang. Os lúpulos tchecos têm características semelhantes aos alemães e por isso muitas receitas combinam ou substituem uma variedade por outra em seus portfólios. Destaque para o Saaz e o Spalt.

LÚPULOS INGLESES

Os ingleses estão entre os 10 maiores produtores de lúpulo mundiais e seus lúpulos tendem a ser mais terrosos, condimentados, com aromas mais fechados, levemente florais, frutados e cítricos. Acabam sendo muito utilizados mesmo em estilos de cervejas inglesas ou em variações delas ao redor do mundo. Destaque para o East Kent Golding, Target, Admiral e Fuggle.

OUTROS CAMPEÕES

Existem lúpulos produzidos em países como Bélgica, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França e Japão que também são muito utilizados pela indústria cervejeira, principalmente por serem alternativas às variantes tradicionais. Destaque para os campeões de vendas Galaxy e Ella (Austrália), Nelson Sauvin, Motueka e Riwaka (Nova Zelândia), Savinja Golding (Áustria), Aramis e Triskel (França) e Sorachi Ace (Japão).

A Bélgica tem uma tradição cervejeira secular e uma produção de lúpulos interessante para suprir sua demanda local e a de países vizinhos como Alemanha, Reino Unido e Holanda. Começou produzindo as variedades Northern Brewer, Challenger e Hallertau, mas atualmente produz mais de 20 variedades diferentes. Tanto que foi criada a Belgische Hop, uma cooperativa de produtores de lúpulo em Poperinge, que garante a presença de ao menos 50% de lúpulos nacionais em uma cerveja belga.

LÚPULO BRASILIS

IMAGEM BRASIL PARA TEXTO MALTES E LÚPULOS

E os lúpulos brasileiros? Como o lúpulo é uma planta típica de climas frios, ele não se dá bem no nosso calorzão tropical. Porém, já há muitos produtores tentando produzir uma variedade mais adaptada ao nosso clima e plantando em regiões mais frias, como o Sul do Brasil, o interior paulista e a região serrana do Rio. Como aqui “Em se plantando tudo dá!”, já há variedades promissoras, que são usadas para produzir rótulos em pequena escala. Mas é questão de tempo. Não me admira que cheguemos em breve a ter uma variedade brasileira de sucesso comercial. 

O MIX

Tal como acontece com os maltes, é possível misturar lúpulos em uma receita de cerveja. As que usam apenas uma variedade são chamadas de Single Hops. E as que fazem o mix geralmente buscam as características de cada um para montar uma explosão de aromas e sabores. E há cervejas que trazem o blend, mas carregam na quantidade de certo lúpulo a fim de que ele se sobressaia aos demais. São infinitas as possibilidades.

Uma maneira fácil de saber se a cerveja tem bastante lúpulo é conferir no rótulo o seu IBU (International Bitterness Units scale). Esta medida geralmente define que uma cerveja que tenha até 20 IBU é considerada de baixo amargor. De 20 a 40, de médio e acima disso de alto amargor. No entanto, existem cervejas com amargor superior a 100 IBU e outras que furam essa regra porque equilibram o amargor com outros ingredientes. Como disse, são infinitas as possibilidades… Mas o IBU serve de parâmetro.

TABELA DE IBU PARA O TEXTO MALTES E LÚPULOS
TABELA DE IBU

INFORMAÇÃO NUNCA É D+

Não se ache conhecedor nem um total analfabeto em maltes e lúpulos. Minha dica é ler o rótulo ou procurar na internet a composição das cervejas bacanas que você toma e, com o tempo e muitas provas, tenho certeza que você irá perceber melhor como a característica dos maltes e de cada lúpulo podem influenciar no resultado final de uma cerveja.

Resumindo: prove diferentes estilos com freqüência, mas com moderação e consciência, refinando seu paladar. Ela irá revelar a você as nuances desse fantástico, incrível, apaixonante, tudo de bom… universo das cervejas.

Comece navegando bem aqui, no e-commerce Confraria Paulistânia Store. Muitas das cervejas do portfólio da BierWein possuem alta concentração de lúpulos (Paulistânia Trem das Onze, Paulistânia Caminho das Índias, Praga, Warsteiner Double Hopped, Trooper IPA entre muitas outras). Um ótimo passo para suas degustações por essas e outras maravilhas cervejeiras. Aproveite porque sempre rolam informações sobre cervejas nacionais e importadas pela Bier & Wein, além de, claro, promoções irresistíveis.

CERVEJA: 20 MITOS E VERDADES

CERVEJA: 20 MITOS E VERDADES

MANUAL PRÁTICO DA CERVEJA Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. Uma das coisas que a internet nos ajudou é ter informação. Mas, por ‘quase’ ser uma terra sem lei, acaba nos deixando 

CERVEJA SEM ÁLCOOL, MAS COM MUITO SABOR!

CERVEJA SEM ÁLCOOL, MAS COM MUITO SABOR!

ELIXIR SAGRADO POLITICAMENTE CORRETO Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, técnica Cervejeira e apresentadora. Correspondente audiovisual do Guia da Cerveja. Hoje vou falar sobre um assunto que, certamente, para a grande maioria dos brasileiros, assim como para mim, é uma novidade de consumo: 

CORSENDONK, UM PRAZER ABENÇOADO!

CORSENDONK, UM PRAZER ABENÇOADO!

UM PRIORADO, UMA ABADIA, UMA CERVEJA …

Por Anderson R. Lobato, dentre vários defeitos: Santista sofredor, Homebrewer, Sommelier de Cervejas, pai do Dudu e amante de um @Pao_Liquido. 

Hey folks! Todos cuidando da sanidade mental e física em momento de pandemia? Por aqui, entre uma mamadeira e outra com meu baby, e na esperança de um 2021 de alegrias a todos, compartilho com vocês um pouco da minha história com as cervejas belgas, e claro, um dos ícones cervejeiros deste país: a Cervejaria Corsendonk e seus rótulos incríveis.

MOMENTO NOSTALGIA

Minha paixão com cerveja vem de antes de 2013. Apesar de eu não ter um “tostão furado” para comprar cervejas na época da faculdade (nem as cervejas de bar que estamos acostumados a ver e a tomar), foi na leitura que comecei a me aprofundar neste universo que tanto amo.

Foto: https://goudsecanon.nl/4/1400/Het-Ossenhooft/

Entre umas e outras e mergulhado nos textos, algo me chamou a atenção naqueles livros: A Escola Cervejeira Belga e suas possibilidades. Cervejarias seculares, muitas delas administradas e curadas pela Igreja Católica, cervejas que desprendiam do conceito de “Lei da Pureza Alemã” e suas restrições de ingredientes. Traziam novas possibilidades de aromas, sabores e adição de muitos complementos a cerveja. Um universo em forma de Pão Líquido.

Dentre estes complementos, observa-se o destaque para cereais de vários tipos (trigo, centeio e etc.) e uso de especiarias, ah, muitas especiarias. Afinal, em sua história, a igreja detinha não somente a ciência, como também o uso de tecnologia e sua relação com os alimentos. As expedições ao redor do mundo ajudaram, e muito, na busca destes “ingredientes” diferentes.

A PAIXÃO PELA ESCOLA BELGA

Mais adiante, já cursando minha formação em Sommelier de Cervejas, fui de fato apresentado a este universo de opções Belga. Desde então, a curiosidade e encantamento virou paixão por esse lugar.

O curso foca na experiência sensorial de aromas e sabores que são os grandes marcos das cervejas Belgas, em especial da Cervejaria Corsendonk. Foi debruçado nos livros, cadernos e anotações que experimentei a Corsendonk Pater Dubbel . Que dia meus amigos, que dia !!  

Aliás, antes de falarmos desta e outras delícias da Corsendonk, topam um “dedo de prosa” sobre a cervejaria e sua história? Só vem.

A MEDIEVAL CORSENDONK

Corsendonk é uma linha de cervejas de Abadia fabricadas na Bélgica, fundada em 1398. Em plena idade média e suas inquietações políticas, científicas e religiosas.

Seu nome é uma referência a um mosteiro em Oud-Turnhout, uma cidadezinha na província de Antuérpia, região de Flanders, na Bélgica. Em 1784, o imperador austríaco Jozef II ordenou que o mosteiro e a cervejaria fossem fechados…Que viagem desse tal imperador! Não conhecia o bom da vida, o líquido precioso – Nosso Pão Líquido…

Imagem do mosteiro onde a Corsendonk era fabricada
Foto: site Corsendonk

Em 1982, Jef Keersmaekers, descendente de Antonius Keersmaekers (fundador da cervejaria original), teve a chance de reviver a marca e uma nova série de cervejas foi lançada – a famosa Pater – com um novo conceito de marca que remete aos emblemas da Idade Média e a tradicional história da cervejaria. 

Não é para menos que essa riqueza cervejeira e muita cultura, me levaram a visitar a Bélgica em 2018. Foi incrível! Mas essa experiência deixo para uma próxima resenha. Hahah…

Chega de história e vamos ao que interessa? Nosso líquido fermentado, nossa cerveja de cada dia, a Corsendonk. Por sorte, e muita competência da galera do Confraria Paulistânia Store (detalhes abaixo), temos essas belezinhas aqui no Brasil. Se liguem em cada delícia:

Imagem da garrafa Corsendonk Blanche e seu copo

CORSENDONK BLANCHE

É uma clássica WitBier Belga. Uma cerveja de trigo, clara e não filtrada, com 4,8% de delicia etílica (ABV). De coloração amarela, apresenta espuma branca, limpa e de boa formação e persistência. A coisa mais linda no copo. No aroma destaca-se pelo grande frescor. Inclusive, tomei este exemplar num dia de bastante calor, resultado: Incrível, né.

Tem um sabor intenso e equilibrado, típico do estilo, com toque cítrico de limão e especiarias. Refrescante, ideal para os dias de calor e para acompanhar saladas frescas, peixes e frutos do mar. Seus 750 ml de carinho ao paladar, foram poucos para tamanha “bomba” de aromas e sabores.

CORSENDONK PATER DUBBEL

Imagem da garrafa Corsendonk Pater e seu copo

Curte um pouco mais de potência e aquele dulçor na boca? Se a resposta foi sim, certamente você amará a Pater Dubbel. Fabricada também com malte torrado, apresenta uma coloração avermelhada, lembrando um vinho tinto.

No copo pegando uma luz então, vira um show à parte. O aroma é bastante linear ao paladar, remetendo ao malte e seu dulçor a lembrança de frutas, compota e chocolate escuro. A torra do malte traz um ligeiro defumado no paladar.  

É uma cerveja de alta fermentação, adocicada, escura, refermentada e maturada na garrafa. Ideal para acompanhar carnes grelhadas, pratos defumados, queijos de maior potência e sobremesas a base de chocolate ao leite, trufas e tiramissú.

Seu teor alcoólico de 6.5% permite muitas opções e belas goladas. Já disse deliciosa? Haha..

CORSENDONK AGNUS TRIPEL

Imagem da garrafa Corsendonk Tripel e seu copo

Se você, assim como eu, gosta de uma potência alcoólica, também vai adorar essa Tripel de 7.5% de “abraço alcoólico”.

Diferente da Dubbel, onde as características do malte e dulçor eram bem aparentes, nesta cerveja vamos a elementos de fermentação e lúpulo e suas nuances em frutas amarelas. É sério!

De coloração dourada, traz tanto no aroma como no sabor, uma lembrança de frutas como damasco, pera e pêssego. De paladar seco, é um convite ao segundo, terceiro..goles haha.

Vai muito bem com pratos condimentados e picantes, salmão, crustáceos, carnes cozidas com frutas, tortas doces levando frutas amarelas em geral. Deu agua na boca, não é mesmo?

CORSENDONK TEMPELIER

Conforme citamos no início da apresentação da Corsendonk, tratam-se de cervejas de Abadia, ou seja, são cervejas que seguem métodos de fabricação de mosteiros e acompanham os estilos considerados, ganhando a denominação de Cervejas de Abadia.

Vídeo Prof. Felipe Aquino – Quem eram os Cavaleiros Templários? (Clique na imagem para assistir)

Novamente a proximidade com a igreja volta à tona neste exemplar. E já que o assunto é igreja, a Tempelier foi criada em 2009, justamente como uma homenagem à Ordem dos Cavaleiros Templários, marcada pela época das Cruzadas.

É uma cerveja também refermentada na garrafa, apresentando no paladar notas adocicadas provenientes do malte, notas frutadas da levedura e ligeiro amargor, garantindo um equilíbrio único.

Do estilo Belgian Pale Ale, é uma das grandes brincadeiras entre malte, lúpulo e levedura que a escola Belga permite. Por orientação do mestre cervejeiro, a levedura contida na garrafa deve ser servida junto com a cerveja, garantindo sua turbidez típica.

Harmonização? Claro, vai super bem com comida mexicana, condimentos, frutos do mar mais gordurosos e sobremesas.

Legal não é mesmo? Isso é cerveja especial Não somente apreciar aromas e sabores diferentes, mas sim navegar pela história de cada rótulo, de cada cervejaria, dentro de experiências sensoriais incríveis.

E para aqueles que, como eu, não vão perder estes rótulos de jeito nenhum, não deixem de passar no e-commerce da Confraria Paulistânia Store e garantir estas delicias, diretamente da Bélgica para a sua casa.

Topa esta experiência?

Excelente natal a todos, e um ano novo repleto de alegrias e claro, muita cerveja Belga por aí.  

Cheers !

TROOPER IPA – HABEMUS A ORIGINAL DA INGLATERRA

TROOPER IPA – HABEMUS A ORIGINAL DA INGLATERRA

Por Leonardo Millen, jornalista experiente, especializado em lifestyle de luxo, turismo e gastronomia. Apaixonado por cervejas, escreve a coluna “Saideira” na revista Go Where, mantém o perfil @saideira.beer no Instagram e é o editor-chefe do Mesa de Bar (www.mesadebar.com.br), o portal definitivo de notícias sobre 

A PILSEN DA ERDINGER

A PILSEN DA ERDINGER

STIFTUNG HELL, O BRILHO DA CARIDADE Por  Henrique Carnevalli, t.izêro, Sommelier de Cervejas, amo música desde pirralho, noveleiro, corinthiano sofredor e cofundador do site RockBreja. Quando se trata de Escola Alemã, vem diversos estilos tradicionais do país à cabeça, além de diversas cervejarias nascidas centenas 

UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 4 PAULISTÂNIA X

UMA MARCA COM DNA PAULISTANO – PARTE 4 PAULISTÂNIA X

MODERNA E SOFISTICADA, CONHEÇA A PAULISTÂNIA X

Por Candy Nunes, Sommelière de Cervejas, Mestre em Estilos, técnica Cervejeira e apresentadora. Correspondente audiovisual do Guia da Cerveja.

A Cerveja Artesanal de São Paulo chega neste final de ano, com um presentão para nós que, além de amantes de cervejas artesanais, atravessamos um ano tão atípico e desafiador.

Mas é numa toada de alegria e celebração que a Cervejaria Paulistânia nos aquece o coração, pois acaba de lançar a segunda safra da Paulistânia X! Uma Brut Barley Wine com adição de pimenta rosa e, quando lhes digo sobre aquecer o coração, digo a mais pura verdade, pois os 10% de teor alcoólico prometem uma sensação de confortável aquecimento.

Quem teve oportunidade de degustar a primeira safra desta maravilha engarrafada, sabe que se trata de uma cerveja espetacular!

A Paulistânia X teve a sua versão primogênita em 2019, ocasião na qual a cervejaria completava seus dez anos de existência. Mas não era só a cervejaria que completava o ciclo, um marco da cidade de São Paulo compartilhava esta mesma década de atividades.

O “X” DA QUESTÃO

Paulistânia X e sua homenagem aos 10 anos da Ponte Estaiada

A Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, cartão postal paulistano, inspirou uma homenagem à altura da sua obra arquitetônica, afinal são duas pontes em curva formando um X e sustentadas por estais ligados a um único mastro.

A ponte é suspensa por conjuntos de cabos de aço, conectados a uma torre ou mastro com a função de dar sustentação às suas pistas.  Uma construção moderna e sofisticada, considerada a evolução da tradicional ponte pênsil.

Estes princípios também marcam este inigualável exemplar de Barley Wine criado pela Paulistânia, uma cerveja que tem tradição secular, com uma releitura moderna e bastante sofisticada de produção.

Na edição de 2020 a Paulistânia X repete o sucesso da versão Brut Barley Wine, que é feita seguindo um método de produção de espumantes conhecido como Charmat, sendo a segunda fermentação realizada por levedura de espumante. Esta fermentação acontece na Vinícola Góes e confere à cerveja característica frisante e complexidade aromática.

SAFRAS PARA SEREM COLECIONADAS

Todo este cuidado no processo de produção leva três meses para realizar a mágica. Temos então uma apresentação espetacular, sendo a Paulistânia X envasada em garrafas de 750ml e embalada numa caixa incrível.

Vale ressaltar aqui, que é um daqueles exemplares que depois de consumido vai ser parte importante da decoração do cantinho cervejeiro da sua casa. Um verdadeiro item de colecionador!

MAS O QUE É O ESTILO BARLEY WINE?

Se formos traduzir ao pé da letra seria vinho de malte de cevada e, tal descrição se fundamenta, pois este estilo surgiu justamente para substituir o consumo de vinho da aristocracia britânica nos idos do século XVIII.

Como a Inglaterra fria e úmida não permitia o cultivo de uvas, os vinhos eram importados principalmente da França, mas o conflito entre as duas nações muitas vezes complicava trocas comerciais e diversas vezes o fornecimento de vinho era interrompido.  

Surgem então cervejas com potencial de rivalizar não apenas em teor alcoólico, mas em qualidade e complexidade. Estas cervejas recuperaram o orgulho dos cervejeiros, que agora forneciam aos palácios e foram cantadas em verso e prosa.

Saiba mais: A COMPLEXA E INEBRIANTE CERVEJA ALE

Como mencionei, acima, é um processo delicado e trabalhoso de fabricação mas compensa no seu resultado.  As cervejas do estilo Barley Wine, podem levar de meses a anos para ficarem prontas. Neste caso, podemos considerar que a Paulistânia X é um jovem exemplar.

Vídeo envase Paulistânia X – Vinícola Góes

TODOS OS SENTIDOS!

Falando de degustação, meu primeiro sentido a ser aguçado foi a audição, já na abertura da garrafa estampido demonstrou todo potencial frisante, depois meus olhos brilharam ao ver o liquido de cor âmbar com tons rubis, verter até a taça.

No nariz um aroma marcante de concentração de malte remetendo a toffee, frutas escuras e Jerez. Na boca o condimentado vem em primeiro plano, depois os aromas se confirmam e um dulçor se contrasta com equilibrada acidez. Final bem sequinho.

HARMONIZANDO COM SALGADO…

Claro que eu não receberia tão ilustre visita na minha casa, sem oferecer pra ela uma companhia adequada, para edificar tão brilhante presença. Assim, resolvi harmonizar com dois clássicos, sendo um salgado e um doce. 

Queijos são uma ótima pedida para harmonização com cervejas, pois além de promoverem deliciosas harmonizações, são muito práticos para servir e para comer, dando protagonismo ao ato de bebericar a cerveja.

Paulistânia X harmonizada com uma tábua de queijo Gruyère Reserva de Cruzília
Foto Candy Nunes

Aqui, minha escolha foi um queijo Gruyère. Achei o Gruyère Reserva da Cruzília, que produz queijos desde 1948. O queijo apresenta acidez e sabores frutados suficientes para combinar com nossa exuberante e jovem Barley Wine Paulistânia X. Para decorar a tábua, coloquei uvas red globe e para aromatizar, derramei um punhado de pimenta rosa.

Foto: Candy Nunes

… E DOCE

Mas como boa curiosa que sou, ainda queria apreciar a união com um belo doce, assim optei pela clássica harmonização com o crème brûlée.
Convido os leitores a experimentarem esses sabores marcantes e espetaculares.

Com a chegada das festividades de fim de ano, a Paulistânia X é uma peça chave que não pode faltar numa bela mesa de ceia natalina. Que tal surpreender sua família e amigos com uma cerveja que tem apresentação de vinho, nome de vinho, mas que será uma inesquecível surpresa palatável para todos os que tiverem o prazer de degustar.

Leia também: CERVEJAS PARA FESTAS

Para adquirir seu exemplar e receber aonde quiser, basta entrar agora no site Confraria Paulistânia Store e ser feliz.

Saúde e boas festas!

VOCÊ CONHECE CERVEJAS DE GUARDA?

VOCÊ CONHECE CERVEJAS DE GUARDA?

O QUE SÃO? Por André “Carioca” Souza, beersommelier, mestre em estilos e técnico cervejeiro, estatístico de profissão. Especialista em harmonização de cervejas e responsável pela divulgação de conteúdo do @embaixadores.da.cerveja. Olá cervejeiros e cervejeiras, tudo bem com vocês? Hoje vamos falar sobre um tema que